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Os esportivos mais belos desenhados por Giorgetto Giugiaro

Se o italiano Giorgetto Giugiaro é famoso por ter criado alguns dos carros mais vendidos do mundo (fora o Ford T, o Fusca e o Corolla), ele também pode creditar parte de sua fama a alguns dos carros mais fantásticos que já foram construídos. Se você estava ansioso para ver quais selecionamos, espie a nossa lista abaixo. E fique à vontade para sugerir os que eventualmente tenham ficado de fora em nossa caixa de comentários.

 

Lancia Delta Integrale

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Como você pode ver, não falamos do modelo pesadão que foi fabricado até o ano passado, baseado no Fiat Bravo e que não vingou nem com a ajuda de Robert Langdon em “Anjos e Demônios”. Falamos do quadradão, mesmo. O carro de primeira geração que deu origem ao mito Delta Integrale, modelo que diretores da FCA querem porque querem trazer de volta à vida. Tomara que eles consigam convencer Sergio Marchionne de que vale o esforço.

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Com 3,90 m de comprimento, 2,48 m de entre-eixos, 1,62 m de largura e 1,38 m de altura, o HF Integrale foi o modelo mais celebrado do Delta original. Tinha tração nas quatro rodas, motor 2.0 turbo de 203 cv a 5.500 rpm, ia de 0 a 100 km/h em 5,5 s e chegava à máxima nada impressionante hoje de 220 km/h. Mas fez muito estrago nos ralis de 1987 a 1992, colocando a Lancia como o construtor com mais títulos em sequência (seis seguidos).

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Ainda que a turma pense que Giugiaro é o “rei dos quadrados”, o próximo carro mostra que não é bem assim…

 

Subaru SVX

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Quem já dirigiu essa beleza diz que é um dos melhores carros do mundo de todos os tempos. Exagero, para um carro tão discreto? Talvez, mas é gente muito credenciada e pouco sujeita a encantamentos que fala isso. Pessoas como o mestre José Luiz Vieira, ex-editor-chefe da ex-revista Motor3 e hoje autor do TechTalk.

Com 4,63 m de comprimento, 2,61 m de entre-eixos, 1,77 m de largura e 1,31 m de altura, ele usava o tradicional motor boxer da Subaru, aliado à também tradicional tração nas quatro rodas, mas elevou tudo a outro patamar. O motor era um 3.3 de seis cilindros opostos com 234 cv a 5.400 rpm (ele girava até 6.500 rpm) e 31,5 mkgf a 4.400 rpm. Todos vinham equipados com uma transmissão automática de quatro marchas porque a Subaru não fabricava, na época, uma transmissão manual que aguentasse tanto torque.

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Com dois tipos de transmissão nas quatro rodas, a dos modelos trazidos ao Brasil era a VTD, em vez da ACT-4. O que ela fazia era jogar mais força para as rodas traseiras. Em vez da distribuição 50/50, a da VTD era 36/64. Um carro que, sendo possível, vale tentar dirigir uma vez na vida.

 

VW W12 Nardò

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Nascido a pedido de Ferdinand Piëch, o W12 serviria apenas para demonstrar o motor W12, um 12 cilindros em W, e o sistema de tração nas quatro rodas Syncro. E a encomenda foi feita a Giugiaro.

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Ela resultou, em 1997, em um automóvel de 4,40 m de comprimento, 2,53 m de entre-eixos, 1,92 m de largura e apenas 1,10 m de altura e 1.200 kg. Seu motor W12 de 5,6 litros rendia 420 cv e a tração era nas quatro rodas. Em 2001, uma versão mais forte, com 600 cv, foi exibida. Sua velocidade máxima era de 357 km/h. Em 2002, esse carro bateu o recorde de velocidade média de Nardò, percorrendo 7.740,6 km com a média de 322,9 km/h durante 24 horas seguidas.

 

Lamborghini Calà

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Esse conceito de 1995 foi feito por Giugiaro antes que o grupo Volkswagen assumisse a marca. Mais exatamente 3 anos antes. E daria, 5 anos depois, no Lamborghini Gallardo. Inspirado pelo Calà, mas desenhado por Luc Donckerwolke.

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O Calà também era equipado com um V10, mas de 3,9 litros e 408 cv, com tração traseira, em vez de integral. Tinha 4,39 m de comprimento, 2,52 m de entre-eixos, 1,90 m de largura e 1,22 m de altura, com 1.290 kg. Seria um substituto do Jalpa, que morreu em 1988. Foi, mas por ter inspirado o modelo que cuidou disso pessoalmente.

 

Alfa Romeo Brera

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Era para ele ter sido apenas um conceito para o Salão de Genebra de 2002. Mas este carro conceitual de Giugiaro deu tanto tesão na galera que a Alfa se viu praticamente obrigada a fabricá-lo. Ou melhor, a autorizar que a Pininfarina o fabricasse depois que ele fosse devidamente desenvolvido. A versão de produção estreou também no Salão de Genebra, mas em 2005.

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Ao contrário do conceito, que tinha motor V8 da Maserati, com 400 cv, o Brera de produção saiu com um V6 3.2 de 258 cv em sua versão mais forte. Tinha 4,41 m de comprimento, 2,53 m de entre-eixos, 1,83 m de largura, 1,34 m de altura e 1.430 kg de peso mínimo, chegando a 1.625 kg. E foi isso que matou o carro: era lindo, mas pesado demais para ser divertido.

 

Delorean DMC-12

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Achou que gostava do DMC-12 só por causa da  trilogia “De volta para o futuro”? Tem dedo no Giugiaro nele também. Aliás, a mão direita inteira.

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Já falamos bastante deste cara, inclusive que ele terá até 500 unidades zero km em não muito tempo, mas vale repassar suas informações técnicas. Com 4,22 m de comprimento, 2,41 m de entre-eixos, 1,86 m de largura e 1,14 m de altura, ele pesava 1.230 kg e era construído sobre chassi, algo um bocado antiquado para um carro de 1981, mas seu motor 2.8 V6, o PRV, tinha apenas 132 cv. Pouco para o que o desenho de Giugiaro prometia.

 

De Tomaso Mangusta

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Esse argentino feito na Itália com coração americano também é da lavra de Giugiaro. Raríssimo, teve apenas 401 unidades produzidas, das quais apenas 250 ainda continuariam rodando. O nome vem do mangusto, um bichinho bravo pacas que é capaz de matar cobras. Ou o Cobra, que era quem ele tinha em mira.

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Tinha, mas não conseguiu chegar lá. Sua distribuição de peso era péssima (32/68) e seu chassi era molenga, o que o tornava péssimo de dirigir, com sérios problemas de estabilidade. Outro gênio, Nelson Rodrigues, o chamaria de “bonitinho, mas ordinário”. O carro tinha 4,28 m de comprimento, 2,50 m de entre-eixos, 1,83 m de largura e 1,10 m de altura. Pesava 1.322 kg e seus motores eram V8 da Ford, com 289 polegadas (4,7 litros) ou 302 polegadas (5 litros).

 

BMW M1

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Criado em 1978 para corridas, o M1 foi desenhado por Giugiaro e teve um campeonato criado apenas para ele, o Procar BMW M1, que antecedia corridas de F1 e ajudou a marca a atingir as exigências de homologação para o Grupo 4 do Campeonato de Gran Turismo da Fia. Em 1979, quem venceu o tal campeonato foi ninguém menos do que Nikki Lauda. Em 1980, um tal de Nelson Piquet.

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Fabricado a mão pela divisão Motorsports da BMW, o M1 tinha 4,36 m de comprimento, 2,60 m de entre-eixos, 1,82 m de largura e 1,14 m de altura, com 1.300 kg. Seu motor era o tradicional seis cilindros em linha da marca, com 3.453 cm³, o M88/1. Rendia 277 cv na versão de rua, com seis corpos de borboleta separados (um para cada cilindro!), chegando a 260 km/h de máxima, e 850 cv na de corrida, turbinada. E você, denunciando sua idade, gosta dele por causa do Pégasus, da Estrela…

 

Maserati 3200GT

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Foram feitas 4.795 unidades dessa beleza de carro, nascido em 1998. E não é seu motor V8 3.2 turbinado, com 370 cv, que o torna tão interessante, mas sim as linhas clássicas que Giugiaro lhe deu. Tração traseira e força ajudam, evidentemente, em especial com 1.590 kg para carregar por aí. Pesadão.

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O 3200GT tinha 4,51 m de comprimento, 2,66 m de entre-eixos, 1,82 m de largura e 1,31 m de altura, ele vendeu bem no Brasil, considerando o preço estratosférico de todo Maserati.

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Lotus Esprit

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Clássico dos clássicos, e não só por conta da ajuda do melhor James Bond de todos os tempos (tem quem goste do Sean Connery no papel, mas Roger Moore deu ao personagem um ar debochado que ninguém conseguiu igualar). Estrela de “007 – O espião que me amava”, o Lotus fez muita gente querer um carro submarino. Vale até rever a cena.

A história dele é uma das mais legais. Colin Chapman em pessoa pediu o desenho de um novo supercarro para Giugiaro. Ao ver o modelo em escala 1:4, se decepcionou com o modelo e suspendeu o projeto. Giugiaro continuou tocando a ideia e a apresentou como carro conceito no Salão de Turim de 1972.

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Fascinado pelo carro, Chapman o reassumiu e lançou o modelo no Salão de Frankfurt de 1975. A produção começaria apenas em 1976 e o carro tinha 4,19 m de comprimento, 2,44 m de entre-eixos, 1,85 m de largura e 1,12 m de altura. Pesava menos de uma tonelada e tinha motor 2.0 de quatro cilindros desenhado pela própria Lotus. Rendia 162 cv e levava o Esprit a 222 km/h. Era chamado de “a maravilha sem torque”, por conta da resposta em baixas rotações.

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