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Os melhores hot hatches do universo que você (provavelmente) não conhecia

Há alguns meses, começamos aqui no FlatOut a série especial “Os Melhores Hot Hatches do Universo” (que, por enquanto, só tem carros vendidos aqui na Terra mesmo), e contamos a história de alguns modelos consagrados e outros nem tanto, mas todos incríveis por seus próprios méritos. Agora, para arrematar em alto estilo, vamos falar de alguns hot hatches ainda mais desconhecidos, mas que também são (ou eram) sensacionais.

 

MG Maestro Turbo

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O MG Maestro foi um três carros lançados pela British Leyland em seu plano de reestruturação após a falência em 1975. Era um hatch de quatro portas feito com o que havia de melhor em tecnologia na época — algo muito importante naquele período delicado para a indústria automotiva britânica.

Lançado em 1983, tinha motores de 1,3 a dois litros, mas sua versão mais emblemática veio seis anos depois. Era o Maestro Turbo que, como o nome diz, tinha um motor de dois litros turbinado capaz de entregar 152 cv e 23,3 mkgf de torque — o suficiente para acelerar de 0 a 100 m/h em 6,7 segundos e beliscar os 210 km/h. São números impressionantes até hoje, 23 anos depois de o carro ser descontinuado em 1991.

 

Fiat Ritmo Abarth

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Se hoje ficamos ouriçados por causa do Fiat 500 Abarth, boa parte da culpa é deste cara: o Fiat Ritmo Abarth, versão esportiva do antecessor do Fiat Tipo. Lançado em 1971, o Ritmo Abarth 125 TC tinha um motor 2.0 com comando duplo no cabeçote e 125 cv, suficientes para acelerar até os 100 km/h em 8,1 segundos.

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Dois anos depois, reestilizado e com dois carburadores Solex de corpo duplo, a potência crescia para 130 cv — o que valeu uma mudança de nome para 130 TC e melhorou o desempenho. Agora, o Ritmo Abarth ia de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. As versões Abarth do Ritmo também tinham supensão recalibrada e câmbio ZF de cinco marchas com relações exclusivas da versão. Foi o último Abarth a ser construído em uma linha de montagem separada dos outros Fiat — ou seja, dá para considerá-lo um marco importante na história da marca do escorpião.

 

Vauxhall Chevette HS

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Todos conhecemos o potencial entusiasta do Chevette, mas ele não foi muito bem aproveitado pela Chevrolet aqui no Brasil — versões como o GP e o S/R eram mais “esportivos de adesivos” (clássicos, de qualquer forma).

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O mesmo não pode ser dito do Vauxhall Chevette HS, especial de homologação para ralis que tinha um motor de 2,3 litros, 137 cv e 18,5 mkgf de torque — o bastante para chegar aos 100 km/h em 8,5 segundos e seguir acelerando até os 185 km/h. Gostamos da dianteira sem grade e do interior com padronagem xadrez, típica dos esportivos europeus da época. Foi produzido por apenas dois anos, 1978 e 1979.

 

Citroën BX GTi

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Quando se pensa em hot hatches franceses, normalmente a primeira lembrança é do Peugeot 205 GTI ou do Renault Clio Williams. Contudo, um dos melhores hatchbacks esportivos da França foi o Citroën BX GTi.

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Por que? Porque seu motor vinha do Peugeot 405 Mi16, versão esportiva do sedã. Se o quatro-cilindros de 1,9 litros, 16 válvulas e 160 cv já trazia bom desempenho ao 405, que era mais pesado, o Citroën BX se beneficiava ainda mais: o GTi ia de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos com máxima de 220 km/h! Além disso, este mesmo motor serviu como base para o propulsor do 206 WRC, que deu à Peugeot dois títulos na categoria mais importante dos ralis.

 

Honda City Turbo

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A Honda tem tradição em motores giradores de aspiração natural, mas o novo Civic Type R está chegando para abalar as coisas com seu motor 2.0 turbo de 280 cv — e invadindo um terreno dominado pelo Golf R. De qualquer forma, ele não será o primeiro hot hatch turbinado da Honda — este título vai para o Honda City Turbo, produzido entre  1982 e 1986. Foi uma ideia de Hirotoshi Honda, filho de Soichiro Honda e fundador da preparadora oficial da marca, a Mugen. Seu objetivo era direto e reto: pegar o carro menos potente da Honda e transformá-lo em um pequeno foguete.

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O Honda City Turbo tinha um motor de 1,2 litros que seria idêntico ao das outras versões se não fosse o turbocompressor, que elevava a potência para 100 cv e o torque para 15 mkgf — o bastante para chegar aos 100 km/h em 8,6 segundos. Em novembro de 1983 foi lançado o City Turbo II, com para-lamas alargados e grafismos na carroceria — além de adotar um intercooler, que aumentava a potência em 10 cv.

 

AMC Gremlin V8

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O AMC Gremlin pode ser um bastardo na história automotiva americana (na verdade, toda a linha da AMC tem esse jeito meio “lado B”), mas isto não significa que existam versões memoráveis do hatchback de tração traseira. Que tal um hot hatch com motor V8 lhe parece?

A verdade é que, por praticamente toda sua existência, o AMC Gremlin oferecia um motor V8 além dos quatro e seis-cilindros em linha — em 1972, o AMV Gremlin V8 com pacote esportivo “X” era considerado o “Corvette dos pobres”, mesmo que a potência do V8 5.0 fosse de apenas 150 cv (um reflexo do alto preço da gasolina na época).

 

Mazda 323 GT-R

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Se ao lembrar da Mazda você pensa no MX-5 Miata, no RX-7, no 787B de Le Mans ou até mesmo no pequeno AZ-1, te compreendemos perfeitamente. Mas há outro modelo memorável feito pelos caras: o 323 GT-R um hot hatch compacto feito em 1992 para homologação no WRC — já teve um bom pressentimento, não é?

Pois bem: o 323 GT-R tinha turbo e tração integral (como aquele outro GT-R, que chamam de Godzilla, conhece?), e  seu motor 1.8 entregava 185 cv a 7.200 rpm e 24 mkgf de torque a — o bastante para acelerar até os 100 km/h em 7,1 segundos com máxima de 210 km/h.

 

Nissan Micra Super Turbo

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Um compressor mecânico + um turbocompressor significam que o nome do Micra Super Turbo não era este à toa. O motor era um pequeno quatro-cilindros de apenas 930 cm³ (não era nem 1.0) mas, graças ao sistema dualcharged, entregava respeitabilíssimos 110 cv a 6.400 rpm. O câmbio podia ser automático de três marchas ou manual de cinco marchas.

Embora tenha sido lançado em 1988, o Micra Super Turbo continua sendo o Micra mais rápido produzido em série até hoje, sendo capaz de alcançar os 100 km/h em 7,7 segundos, cumprir o quarto-de-milha em  15,5 segundos e chegar aos 200 km/h de velocidade máxima. Nada mau mesmo!

 

Renault 5 Alpine/Gordini

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Apesar do nome que nos lembra no mesmo instante do infame Renault “Leite Glória” (desmanchava sem bater, diziam), o Renault 5 Gordini (ou Alpine, dependendo do mercado) era um hot hatch de respeito — e um dos que vieram quase ao mesmo tempo que o Golf GTI, que muitos dizem ser o primeiro hot hatch.

Lançado em 1976, o Renault 5 Gordini era equipado com um motor de 1,4 litros de 93 cv — quase o dobro da potência do motor de 1,1 litro das versões mais comuns. Era o suficiente para chegar aos 100 km/h em 9,3 segundos — virtualmente idêntico ao tempo do Golf GTI, que tinha 110 cv em seu motor 1.6; e também uma bela prévia do potencial que o Renault 5 alcançaria com a versão Turbo.

 

 

 

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