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Os veículos mais icônicos que só existem nos games | Parte 2

Na semana passada, separei aqui no FlatOut alguns dos carros mais icônicos que, infelizmente, só existem no mundo dos games – não apenas jogos de corrida, mas todo tipo de game que, por alguma razão, conte com carros. Incluindo RPGs japoneses ambientados em cenários que misturam fantasia medieval e ficção científica espacial.

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Existem muitos jogos, em várias gerações, e seria injusto fazer uma lista só – esta aqui é a segunda parte, com outros veículos, de outros games, de outras épocas, novamente tentando incluir jogos de todas as eras.

 

El Niño – Need for Speed III: Hot Pursuit

Recentemente fiz um Retro Review de Need for Speed III: Hor Pursuit (a versão do PlayStation) aqui no FlatOut – e digamos que a ausência de qualquer menção ao El Niño foi uma feliz coincidência, pois agora posso falar dele aqui. Batizado, por alguma razão, com o nome do fenômeno climático que traz uma onda de calor vinda das águas do Oceâno Pacífico até o continente americano, o El Niño era o carro mais veloz do jogo – e o único que era totalmente fictício.

O El Niño tinha um jeito de grand tourer retrô, com dianteira longa, traseira curta, e um motor parcialmente exposto com supercharger atrás do eixo dianteiro. Diferentemente dos outros carros de verdade que havia no jogo, o El Niño não tinha especificações exatas de potência ou torque, configuração mecânica, nem nada do tipo. Entretanto, seus níveis de velocidade máxima, aceleração, dirigibilidade e frenagem eram todos os maiores do jogo. Para obtê-lo, era preciso vencer o torneio na categoria knock-out (ou seja, o modo no qual o último colocado de cada etapa era eliminado) na dificuldade Expert. A versão de polícia era desbloqueada automaticamente quando isto acontecia.

https://www.youtube.com/watch?v=uElsxHlOh58

O El Niño tinha uma versão atualizada em Need for Speed: High Stakes – o La Niña. Ele também era batizado com o nome de um fenômeno climático – que, de forma oposta ao El Niño, traz uma frente fria das águas do Pacífico. O carro em si, porém, não era oposto ao El Niño: era bem parecido, na verdade, e também era o que tinha as melhores especificações técnicas do game.

 

Sweet Tooth – Twisted Metal 

Sempre achei “Dente Doce” um nome estranho para um carro. Mas o veículo do antagonista da franquia de combate veicular do PlayStation, Twisted Metal, passava por cima de qualquer impressão causada por seu batismo: era uma van de sorveteiro, daquelas bem populares nos EUA, usada pelo palhaço-macabro-assassino-possuído Needles Kane. Minha principal lembrança é de Twisted Metal 4, o último título da série para o PlayStation, que conta a origem de Needles e o coloca como mestre do torneio Twisted Metal e último boss do jogo (considerado o mais difícil da franquia).

Seu veículo é sempre branco com bolinhas rosa na carroceria e uma enorme cabeça no teto, semelhante à do próprio Needles, chamas no lugar dos cabelos. A arma característica do Sweet Tooth são os Napalm Cones – mísseis teleguiados com o formato de casquinhas de sorvete que têm muita precisão e carregam alto poder de destruição. Não por acaso, o Sweet Tooth é um dos poucos carros que foram mantidos com as mesmas características e o mesmo motorista em todos os jogos da série.

 

M35 Mako – Mass Effect

Mudando completamente de gênero temos o Mako, da série de RPG futurista Mass Effect, da BioWare, que concentra-se em exploração galáctica, colonização interplanetária e, obviamente, combates armados com forças de outros planetas e criaturas inimagináveis.

Parte essencial desta exploração em terrenos hostis é o M35 Mako, um veículo todo-terreno de seis rodas capaz de rodar em praticamente qualquer superfície. Pequeno o bastante para ser transportado no compartimento de carga de qualquer aeronave, o Mako consegue servir tanto como veículo de reconhecimento como suporte para combate, com um torrete na parte superior, sistemas de detecção de minas terrestres e  e espaço para pelo menos seis ocupantes. Ele também possui diversos recursos para ajudar nas missões, como um sistema capaz de simular um aumento exponencial de massa e, consequentemente, aumentar a tração em superfícies com baixa gravidade – e também de escalar inclinações de 90° como se não fosse nada.

Embora sofra com problemas de dirigibilidade – afinal, não é fácil conduzir um utilitário esportivo interplanetário multiuso – o Mako tem bastante carisma, e tornou-se meio que um ícone da bem-sucedida franquia Mass Effect.

 

Eagle – Carmageddon

Carmageddon é um dos games mais polêmicos da década de 1990. Vagamente inspirado pelo filme “Corrida da Morte – Ano 2000” (Death Race 2000, 1975), estrelando Sylvester Stallone e David Carradine, Carmageddon mistura combate veicular e corrida. Os efeitos eram extremamente violentos, ainda que pixelados e cheios de polígonos grandes, e o jogo dava bônus em pontos e dinheiro para quem atropelasse pedestres – o que levou à sua proibição em vários países, incluindo o Brasil.

Apesar disto, Carmageddon era extremamente divertido e viciante, tornando-se um clássico cult que rendeu várias continuações para PC e PlayStation. O carro mais famoso é sem dúvida o do protagonista, Max Damage – o Eagle, que teve várias encarnações mas era sempre um esportivo vermelho de design agressivo. Em todos os jogos o Eagle é capaz de ir de zero a 100 km/h na casa dos três segundos, com máxima superior aos 300 km/h. Mesmo que, segundo a ficha técnica, seu peso fique na casa das 2,5 toneladas por conta de todos os armamentos.

 

Blue Falcon – F-Zero

O Blue Falcon do Captain Falcon, da lendária franquia F-Zero, não é exatamente um carro, mas sim uma aeronave do tipo que estava na moda na era 16-bits, quando jogos de corrida futuristas estavam na moda. Eles, inegavelmente, têm sua influência sentida com bastante força nos dias de hoje – é só lembrar da recente onda de artistas retrowave e de toda a estética oitentista que tomou conta da cultura pop, mainstream e underground, nos últimos anos.

Mas é fato que o Blue Falcon é um dos veículos mais icônicos da era Super Nintendo. Sendo o carro do protagonista, e o que aparece na arte de divulgação, é natural que ele seja o mais lembrado. Embora não fosse o mais rápido, seu desempenho era equilibrado e seu design era tudo o que uma criança da década de 1980/1990 poderia querer – quase um Lamborghini Countach do futuro.

No F-Zero original havia uma ficha técnica relativamente completa: quatro motores turbojato BF-2001, capazes de entregar 3.200 cv e empurrar os 1.260 kg do Blue Falcon até os 457 km/h. Curioso como esta velocidade parecia inimaginável em 1990, quando F-Zero foi lançado, e hoje foi superada com folga pelo Bugatti Chiron.

De todo modo, o Blue Falcon é tão icônico que fez aparições em diversos outros jogos da Nintendo, como a série Smash BrosMario KartSuper Mario RPG e até mesmo Animal Crossing.

 

FZR 2000 – Need for Speed II

 

Encerramos esta lista com outro veículo conceitual de Need for Speed – desta vez o segundo game, de 1997. O game não trazia mais a parceria com a revista Road and Track como o primeiro, mas trouxe melhoras sensíveis nos gráficos e na jogabilidade, além de manter-se focado em uma jogabilidade arcade com carros dos sonhos em cenários de pistas largas e muitos trechos de alta velocidade.

O FZR 2000 lembrava os especiais de homologação da categoria GT1 da FIA, como o Porsche 911 GT1, o Nissan R390 GT1 e o Mercedes-Benz CLK GTR que eram a elite das provas de protótipos-esporte até pouco tempo antes – porém com as proporções exageradas e o desempenho absurdo que só são possíveis nos games.

Os desenvolvedores não se deram ao trabalho de pensar nos aspectos técnicos, mas a velocidade máxima compensava a falta de informações: 426 km/h. O carro real mais veloz do jogo era o McLaren F1, cuja máxima ficava nos 373 km/h.

 

 

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