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Os capacetes mais bonitos e icônicos já usados na Fórmula 1

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A proibição da troca de cores dos capacetes ao longo da temporada irritou os pilotos de Fórmula 1, que dizem que a FIA tem coisas mais importantes para se preocupar. Contudo, a nova regra pode fazer com que os voltem os bons tempos em que a “cara” de um piloto, para o público, era o capacete — e você não fica trocando de rosto toda hora, fica?

Pensando nisso, perguntamos aos leitores quais foram os capacetes mais icônicos, descolados ou simplesmente bonitos usados na Fórmula 1. Agora, temos a lista com as respostas!

 

Mika Häkkinen

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De vez em quando os finlandeses rompem a tradição e se tornam grandes nomes da Fórmula 1, e não dos ralis ( como Ari “Dear God” Vatanen, Juha Kankkunen, Hannu Mikkola… a lista é gigantesca!), Mika Häkkinen é um deles. O bi-campeão mundial e o maior rival de Schumacher (segundo o próprio alemão) definiu seu capacete ainda na época do kartismo, quando entrou para a equipe “Blue Rose Team” que usava combinação de azul e branco da bandeira finlandesa. Mika achou que a combinação caía bem em um capacete e acabou adotando o esquema de listras azuis em um degradê de três tons sobre um fundo branco que o identificou durante toda a sua vitoriosa carreira.

 

James Hunt

Hunt, James

Mulherengo, ousado e absurdamente talentoso, James Hunt é, sem dúvida, uma das figuras mais icônicas da Fórmula 1. Seu capacete trazia uma pintura clássica, com fundo preto e três linhas coloridas — uma vermelha, uma azul e uma amarela — como referência à gravata do seu uniforme nos tempos de escola. Nas laterais, seu nome e sobrenome em letras brancas garrafais, só mostrava que ele tinha orgulho de ser quem era — e também o identificava à distância. Se tivéssemos sido campeões em 1976 e dormido com 33 comissárias de bordo em duas semanas, também nos orgulharíamos.

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Aliás, Kimi Räikkönen — que tem um quê de James Hunt moderno — até homenageou o britânico em 2013 com uma réplica exata de seu capacete preto. How cool is that?

 

Ayrton Senna

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Este foi nossa sugestão, e permanece digno de ocupar esta lista — afinal, até quem jamais assistiu uma corrida de Fórmula 1 na vida sabe que aquele capacete amarelo com listras verde e azul foi usado por um dos maiores pilotos de todos os tempos! Agora, um detalhe: o artista Sid Mosca não desenhou o capacete exclusivamente para Senna, mas para toda a equipe brasileira no Mundial de Kart de 1979.

Como Senna não tinha um capacete com design próprio antes do evento, ele adotou a pintura da equipe, enquanto seus colegas optaram por outras pinturas. Senna jamais voltou a usar outro capacete, variando apenas o matiz do amarelo e a cor da forração.

 

Heikki Kovalainen

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A carreira de Kovalainen na Fórmula 1 não foi exatamente brilhante, com uma vitória e quatro pódios em 114 corridas entre 2007 e 2013. Contudo, ele nunca será esquecido — não só por já ter corrido na Renault, na McLaren, na Caterham e na Lotus, mas também por, em 2012, usar um divertido capacete decorado com o passarinho vermelho símbolo de Angry Birds, o game finlandês para smartphones e tablets que se tornou uma verdadeira febre mundial. Infelizmente, a equipe na qual ele correu naquele ano, a Caterham, será lembrada por ter um trágico fim em 2014, com problemas financeiros.

 

Felipe Massa

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Ayrton Senna não foi o único piloto brasileiro a ostentar as cores da bandeira no seu capacete — Felipe Massa também usou as cores em diversos matizes. O design básico é um X estilizado, com suas pernas “agarrando” a parte frontal do casco.

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Ao longo dos anos Massa também variou as cores do X e do fundo, chegando a usar uma combinação vermelha e azul. Hoje Massa usa um capacete parecido, com o detalhe para as cores do FlatOut da Martini Racing, atual patrocinadora das Williams, na parte superior — não é à toa que ele foi um dos mais sugeridos pelos leitores.

 

Rubens Barrichello

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Talentoso e um tanto injustiçado, o veterano Rubens Barrichello é fiel ao desenho de seu capacete. Foram poucas as ocasiões em que ele não usou o capacete branco com detalhes formas arredondadas laranja nas laterais e um círculo azul no topo, cores com significado especial para ele. O laranja vem do capacete de Ingo Hoffman, que foi o primeiro capacete de Rubens. O azul do topo é uma referência a Raul Boesel, e o branco une as referências cromáticas de forma elegante. O design formou um belo contraste com o capacete todo vermelho de Michael Schumacher em seus anos de Ferrari.

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Uma das poucas vezes em que Barrichello usou um capacete diferente aconteceu no GP de Interlagos em 2008. Rubens, já piloto da Honda, usou um capacete idêntico ao de Ingo Hoffman — uma homenagem ao veterano da Stock Car, que se aposentou naquele ano.

 

Emerson Fittipaldi

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Como Barrichello, Emerson Fittipaldi também não usava as cores do Brasil em seu capacete. Em vez disso, Emmo apostava no contraste marcante de preto e vermelho desde o fim dos anos 1960. Na metade da década seguinte ele entregou o casco a Sid Mosca, que trocou o preto por azul. Com o surgimento da técnica da aerografia, Mosca evoluiu a pintura, substituindo o azul liso por quadrados em degradê, e a faixa vermelha passou a ser filetada para dar uma impressão de movimento.

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Foi este capacete azul que identificou Emmo em sua carreira nos EUA. Ele ainda usou uma variação com o preto de volta, mas até hoje adota a combinação azul marinho com vermelho. Para a geração das antigas, é de Fittipaldi o capacete mais icônico de um brasileiro na Fórmula 1, e ponto final.

 

Elio de Angelis

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O italiano Elio de Angelis teve uma carreira relativamente curta na Fórmula 1, competindo entre 1979 e 1986. Sua estreia foi pela Shadow — nome mais que apropriado para a equipe de um piloto que usava um capacete que parecia vindo de Star Wars — o Simpson Bandit, da mesma companhia que fabrica o capacete usado pelo Stig, do Top Gear. Nenhum outro piloto ficou tão associado ao modelo de capacete como Elio.

Na verdade o Simpson Bandit foi febre entre os pilotos no fim dos anos 1970 e começo dos anos 1980 — James Hunt, Emerson Fittipaldi, Mario Andretti e Jochen Mass também usaram o modelo. Contudo, quando se fala no capacete de Elio de Angelis é a imagem do Simpson Bandit que vem à cabeça.

A pintura embora não fosse tão marcante quanto o design do casco, era elegante e limpa, com linhas geométricas em azul e vermelho com a assinatura do italiano na linha superior. As faixas inspiraram Jean Alesi, que usava uma pintura muito parecida, porém com preto no lugar do azul — que acabou indo para o topo do casco.

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A carreira de Elio de Angelis, que passou também pela Lotus e pela Brabham, foi abreviada prematuramente, quando a asa de seu BT55 soltou-se do carro durante uma sessão de treinos em Paul Ricard, na França, no dia 14 de maio de 1986. O carro perdeu o controle, bateu na proteção da pista e pegou fogo. Angelis morreu 29 horas depois, em um hospital de Marselha, em decorrência de uma intoxicação pela fumaça. Sua morte fez com que as regras da Fórmula 1 mudassem, colocando um fim na era dos carros turbinados de 1.000 cv na F1.

 

Nigel Mansell

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Como muitos pilotos, o bigodudo Nigel Mansell buscou inspiração na Union Jack — a bandeira britânica formada pelas bandeiras nacionais da Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte — para estampar seu capacete. No casco, a faixa horizontal vermelha e branca da bandeira forma duas setas voltadas para a frente nas laterais. O azul faz o pano de fundo com o branco — o azul se estende pelo topo do capacete enquanto o branco domina a parte frontal.

Jenson Button, campeão em 2009 pela BrawnGP, fez algo parecido com seu capacete, buscando a mesma inspiração nas cores britânicas porém formou as iniciais de seu nome nas laterais. O design só mudou no ano passado, quando o britânico homenageou seu pai, que morreu aos 70 anos no início de 2014, incluindo o desenho do Papa Smurf. Era assim que ele chamava o pai.

 

Nelson Piquet

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Nosso outro tricampeão, Nelson Piquet, quase foi jogador de tênis. Ele chegou a ir para os EUA estudar e praticar o esporte escolhido por seu pai — e que acabou se tornando outra paixão do piloto. Quando Piquet começou a correr de carro, ele se inspirou nos dois gomos das bolinhas de tênis para criar o desenho de seu capacete. Como na bolinha amarela, um dos gomos é vertical e compõe a forma arredondada no topo do casco.

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Nas laterais, contudo, o gomo horizontal se transformou em uma gota, que é a forma aerodinâmica perfeita. Pode reparar as curvas desenhadas pelas formas brancas e vermelhas e comparar com a bolinha. Pois é, o piloto mais zuêro da história da Fórmula 1 preferiu algo mais sério na hora de escolher sua identidade no grid.

 

Jackie Stewart

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O Escocês Voador, Cavaleiro da Coroa Britânica e militante da segurança no automobilismo — afinal, ele correu entre 1965 e 1973, em uma época onde um piloto que competisse por cinco anos tinha 66% de chances de morrer em um acidente — também foi três vezes campeão mundial (1969, 1971 e 1973). Seus capacetes brancos com detalhes xadrez deixavam claro sua origem escocesa. O xadrez, na verdade, chama-se Tartan, que são esses padrões quadriculados usados para simbolizar os diferentes clãs escoceses desde o século XVIII.

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Logicamente, o tartan do capacete é o Tartan real dos Stewart (ou Royal Stewart Tartan), que combina vermelho, preto, branco, amarelo e azul. O Royal Stewart Tartan também é usado pela ralinha Elizabeth II e pela infantaria do Exército Escocês. O padrão também foi popularizado nos anos 1970 e 1980 pelo movimento punk, que o usava de forma irônica e satirizadora.

 

Damon Hill

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Simples e inconfundível, o capacete azul-marinho com oito remos apontados para cima do campeão de 1996 Damon Hill era idêntico ao de seu pai, Graham Hill. A origem do desenho está no London Rowing Club, equipe de remo da qual Graham Hill participava nos anos 1950, antes de se tornar o Mr. Monaco e uma das maiores lendas da categoria, ficando com os títulos de 1962 e 1968.

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