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Os carros pretos mais ameaçadores do planeta nesta sexta-feira 13

 

Hoje é da 13 de maio, sexta-feira. Nos filmes, é quando Jason, o assassino em série mascarado, sai para procurar mais algumas vítimas. É dia de desviar de gatos pretos nas ruas, evitar passar por debaixo de escadas e não dar sorte para o azar. Tem gente que nem sai de casa!

Mas talvez seja mesmo uma boa ideia ficar bem quietinho no aconchego do seu lar. Vai que você topa com um desses aterrorizantes carros pretos?

 

Dodge Charger R/T

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O Charger nasceu em 1966 como um elegante cupê fastback, mas foi na reformulação de 1968 que o muscle car ganhou as formas que o consagrariam como o símbolo da maldade sobre rodas — se for preto, claro. O Charger do Dom Toretto está aí para não nos deixar mentir.

As novas linhas, com mais retas, traseira mais bojuda e proporções mais acertadas, emanava esportividade e robustez ao mesmo tempo sem parecer pesado, e a grade que escondia os faróis no retrovisor deixava claro que era melhor sair do caminho — especialmente se fosse a versão equipada com o Hemi 426 (sete litros!) com todos os seus 440 cv e 65,2 mkgf de torque.

O V8 Magnum de 440 pol³ (7,2 l) e 380 cv também não era nada ruim — era este o motor no cofre do Charger que deu trabalho a Steve McQueen em “Bullitt” (1968).

 

Lamborghini Countach

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Se você visse um pôster do Countach, provavelmente ele seria branco. Mas se fosse uma miniatura, ela seria preta. As linhas retas e futuristas (para a década de 70, claro) do Countach são impressionantes em qualquer cor, mas quando o carro é preto, o nível é outro. Se as rodas forem douradas, então, melhor ainda.

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Contudo, cabe aqui uma observação: o efeito ameaçador é mais perceptível no Countach fabricado em 1978, quando foram incorporadas as modificações estéticas mais radicais — alargadores nos para-lamas, pneus mais largos e o enorme aerofólio (opcional).

 

Buick GNX

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O Buick GNX era um sedã de duas portas cuja encarnação mais mansa e popular era o Chevrolet Monte Carlo (que podia ser equipado com um V6 Vortec parecido com o da nossa Blazer). Acontece que, no cofre, o GNX tinha um V6 de 3,8 litros que, sobrealimentado por um turbocompressor Garrett T-3, rendia 276 cv e 49,7 mkgf de torque — números oficiais, que na prática deveriam ser maiores — e eram suficientes para levá-lo aos 100 km/h em 4,3 segundos. Para colocar em contexto, o Corvette 1987 (único ano em que o GNX foi comercializado) levava 5,9 segundos.

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Se isto não for o suficiente para que você o considere intimidador, olhe para ele de novo. Nada ainda? Pois saiba que este é o carro que foi originalmente associado à imagem de Darth Vader — bem antes da propaganda do Chevrolet Impala SS.

 

K.I.T.T.

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Knight Industries Two Thousand, um Pontiac Trans Am 1982, não era um carro, e sim um dos personagens principais da série Knight Rider. Seu cérebro era um módulo de inteligência artificial. Seus olhos eram um scanner infra-vermelho no capô — quer mais intimidador que isto?

Ele interagia com os humanos, era capaz de aprender, se comunicar e interagir com eles e, como se não bastasse, ainda tinha uma personalidade sarcástica e egocêntrica. Some a isto sua carroceria invulnerável e seu motor com turbo boost e você tem um dos carros pretos mais legais de todos os tempos — e o terror dos meliantes nas perseguições.

 

Ford Focus RS500

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Só foram feitas 500 unidades deste hot hatch equipado com um cinco-cilindros 2,5 turbinado de 350 cv. Ele é um dos carros que ficam melhor de preto-fosco, e é tão bacana que a gente até esquece que ele tem tração dianteira.

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Se o Focus RS “comum” (que tinha “só” 305 cv) apostava nas cores vibrantes, como o verde limão e azul, o RS 500 só veio pintado (não envelopado!) de preto fosco — o que dá a ele um visual ainda mais agressivo e perfeito para dar sustos em gente graúda (e ignorante), que pensa se tratar apenas de um Focus invocado.

 

Chevrolet Opala Diplomata

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Vocês não achavam que iríamos esquecer dele, não é? Até porque, caso a gente esquecesse, talvez ele não nos perdoasse. O Opala é como o Dodge Charger para os brasileiros (com o perdão dos fãs do Charger nacional pela licença poética).

Só que nós não nos referimos aos primeiros SS, com seu motor 250-S de 171 cv brutos — quando pensamos em um Opala intimidador, pensamos em algo um tanto mais mafioso. Poucos vestem melhor a alcunha de “carro de bandido” do que um belo Diplomata preto — e, acreditem, isto está longe de ser uma ofensa.

 

Maybach Exelero

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Acabamos de dizer que o Buick GNX é o “carro do Darth Vader” original, mas caso o vilão do Lado Negro da Força fosse parar em alguma realidade alternativa onde se tornasse chefão da máfia intergaláctica retrofuturista, seu carro poderia muito bem ser um Maybach Exelero.

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Sobre o carro em si: encomendado à Maybach por uma marca de pneus, a Fuld Tires, o Exelero tem um V12 biturbo de 5,9 litros, 700 cv e 76,8 mkgf de torque, sendo capaz de acelerar até os 100 km/h em 4,4 segundos e chegar aos 351 km/h.

 

Caveirão do Bope

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Você acha que o Capitão Nascimento te pede pra sair? Claro que não. Ele simplesmente chega e passa por cima. E a serviço da lei — ao volante de um veículo blindado com o visual mais amedrontador da cidade e um seis-em-linha a diesel Cummins de 6,7 litros, 300 cv, 112 mkgf de torque e autonomia de 700 km em detrimento do desempenho.

O nome oficial do Caveirão é Maverick, e ele é fabricado pela Paramount — a mesma empresa por trás do Mercury Marauder. Segundo a Paramount, o Maverick consegue funcionar por até 24 horas em aceleração máxima sem problemas, ao mesmo tempo em que o seis-em-linha Cummins tem autonomia de 700 km.

 

McLaren P1

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Da atual leva de supercarros, a LaFerrari é, sem dúvida, a mais evoluída mecanicamente — e mais potente, com todos os 963 cv de seu conjunto mecânico V12 aspirado +  motor elétrico. O Porsche 918 é, ao que tudo indica o mais utilizável e — por que não? — prático no dia a dia. O McLaren P1, além de ser um dos mais viscerais, é também o que mais nos agrada visualmente — ao menos hoje, quando o tema é carro preto.

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Sério: esta dianteira equilibra de forma impecável o ar futurista e a agressividade, com o sorriso maléfico de um alien robótico. A traseira repete o efeito com as finas lanternas de LED e a gigantesca saída de ar — sério, até a traseira deste carro já nos intimida, especialmente por saber que, atrás daquela grade, está um V8 biturbo de 3,8 litros e 737 cv. Com o motor elétrico, a potência sobe para 916 cv, o bastante para acelerar até os 100 km/h em 2,8 segundos.

 

Mercedes-Benz C63 AMG Black Series

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No mês passado a Mercedes-Benz apresentou a nova geração da versão mais potente do Classe C — o C63 AMG que, na versão S, faz bom uso dos 510 cv  e 71,2 mkgf de torque do motor M178, um V8 biturbo de quatro litros. Certamente é um baita carro, mas nós vamos sentir saudade desse cara aqui: o C63 AMG Black Series da geração anterior.

A razão? Vamos te dar oito: cada um dos cilindros do V8 de 6,2 litros naturalmente aspirado, um verdadeiro leviatã de 517 cv e 63,2 mkgf de torque, capazes de levá-lo aos 100 km/h em 4,2 segundos com um ronco fabuloso. Além do sobrenome bacanudo, o Black Series tem bitolas mais largas (e um stance ainda mais matador), suspensão de geometria retrabalhada e até freios melhores. E o que dizer deste ronco?

O carro do vídeo é branco, mas você não vai reclamar, vai? Leia tudo sobre este carro na matéria especial que fizemos aqui!

 

Dodge Challenger SRT8 Cult Motorsports

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Se começamos esta lista com um Dodge, não havia como não terminar com um Dodge. Normalmente temos um pé atrás com os carros que são apresentados no SEMA Show, mas a edição de 2010 provou que, de vez em quando, alguém acerta. Naquele ano, a Cult Motorsports levou para lá seu Dodge Challenger SRT8 com pintura preta fosca, um blower gigantesco saltando para fora do capô e leds vermelhos nos quatro faróis redondos.

Angel eyes? Não, cara. Demon eyes, prontos para sugar sua alma para o inferno antes que você possa pedir por sua salvação — tudo isto ao som do V8 Hemi preparado para render algo perto dos 1000 cv.

 

Bouns Track: Black Volga

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Este é uma lenda urbana soviética que, bem, vinda da Rússia, não nos surpreenderia se fosse real. Na verdade, talvez seja.

O Gaz Volga, produzido de 1956 a 2010, é como o Crown Victoria da Rússia: teve oito gerações — sendo que algumas estão mais para facelifts pesados — e, vendido por quase seis décadas, tornou-se um dos veículos mais populares na ex-União Soviética, tendo sido usado como táxi, limusine e carro de polícia.

A lenda tem algumas versões — a mais famosa dela diz que uma limusine Volga preta circulava pela Varsóvia na década de 1960 sequestrando garotas — dizem que os sequestradores eram oficiais de alto nível do exército soviético e forçavam as meninas a realizar suas pervesões sexuais.

Outras versões falam em vampiros, lobisomens, sacerdotes diabólicos e até o próprio Satanás ao volante do Black Volga; sequestrando crianças para matá-las e curar leucemia com seu sangue. Obviamente, nenhuma das versões foi comprovada — o que não torna a história menos perturbadora.

[ Fotos: GM Hi Tech Performance (GNX), Rodrigo Ananias/Flickr (Opala) ]

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