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Car Culture Games

Os games de corrida com as melhores trilhas sonoras – parte 2

Quando se cresce e não se pode mais jogar videogame o dia inteiro, nos resta ouvir as trilhas sonoras. Por isso (e aproveitando o relançamento da trilha de OutRun no Spotify), há alguns dias perguntamos aos leitores do FlatOut qual é o game de corrida com as melhores músicas.

Recebemos dezenas de sugestões bacanas, entre trilhas originais e licenciadas, e compilamos as melhores sugestões na primeira parte desta lista, que você confere aqui. Agora, vamos ver o restante das sugestões!

 

Rock n’ Roll Racing

Sugerido por: nós, vocês e o mundo inteiro (poético, não?)

Vocês acharam mesmo que Rock n’ Roll Racing ficaria de fora desta lista? Fizemos até um post todo só para o clássico de 1993, lançado para Super Nintendo e Mega Drive!

O game foi lançado quando sua desenvolvedora, a Blizzard Entertainment, ainda se chamava Silicon & Sinapse, e foi um dos pioneiros em licenciar canções de artistas famosos para compor em sua trilha sonora. Hoje em dia, tal prática tem alguns detratores, especialmente entre os gamers mais puristas, que preferem trilhas sonoras originais. No entanto Rock n’ Roll Racing tem um trunfo: como os consoles da era 16-bits não tinham capacidade de reproduzir canções de verdade inteiras, os desenvolvedores fizeram arranjos sintetizados especialmente para o game.

Com isto, Rock n’ Roll Racing ganhou versões instrumentais muito bacanas de clássicos do rock, honrando o título: “Paranoid”, do Black Sabbath; “Highway Star”, do Deep Purple e “Born to be Wild”, do Steppenwolf, eram algumas das músicas da trilha – que combinavam muito bem com a jogabilidade rápida e com a temática interplanetária-distópica-futurista do jogo.

 

FlatOut 2

Sugerido por: Caê Sabino

Você pode estar aí achando que selecionamos FlatOut 2 por causa do título, e honestamente não sabemos o que possa lhe ter feito pensar tal coisa. O primeiro título da franquia, de 2004, foi desenvolvido pela Bugbear Entertainment e tornou-se imediatamente famoso por suas corridas de demolição e por sua física focada em colisões e na destruição dos carros e cenários.

O grande diferencial, porém, era o que acontecia com o piloto em algumas batidas: ele podia ser atirado pelo para-brisa e arremessado para longe, como um boneco. E os caras iam além, pois FlatOut tinha até alguns mini-games onde era preciso arremessar o motorista a uma determinada distância ou acertar um ponto específico no mapa. Em alguns mercados, como a Alemanha e o Japão, os pilotos era substituídos por bonecos de crash tests nas animações.

O que importa é que o segundo título, FlatOut 2, de 2006, foi um sucesso ainda maior. E tinha uma trilha sonora matadora, especialmente para quem gosta de rock alternativo e sons mais pesados, bem apropriados para a carnificina que rolava na tela: Disturbed, Papa Roach, Rob Zombie, The Vines, Megadeth, Audioslave e Wolfmother marcam presença, e olhe que não falamos nem metade das bandas!

 

Motor Racer 2

Sugerido por: Filipe

A década de 1990 é repleta de boas franquias que acabaram ou perderam a relevância pouco depois. Moto Racer, é um exemplo: depois de dois títulos bem sucedidos para Windows e PlayStation, lançados em 1997 e 1999, respectivamente, os games passaram a ser lançados apenas para PC, e não chegaram a ter a mesma visibilidade dos mais antigos.

Moto Racer 2 entra para esta lista por sua excelente coleção de ska e punk rock instrumental. São canções cruas e rápidas, cheias de energia, que muitos acreditam até hoje serem composições originais para o game. Na verdade, as canções são das bandas Bottomdawg e The V-Town Have Nots, dois nomes da cena californiana de ska/punk, em versões instrumentais.

 

Carmageddon 2

Sugerido por: GermanioBR

Você deve lembrar de Carmageddon, o game de corrida e combate veicular que, de tão violento, foi censurado em países como a Alemanha e o Reino Unido – você atropelava zumbis em vez de pessoas, e o sangue era vermelho em vez de verde.

A fama de proibido (além da jogabilidade divertidíssima) fez com que Carmageddon fosse um sucesso, e sua trilha sonora, usando versões instrumentais de músicas do Fear Factory – um dos grandes nomes do metal industrial na época, lhe caía muito bem. Tanto que, desde 1997, o game foi lançado e relançado em diversas plataformas: DOS, Mac, Windows, PlayStation, Nintendo 64, Game Boy Color e, mais recentemente, iOS e Android.

Carmageddon 2, lançado em 1999, não teve a mesma fama e só foi lançado para Windows ou Mac. Por outro lado, trouxe gráficos mais refinados e foi um dos primeiros jogos de corrida a recorrer a um mecanismo de deformação, proporcionando danos mais realistas aos carros. E também mandou bem na trilha sonora: o metal industrial permanecia, com canções da banda Sentience, e vinha acompanhado de ninguém menos que o Iron Maiden!

“Man on the Edge”, “Aces High”, “The Trooper” e “Be Quick or be Dead” formavam uma seleção pequena, porém interessante, misturando clássicos com músicas um pouco mais obscuras. E não eram instrumentais!

 

Test Drive 5 e 6

Sugerido por: AdamRSCosworth

O rock/metal industrial foi mesmo bastante popular nos games de corrida do fim dos anos 1990. O quinto e o sexto títulos da série Test Drive, publicada pela Electronic Arts, traziam a clássica jogabilidade arcade com perseguições policiais e trânsito em alta velocidade mesclada a guitarras pesadas, samples, vocais rasgados e percussão eletrônica (embora os caras também usassem baterias acústicas na maioria das vezes).

Diversas bandas que hoje são lendas do gênero, como Pitchshifter, Junkie XL, Cirrus e o próprio Fear Factory estão presentes nos dois jogos. Na verdade, mais uma vez o Fear Factory tem destaque: em Test Drive 6, a música de abertura é uma versão para o clássico “Cars”, de Gary Numan.

 

Super Hang-On

Sugerido por: Wolf Gamers

Lançado para arcades pela Sega em 1987, Super Hang-On é como OutRun, só que com motos. Até mesmo o arcade era muito bacana: um cockpit em formato de moto, capaz de virar o guidão e inclinar, com um monitor CRT e dois alto-falantes na enorme “carenagem” dianteira. Mas também era bacana jogar no computador ou no Mega Drive – na verdade, Super Hang-On foi um dos primeiros grande sucessos do console de 16 bits da Sega.

Assim como em OutRun, era possível escolher qual seria a música a tocar durante a corrida (que era baseada em checkpoints). Compostas por Koichi Namiki, Katsuhiro Hayashi and Shigeru Ohwada, as músicas são típicas dos games daquela época: melodias rápidas com baterias marcadas, baixo pulsante e guitarras dramáticas – tudo sintetizado.

As melodias grudentas certamente ficaram na memória de quem jogava Super Hang-On no fliperama do bairro ou em casa. Tanto que uma gravadora londrina chamada Data Discs lançou recentemente, em parceria com a sega, a trilha sonora completa do game em vinil de 180 gramas (aquela bolacha mais grossa e pesada) com artes inéditas de Super Hang-On no encarte. Você poderia comprar pela internet, se já não tivesse esgotado.

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