Os games de corrida mais bacanas do PlayStation 2 – parte 1

Dalmo Hernandes 9 fevereiro, 2018 0
Os games de corrida mais bacanas do PlayStation 2 – parte 1

Estamos em 2018, o que significa que o PlayStation 2 foi lançado 18 anos atrás. Para marcar a “maioridade” do console (e também porque eu precisava de um pretexto), perguntei aos leitores qual era seu game de corrida favorito no PS2. Esta é a lista com as respostas de vocês!

Minha sugestão foi Gran Turismo 4, levando em consideração o perfeito equilíbrio entre arcade e simulação, os gráficos impecáveis, a bela trilha sonora, a variedade de carros e pistas (Nürburgring Nordschleife!) e até mesmo por causa do design dos menus. Até perdoo o ronco de aspirador dos carros e o sistema de colisão apenas suficiente.

As sugestões de vocês foram bem variadas, e focaram-se tanto nos “simularcades” quanto nos arcades puros, e isto é ótimo. Vamos conferir!

 

Need for Speed: Underground 2

Sugerido por: V12 for Life

Este foi um dos mais lembrados e mais votados e, não me surpreendeu: NFSU2, de 2004 (mesmo ano de GT4, aliás) trazia tudo o que fez do primeiro Underground um sucesso e mais. Ou seja: tinha corridas à noite na cidade, carros que iam de populares a superesportivo, centenas de opções de customização e uma trilha sonora marcante, além de gráficos muito bons para a época, exatamente como NFSU, mas adicionava um mapa de mundo aberto. Com isto, era ainda mais fácil dar asas à imaginação e fantasiar com uma bem sucedida carreira de piloto de rua.

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Em vez de selecionar as corridas em um menu, era preciso ir até determinado local na cidade (que era uma versão estilizada de Los Angeles, que era o pano de fundo dos dois primeiros “Velozes e Furiosos” – coincidência?). Isto fazia toda a diferença para o pré-adolescente que eu era.

 

Need for Speed: Most Wanted

Sugerido por: Daniel Gmrs

Need for Speed: Most Wanted foi a sequência de Underground Underground 2, porém trouxe uma abordagem mais “séria”, com elementos do clássico Hot Pursuit: o jogo agora acontecia de dia, em uma cidade ainda maior, e havia perseguições policiais bastante empolgantes. A customização ainda estava bastante presente, porém não era tão detalhada e não tinha papel importante na hora de vencer os oponentes (nos dois Underground, você podia até modificar o formato dos aparatos aerodinâmicos e ganhar pontos pela extravagância do seu possante).

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Os gráficos eram sensacionais (sim, eram) e o BMW M3 CSL com pintura prata e azul marcou toda uma geração. Há quem diga que a EA Games perdeu a mão da fórmula com o títulos seguintes, embora Need for Speed: Carbon, o título seguinte (que manteve a mesma mecânica de jogo, porém se passava à noite e tinha corridas de drift nas montanhas) também tenha sido bem recebido. Mas foi Most Wanted que ganhou um remake em 2012…

 

Burnout 3: Takedown

Sugerido por: Kenji555

A premissa de todo game da série Burnout é muito simples: corridas no trânsito frenético da cidade grande, com direito a pontos extras a cada colisão, seja com os carros ou objetos do cenário. Os dois primeiros títulos da franquia foram lançados para PlayStation 2 pela Criterion Games, que depois disto foi comprada pela Electronic Arts – a desenvolvedora e distrubuidora de Need for Speed.

O resultado foi grana extra para Burnout 3: Takedown, que foi lançado em 2004 – teria sido aquele o melhor ano para os donos de PS2? O game tinha gráficos muito melhores, uma trilha sonora impecável (44 canções licenciadas, de bandas como Ramones, Rise Against, Ash, Franz Ferdinand, Fall Out Boy e Pennywise) e detalhes como uma barra de boost que era preenchida a cada colisão intencional. E daí que os carros não eram licenciados? Em sensação de velocidade, variedade de jogo, gráficos, música e fator replay, Burnout 3: Takedown era quase imbatível.

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Mas não era só isto: quando você sofria um acidente (o que não era exatamente incomum), rolava um replay de vários ângulos e o carro ficava destruído de forma bastante realista. Quem gosta de games de corrida sabe a diferença que um bom sistema de colisão, com destroços e amassados plausíveis, faz na percepção que se tem de um jogo.

 

Midnight Club 3 Dub Edition

Sugerido por: JKramar

Lançado em 2005, Midnight Club 3 pegou carona na onda dos “DUB” – vertente do tuning que apostava em um visual relativamente discreto se comparado a outros estilos, com body kits de linhas mais elegantes, cores chamativas rodas de 20” ou mais, quase sempre cromadas. O game foi feito em parceria com a revista DUB Magazine, o que ficava claro quando uma corrida dentro do jogo era patrocinada pela publicação, e quando um carro ganho por vencer uma corrida tinha aparecido em suas páginas no mundo real.

Midnight Club Racing 3 DUB Edition

Apesar de datado hoje em dia, na época Midnight Club 3 agradou pelo amplo mundo aberto, que recriava as cidades americanas de Atlanta, Detroit e San Diego; pela boa seleção de carros e pela trilha sonora com 98 canções licenciadas de artistas de rap, rock alternativo e reggae. Além disso, havia um interessante modo de corrida não demarcada: em vez de percorrer um circuito pré-determinado, você deveria escolher entre diversos checkpoints espalhados por certa região para vencer a corrida.

 

FlatOut

Sugerido por: Ivan Douglas

FlatOut, além de ter o melhor nome de todos os jogos da lista, foi um dos títulos mais bacanas da década passada. Com corridas de demolição ao estilo clássico “o último a ser destruído vence”, FlatOut tinha uma engine física muito sofisticada: os carros se danificavam de forma diferente dependendo do tipo de colisão, do ângulo no qual o carro atingia os obstáculos na pista (ou outros carros…) e, claro, a velocidade do impacto. Em um game de quase 15 anos atrás, tal recurso era impressionante pois, neste quesito, outros títulos (como o primeiro Burnout, da Criterion Games) ficavam bem atrás.

FlatOut - PS2 [endps2games]

Especialmente divertida era a presença de ragdoll physics, ou “física de boneca de pano” em uma tradução livre. Neste método de animação, os modelos na tela simulam o comportamento do corpo humano “solto” no ar de forma realista. As ragdoll physics foram empregadas nas animações dos pilotos quando atirados pelo para-brisa nas colisões mais violentas, e em certos modos de jogo, você podia acumular pontos fazendo com que o piloto voasse por uma distância específica, atingisse certa velocidade ou acertasse determinado obstáculo. Sim, era um negócio bem sangue no zói.

 

Toca Race Driver 3

Sugerido por: VinaumD2

Desenvolvido pela Codemasters, famosa pelo realismo de seus simuladores de Fórmula 1, TOCA Race Driver 3 estava meio que um nível acima de Gran Turismo 4. Era mais voltado ao automobilismo d mundo real, o jogo da Codemasters tinha licenças DTM, da V8 Supercars, Fórmula 1, Indy, Rallycross, Fórmula 3 e Fórmula 1. O modo carreira tinha nada menos que 150 campeonatos diferentes, que você disputava com os mais de 70 carros disponíveis no game.

Toca Race Driver 3

Havia um caprichado sistema de colisão que permitia danos cosméticos nos carros, algo que Gran Turismo está devendo até hoje, e a imensa variedade de categorias, cada uma delas com sua mecânica e seus macetes específicos é uma das características que fazem de TOCA Race Driver 3 um título obrigatório até hoje. O negócio não era colecionar carros, e sim avançar na carreira e se tornar um piloto polivalente, competente em diversas categorias.

 

Auto Modellista

Sugerido por: Dalmo Hernandes

Lançado logo no início da sexta geração de consoles, Auto Modellista concorria com os já clássicos Gran Turismo 3: A-Spec, de 2001 e Need for Speed Underground, de 2003. No gameplay em si o jogo não inovava, mas havia um atrativo completamente diferente: os graáficos em cel shading. Eles eram tridimensionais, porém sem gradientes de cores e com contornos e sombras bastante marcados, dando a impressão de um desenho animado ou história em quadrinhos.

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A jogabilidade era a de um arcade bastante direto e não muito mais do que isto. Apesar da possibilidade de alterar a dinâmica do carro com mudanças na suspensão, nos freios e na transmissão, as modificações causavam apenas alterações arbitrárias na dirigibilidade, o que acabava atrapalhando em vez de ajudar. No entanto, o visual diferente de qualquer outro game de corrida da época torna Auto Modellista uma bela experiência visual em games de corrida.