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Os carros com os faróis mais legais da indústria automotiva – parte 1

Se os faróis são os olhos dos carros… qual é o carro que tem os olhos mais legais? Fizemos esta pergunta, ainda que não exatamente desta forma, a nossos leitores há alguns dias. Agora, finalmente, temos a lista com as respostas.

Nossa sugestão foi o Citroën SM e seu exótico conjunto de faróis triplos protegidos por uma enorme régua de vidro, que também abrigava a placa – o tipo de maluquice que faz a gente gostar ainda mais de carros franceses. Mas vocês também tiveram suas sugestões, e foram ótimas. Confira a primeira parte a partir de agora!

 

Dodge Charger

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Sugerido por: rafaeru82

Ora, não é surpresa alguma que a sugestão mais votada de todas (lembrando que a quantidade de votos não é o único critério usado para definir os itens das listas) foi o Dodge Charger americano fabricado entre 1968 e 1970. Com qualquer uma das dianteiras, o muscle car mais emblemático da Dodge tinha os faróis mais legais porque… não dava para vê-los.

A dianteira era como um buraco negro pronto para engolir o que estivesse à frente, pois no fim dos anos 60 não havia muitos carros nos Estados Unidos que pudessem fugir de um Hemi 426 (sete litros) de 425 cv ou um Magnum 440 de 375 cv – exceto, talvez, por certo Ford Mustang verde conduzido pelo cara mais cool da galáxia. Se você visse pelo retrovisor as coberturas se erguendo para revelar os faróis duplos pedindo passagem, você dava passagem.

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A versão de 1968 é a favorita dos entusiastas porque, com uma moldura cromada mínima e uma grade preta simples, certamente é o mais malvado de todos. Mas o modelo de 1969, com a dianteira bipartida e cromados menos discretos; e a versão de 1970, que trouxe uma moldura cromada bem maior que também servia como para-choque, também têm seu charme maléfico.

 

BMW M5 E39

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Sugerido por: Guilherme Galt

O BMW Série 5 da geração E39 é uma bela demonstração da estética alemã: sem excessos, com cada forma cuidadosamente encaixada no desenho geral, o sedã lançado em 1995 transborda harmonia e elegância. Seus faróis são uma ótima demonstração disto, e têm outro mérito: conseguiram modernizar a identidade visual das gerações anteriores. Se você prestar atenção, vai ver que os elementos de iluminação da geração anterior, a E34, estão presentes – os faróis redondos duplos e as setas ao lado deles – foram preservados atrás das lentes transparentes. Classy.

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Agora, o M5 E39, lançado em 1998, trouxe algo ainda mais notável: os faróis chamados Angel Eyes (“olhos de anjo”, em tradução literal), com molduras de xenon em volta das parábolas, dando um efeito estético matador quando acesos e lançando uma tendência que foi vista em praticamente todos os BMW da década de 2000, além de serem imitados incansavelmente pelo aftermarket.

 

Jaguar XJ220

Sugerido por: cego II

Absolutamente tudo no Jaguar XJ220 é legal, começando pelo fato de ser um supercarro feito pela Jaguar nos anos 90, usando recursos financeiros que a marca simplesmente não tinha, apenas para mostrar do que eles eram capazes. Então temos o motor, um V6 biturbo com origens em um bólido do Grupo B de rali, e seu visual geral que misturava linhas suaves e sensuais na dianteira e uma traseira brutal, dominada por uma grade preta para escoar o calor de dentro do cofre.

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É tanta coisa bacana para ver que a gente nem repara nos faróis, o que é um equívoco: as unidades de iluminação, quando apagadas, ficam ocultas por coberturas na cor da carroceria que se abrem e fecham como se fossem pálpebras.

 

Chevrolet Corvette C4

Sugerido por: doc74

Da geração C2, lançada em 1962, à geração C5, lançada em 1997, todo Corvette teve faróis escamoteáveis. Mas a geração C4, de 1984, certamente era a que tinha os faróis mais legais. Isto porque, em vez de abrir da forma tradicional quando acesos, levantando a cobertura, eles giravam em volta do próprio eixo para revelar as luzes. Não há nada mais anos 80 do que isto.

 

Alfa Romeo Montreal

O Alfa Romeo Montreal é um dos vários “clássicos obscuros” da marca do cuore sportivo, ficando na sombra de ícones como o Giulia Sprint e o Spider. O cupê grand tourer com motor V8 de 2,6 litros – derivado daquele utilizado no belíssimo 33 Stradale – com injeção de combustível e cerca de 200 cv. O carro usava a estrutura do Giulia Sprint, porém com uma carroceria totalmente nova desenhada pelo estúdio Bertone. Curiosidade: o carro foi batizado como Alfa Romeo Montreal porque o conceito foi apresentado em 1967 em Montreal, no Canadá. O conceito não tinha nome, mas foi apelidado pelo público de “The Montreal” e a Alfa Romeo adotou como nome oficial.

Uma das características mais interessantes do design da Bertone são os faróis parcialmente ocultos, com apenas a parte inferior visível sob a grade. O truque são as pequenas “persianas” que se abaixam quando os faróis são acesos – um toque de estilo simples e requintado ao mesmo tempo.

 

Dodge Challenger SRT Hellcat e Demon

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Detalhe do farol do Challenger Hellcat, com o logo do modelo no duto de admissão

Sugerido por: Glaukin

O atual Dodge Challenger pode não ser o mais moderno dos muscle cars à venda, mas certamente é um dos mais badass. Precisamos dizer o motivo? Na verdade são dois: o Hellcat e o Demon. O primeiro foi lançado em 2015 com um V8 Hemi supercharged de 717 cv, tornando-se o Dodge produzido em série mais potente de todos os tempos. No ano passado veio o Demon, que trouxe números ainda mais impressionantes – 820 cv com combustível comum e 852 cv com gasolina de competição com octanagem acima de 100 RON.

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Motores tão potentes precisam de muito ar, e por isso a Dodge fez algo muito legal com os faróis do Hellcat e do Demon: os faróis do centro possuem dutos de admissão de ar frio para o motor – como alguns carros de competição, só que de fábrica.

 

McLaren P1

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Sugerido por: FerSaccon

Lançado em 2013, o McLaren P1 foi um dos três hipercarros híbridos que agitaram a primeira metade desta década, ao lado da Ferrari LaFerrari e do Porsche 918 Spyder. Seu motor, um V8 de biturbo de 3,8 litros e 738 cv, contava com a ajuda de um motor elétrico de 178 cv para chegar aos 916 cv no total. A força é levada para as rodas traseiras por uma caixa de dupla embreagem e sete marchas, e o conjunto todo é capaz de levar o P1 de zero a 100 km/h em 2,8 segundos, com máxima limitada a 350 km/h.

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Foram feitos 375 exemplares do McLaren P1 entre outubro de 2013 e dezembro de 2015, e a companhia britânica deve ter muito orgulho dele, pois conseguiu colocar seu logo até nos faróis. Não dentro deles (a Volwagen é quem faz isto), mas os próprios faróis têm o formato do pequeno speedmark no logo da McLaren, cuja história contamos recentemente. Foi proposital, e deu muito certo.

 

Alpine A310

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Sugerido por: Alan Marcati

Como dissemos, nossa sugestão para esta Pergunta do Dia foi o Citroën SM, com seus faróis triplos sob redomas de vidro. Pois há outro carro francês com esta mesma característica: o Alpine A310, sucessor do mítico A110 que se tornou o primeiro vencedor do WRC, o Campeonato Mundial de Rali, em 1973. O esportivo mantinha o arranjo de motor traseiro, porém tinha uma carroceria muito mais moderna – até demais para alguns críticos da época.

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O Alpine A310 foi lançado em 1971, e manteve a dianteira com três faróis de cada lado, protegidos por um lente de vidro, até 1976. Não foi coincidência: o projetista do Alpine A310 foi o mesmo do Citroën SM, Robert Opron. Talvez ele estivesse empolgado com a ideia.

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Depois de 1977 o Alpine A310 adotou uma face bem mais “normal”, com faróis duplos, bem mais estreitos, porém ainda com a cobertura de vidro.

 

Mazda MX-5 Miata

Sugerido por: Lucas

Fala aí: você diria não para este carro? Não é preciso muito para entender a razão da inclusão desta lista. Os faróis escamoteáveis com grandes lentes redondas e coberturas que formam “sobrancelhas” sobre eles quando acesos complementam perfeitamente o formato da entrada de ar no para-choque. O resultado é um dos “rostos” mais simpáticos já vistos em um automóvel.

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