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Project Cars Project Cars #14

Pelas minhas próprias mãos: a restauração do Chevette 1975 de Pedro Henrique Teles

Olá, caros amigos do FlatOut. Meu nome é Pedro Henrique Teles, tenho 18 anos, sou estudante em mecatrônica e apaixonado por veículos antigos. Minha paixão por antigos começou aos oito anos, quando meus pais se divorciaram. Meu pai teve de vender seu Santana para dar metade do dinheiro à minha mãe, e com este dinheiro ele comprou um Opala Coupé 1976! Foi amor à primeira vista, o carro era zerado. No dia em que o Opala foi vendido, chorei muito.

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O Opala que fez minha cabeça

Durante quase todos os dias da minha vida dizia que iria ter um Opala (e ainda vou). Nem minha família me aguentava mais me ouvir falando de Opala, mas como Joseph Climber sabe bem, a vida é uma caixinha de surpresa. Eis que me aparece um Chevette “tubarão” 1975 do filho de um colega de trabalho de meu pai por um preço muito bom! De cara não animei muito, afinal queria mesmo era um Opala – mas quando vi o carro ao vivo, me senti ligado a ele. Tinha de ser meu, e assim foi: minha primeira compra feita com os frutos de meu primeiro emprego, aos 15 anos.

Quando o Chevette chegou estava muito maltratado, mas nada disso importava, era meu. Umas das primeiras coisas que ouvi da minha mãe assim que o carro saiu do guincho foi “sério que você comprou isso aí? Tá ficando doido?” e então outra frase “não quero mais carro velho aqui não!”, desta vez da minha avó, já que o Chevette agora divide espaço com uma VW Variant 1973 e um Fusca 1961 (e mais recentemente, um Fusca Baja)…

A ideia que tenho para meu projeto é mantê-lo caracterizado de GP, mas será vermelho, com a aparência mais perto da original possível. A customização se restringirá a parte mecânica: motor, freios, suspensão, mas nada ainda está 100% definido. Até o final do projeto muita coisa pode mudar. Grande parte do projeto é DIY (“money que é good nóis num have”), cheguei até mesmo a me matricular em um curso de funilaria, mas não é meu forte. Por outro lado, com elétrica e mecânica eu me entendo.

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Uma das primeiras coisas que queria fazer era fazer o motor funcionar, troquei óleo, coloquei água e bateria, e ao bater a chave, nada acontecia. Peguei um multímetro, chequei a carga, OK, conectores OK, após algum tempo analisando percebi que o comutador estava solto. O coloquei e mesmo assim nada. Resolvi fazer uma partida direta, positivo na bobina, um cabo grosso no motor de partida e pronto, o motor virou, meu coração bateu mais forte, mas ainda assim o motor não dava a partida. Em mais uma tentativa, troquei o platinado e daí sim, tudo se resolveu: foi impossível conter a alegria, sabe quando a gente fica dando gargalhada sozinho? Então…

Motor funcionando, hora de partir para próximo passo, desmontar o carro para funilaria, comecei pelo interior.

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Quando terminei de desmontá-lo, fiquei feliz pelo fato de o carro ter pouquíssimos pontos de ferrugem aparentes. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e logo estas surpresas apareceram. A maior delas é que meu carro é praticamente um Puma, ou uma réplica de Chevette: fibra de vidro por todos os cantos imagináveis e inimagináveis, assoalho, caixa de roda, moldura do vigia!

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Sim, este buraco foi tampado com fibra!

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No próximo post um pouco mais sobre o estado da lataria, o que foi feito e o que ainda terá quer ser feito. Até a próxima!

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Por Pedro Henrique Teles, Project Cars #14

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