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Os carros com os nomes mais longos já feitos no mundo

Costuma-se dizer que um produto tem um bom nome quando o mesmo é simples, curto, sonoro e fácil de lembrar – e isto também vale para os carros. Contudo, de tempos em tempos, as fabricantes preferem dar a suas criações nomes longos e pomposos – para a alegria dos entusiastas que gostam de decorar códigos e siglas, muito úteis quando você quer provar, em uma mesa de bar ou em um tópico na internet, que manja mais de carros do que seus amigos.

É mais o menos como o conhecido caso de Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Bourbon, vulgo Dom Pedro II. Nobres tinham nomes mais longos para denotar sua nobreza e homenagear sua linhagem.

Brincadeiras à parte, decidimos selecionar alguns nomes realmente longos que já foram usados pela indústria automotiva.

 

Subaru Impreza WRX STI Spec. C Type RA-R

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A segunda geração do Subaru Impreza WRX foi lançada em 2001 e durou até 2007. Neste meio tempo, dezenas de modificações foram realizadas para manter o carro sempre competitivo, tanto nas ruas quanto nos ralis. E, por coincidência, sua versão de nome mais longo é também a mais fodástica de todas.

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Lançado em 2006, depois do segundo facelift do WRX STi de segunda geração, o Spec. C Type RA-R era uma variação ainda mais potente do Type RA – este, uma versão aliviada do WRX STi, com vidros mais finos, chapa de aço do teto mais fina e tampa do porta-malas de alumínio. O Type RA também tinha um radiador de óleo, strut bars reforçadas e barra de amarração especial na traseira.

O diferencial do Spec. C Type RA-R era o motor: em vez do motor EJ20, flat-four turbo de dois litros, com 280 cv, ele trazia no cofre o mesmo propulsor da edição limitada S204, capaz de entregar 320 cv.

 

Land Rover Range Rover Sport Autobiography Supercharged

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Por si só, as palavras “Land Rover Range Rover” já transmitem elegância e um requinte quase desnecessário. Era natural que o modelo mais luxuoso de todos tivesse um nome ainda mais cheio de pompa: o Range Rover Sport Autobiography Supercharged, edição especial do Range Rover Sport com um compressor mecânico no V8 de cinco litros. São 510 cv e 63,7 mkgf de torque moderados por uma caixa automática de oito marchas, suficientes para chegar aos 100 km/h em 5,4 segundos com máxima limitada a 225 km/h.

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A gente só não conseguiu entender a escolha pela palavra “Autobiography” para denotar o luxo e exclusividade da versão – talvez seja porque só pessoas importantes, que podem comprar um Land Rover Range Rover Sport Autobiography Supercharged, publiquem suas autobiografias.

 

Lamborghini Gallardo LP570-4 Spyder Performante Edizione Tecnica

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Por mais que o Huracán seja um carro e tanto, nos apegamos ao Lamborghini Gallardo – o touro mais vendido da história da marca tinha carisma, tinha um belo design, tinha um motor V10 girador e versões com câmbio manual e tração traseira. E também tinha séries especiais com nomes bem longos, como Lamborghini Gallardo LP570-4 Spyder Performante Edizione Tecnica.

Vamos destrinchar: “LP” significa Longitudinale Posteriore, indicando que o motor fica montado atrás dos bancos, em posição longitudinal. 570-4 indica que a potência do V10 de 5,2 litros é de 570 cv e que o carro tem tração nas quatro rodas.

Interrompemos esta explicação para te mostrar o ronco do Lamborghini Gallardo LP570-4 Spyder Performante Edizione Tecnica

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Spyder indica que se trata de um conversível, enquanto Performante Edizione Tecnica, além de soar muito mais bacana do que Performance Technical Edition, quer dizer que o carro passou por diversas melhorias em relação ao Gallardo conversível comum: uma asa traseira fixa, alívio de peso (a massa total é de 1.485 kg) e freios de carbono-cerâmica.

 

Rolls-Royce Silver Shadow Fixed Head Coupe by Mulliner Park Ward

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Como se Silver Shadow já não fosse um nome pomposo o bastante, o luxuoso sedã fabricado pela Rolls-Royce entre 1965 e 1980 recebeu um sobrenome longo e mais do que digno. É fácil de entender: Fixed Head Coupe quer dizer que o carro é um cupê com teto fixo – o conversível com capota de tecido se chamava Drophead Coupe.

Já Mulliner Park Ward é o nome da companhia que fabricava carrocerias para a Rolls-Royce e para a Bentley – na época, as duas empresas eram uma só, e os Bentley eram nada menos que modelos rebatizados da Rolls-Royce.

 

Mini John Cooper Works Countryman All4 Dakar Winner

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O Mini Countryman é o SUV da Mini, e uma contradição por si só. Mas não dá para dizer que ele é um off roader incompetente: entre 2012 e 2015, a versão de competição All 4 Racing venceu quatro edições seguidas do Rally Dakar. Assim, em 2013, quando o francês Stéphane Peterhansel venceu pela segunda vez consecutiva, a Mini apresentou a edição especial Mini John Cooper Works Countryman All4 Dakar Winner.

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Como você já deve saber bem a esta altura, “John Cooper Works” é o nome da preparadora responsável pelas versões mais apimentadas do Mini desde que a companhia foi adquirida pela BMW. Em 2013, o Countryman mais potente tinha um quatro-cilindros turbo de 1,6 litro e 218 cv. All4 quer dizer que o carro tem o sistema de tração integral All4, que conta com um diferencial eletro-hidráulico que leva 50% da força do motor para as rodas traseiras em condições normais, e até 100% quando necessário. Já “Dakar Winner”, bem… precisamos mesmo explicar?

 

Alfa Romeo 8C 2900B Spider Sperimentale Balena

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A Alfa Romeo construiu 30 unidades do 8C entre 1931 e 1939, entre protótipos de competição e versões de rua. Naquela época, era comum que as fabricantes de automóveis delegassem a tarefa de construir a carroceria de seus carros a outras empresas, e o mesmo foi feito com o 8C.

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O nome do carro é uma referência ao fato de ele ter um motor de oito cilindros em linha, que podia deslocar 2,3 ou 2,9 litros dependendo da versão. No caso do Alfa Romeo 8C 2900B Spider Sperimentale Balena, que foi o último exemplar do 8C a sair da fábrica da Alfa, trata-se de um motor de 2,9 litros com dois (sim, dois) compressores mecânicos do tipo Roots e 300 cv – razão para o 2900 no nome do carro.

Spider Sperimentale Balena quer dizer que se trata de um carro conversível experimental (era um protótipo de corrida, afinal) com carroceria que lembrava o perfil de uma baleia. O design é assinado por Gioacchino Colombo, o mesmo engenheiro que projetou os motores V12 Colombo para a Ferrari.

 

Chevrolet Corvette 25th Anniversary Indy 500 Pace Car Replica

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Em 1978 o Chevrolet Corvette completou 25 anos de existência e, para comemorar, a fabricante conseguiu colocá-lo como pace car das 500 Milhas de Indianápolis. Também foi lançada uma edição especial do esportivo, inicialmente limitada a 2.500 unidades (100 para cada ano de fabricação do Corvette), cuja pintura imitava à do carro madrinha – eis o motivo do “Replica”.

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De última hora, a Chevrolet decidiu que cada uma das 6.502 concessionárias da marca nos EUA deveria ter uma unidade da série especial e aumentou a produção. Todos os carros receberam novos bancos, teto targa de vidro, rodas de liga leve, vidros elétricos, travas elétricas, ar-condicionado, volante ajustável em altura e distância, sistema de som do tipo eight-track e bateria de maior amperagem.

 

BMW Individual M760Li xDrive Model V12 Excellence THE NEXT 100 YEARS

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O mais recente exemplo desta lista é a edição especial do BMW Série 7 que a fabricante bávara apresentou no ano passado, para comemorar seu centenário. Limitada a 100 carros, a série “THE NEXT 100 YEARS” inclui também os modelos com motor de quatro-cilindros híbrido com tração traseira ou integral (BMW Individual 740Le iPerformance THE NEXT 100 YEARS ou BMW Individual 740Le xDrive iPerformance THE NEXT 100 YEARS), V8 biturbo com tração traseira ou integral (BMW Individual 750Li THE NEXT 100 YEARS ou BMW Individual 750Li xDrive THE NEXT 100 YEARS) ou V12 biturbo de tração integral (o já citado BMW Individual M760Li xDrive Model V12 Excellence THE NEXT 100 YEARS, que leva o troféu pelo nome mais longo).

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Deu para entender alguma coisa? Não importa. O que importa é que todos os carros têm a mesma pintura azul “Centennial Blue Metallic” e acompanham uma caneta Montblanc especial que, em algum momento do futuro, poderá custar mais que o carro – além de todos os recursos que os clientes da linha Individual podem escolher em seus carros.

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