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Os carros clássicos (ou quase lá) que já estão subindo de preço — e rápido

Se ontem tivemos uma lista com os carros que logo se tornarão clássicos e ficarão caros demais, hoje vamos abordar o lado mais crítico da história — ainda usando as sugestões dos leitores: carros que já estão bem valorizados e quase ainda mais difíceis de serem encontrados por um preço “pagável”. Se você deseja muito um deles, prepare-se para procurar muito — e provavelmente esvaziar os bolsos.

 

VW Gol GT, GTS e GTI

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As versões esportivas do Gol talvez sejam o símbolo da escalada de preços dos carros clássicos (ou prestes a se tornar) no Brasil. O Gol GT, que completa 30 anos em 2014 e já pode começar a receber a placa preta, dificilmente é encontrado por menos de R$ 15 mil, com os impecáveis custando mais de R$ 30 mil.

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O Gol GTi, de 1988, que apresentou o Brasil à injeção eletrônica, já tem exemplares impecáveis na casa dos R$ 50 mil — especialmente a primeira leva de GTi Azul Mônaco. O Gol GTS é o menos caro — já encontramos ótimos exemplares custando cerca de R$ 12 mil, mas não vai demorar para que sua escalada acelere bastante.

Com o Gol GTi de segunda geração — especialmente a versão equipada com motor de 16 válvulas e dotada da famosa “bolha” no capô —, a situação é próxima à do GTi de 1988: os melhores exemplares já beliscam os R$ 35 mil.

 

Chevrolet Calibra

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O Calibra é um Vectra GSi com outra embalagem — e que bela embalagem! Mesmo gritando “anos 90”, o Calibra envelheceu muito bem e é a maneira mais estilosa (e desejada) de adquirir um C20XE, com seu comando duplo e 150 cv, no Brasil. Acontece que, diferentemente de seu irmão, ele nunca foi exatamente barato — apenas “pagável” custando cerca de R$ 15 mil. Hoje um bom Calibra não custa menos de R$ 20 mil, e os melhores beiram os R$ 30 mil.

 

Chevrolet Tigra

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O Tigra era contemporâneo do Calibra e, tal este, era um cupê feito sobre a versão esportiva de outro carro — no caso, o Corsa GSi, dotado de um motor 1.6 com cabeçote de 16 válvulas e 106 cv. Sua situação no mercado também é a mesma — com o agravante de que é praticamente impossível encontrar um Tigra que não tenha sido modificado por dentro e por fora. Sua faixa de preço é a dos R$ 20 mil, e aumenta a cada dia.

 

Honda Civic VTi (quinta e sexta gerações)

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Antes de se tornar nacional em 1997, o Honda Civic teve suas quinta e sexta gerações importadas oficialmente — e ambas vieram também na versão esportiva VTi. O motor é o mesmo nas duas gerações do hot hatch — um 1.6 com comando variável VTEC e 160 cv (100 cv/litro, a maior potência específica de um motor aspirado na época), e o preço de ambas, na verdade, nunca foi baixo: há bastante tempo eles custam por volta de R$ 30 mil — e têm ficado ainda mais caras recentemente graças à febre JDM.

 

Chevrolet Opala (1988-1992)

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Você pode argumentar que o Opala já é um clássico — afinal, é um dos carros mais icônicos do País, começou a ser produzido em 1968 (há quase 50 anos!) e já custa caro há tempos. Contudo, só agora isto está sendo sentido nos modelos mais novos — especialmente do início dos anos 90. Estes estão em uma situação semelhante à do Monza — desvalorizaram, foram comprados por donos negligentes e agora existem poucos para uma demanda muito alta. Isto sem contar o fator carisma, que o Opala tem de sobra — e tudo isso vale também para a Caravan.

 

Fiat 147

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O 147 foi lançado em 1976 e foi o modelo de estreia da Fiat no Brasil e, para o mercado de massa, foi por muito tempo só mais um carro velho que ninguém queria (com seus famigerados “147 defeitos”). Mas isso começou a mudar nos últimos oito anos — a partir do momento em que ele passou a poder receber a placa preta, e hoje os exemplares mais bem cuidados já passam dos R$ 15 mil, chegando aos R$ 30 mil caso estejam impecáveis.

 

Puma GTE, GTS, GTC

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O Puma com motor e plataforma Volkswagen — primeiro do Fusca, depois da Brasilia — foi comercializado entre 1968 e 1990. A versão GT, mais antiga, é colecionável (e valiosa) há tempos, e as seguintes — GTE/GTI (cupê) e GTS/GTC (conversível) estão seguindo pelo mesmo caminho. Os exemplares mais em conta estão na faixa dos R$ 15 mil, enquanto os impecáveis custam pelo menos R$ 10 mil a mais. E atenção — é bastante difícil encontrar um exemplar totalmente original, de qualquer versão.

 

Fiat Uno Turbo

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Lançado à mesma época que o Tempra Turbo, o Fiat Uno Turbo completou 20 anos em 2014 (leia sua história aqui!). E, assim como o sedã turbinado, vem aumentando de preço — e ainda mais rápido. A razão para isto é que, das 1.081 unidades produzidas, várias foram modificadas com turbocompressores maiores e até receberam outros motores, sendo comercializadas por preços bem razoáveis — o que naturalmente eleva o preço dos exemplares originais. Os impecáveis já chegaram na casa dos R$ 20 mil.

 

Volkswagen Brasília

O Fusca definitivamente é um carro clássico que, dependendo do estado de conservação, pode chegar a valores estratosféricos. Mas antes disso veio a escalada — que, agora, está acontecendo com a Brasília. Ainda que seja relativamente comum achar exemplares muito bons custando a partir de R$ 5 mil, já estão aparecendo carros impecáveis anunciados por seis vezes mais — e o mesmo vale para Variant e Variant II.

 

Chevrolet Chevette

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Curiosamente o Chevette demorou a conquistar valor — mas já começou a acontecer, e em um ritmo impressionante. Está ficando cada vez mais difícil encontrar um Chevette em bom estado por um preço razoável — especialmente o primeiro modelo, lançado em 1973 e apelidado de tubarão, mas isto também vale para a versão pós-reestilização de 1979 (com grade dupla parecida com a dos Pontiac da época): os mais caros podem custar mais de R$ 30 mil.

 

 

 

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