Polícia Federal apreende Lamborghini Aventador, Porsche Cayenne e mais quatro carros de Eike Batista

Dalmo Hernandes 8 fevereiro, 2015 329
Polícia Federal apreende Lamborghini Aventador, Porsche Cayenne e mais quatro carros de Eike Batista

Em 2014 o empresário Eike Batista foi denunciado por fraudes em sua petroleira, a OGX, pelos Ministérios Públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro. O processo está no início, mas a Justiça já decidiu que os bens do empresário deveriam ser bloqueados para garantir o pagamento de futuras indenizações — entre eles, seis carros, que foram levados ao pátio da Justiça Federal no Rio. Ah, e um deles é um Lamborghini Aventador.

A decisão foi do juiz Flávio Roberto de Souza, que emitiu os mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio dos bens de Eike e seus familiares — a mulher, a ex-mulher e os dois filhos, Thor e Olin — para garantir um possível pagamento de indenizações a investidores lesados. Os mandados foram cumpridos na última sexta-feira (6).

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De dentro da casa de Eike, foram levados R$ 90 mil em espécie, mais R$ 37 mil em moedas estrangeiras, um piano, 16 relógios, documentos, uma escultura, o celular do empresário e um ovo Fabergé — este, uma joia feita pelo Peter Carl Fabergé sob encomenda dos czares russos na virada do século 20 que, se for autêntico, pode valer dezenas de milhões. Isso tudo além dos seis carros, claro.

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Entre eles, o mais caro de todos é o Lamborghini Aventador. O topo-de-linha da Lamborghini, sucessor do icônico Murciélago, tem um V12 de sete litros e 700 cv capaz de levar o carro aos 100 km/h em 2,9 segundos, com máxima de 350 km/h (limitada eletronicamente). Foi avaliado em R$ 2,8 milhões.

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Também foi apreendido um Porsche Cayenne Turbo S e um Smart ForTwo.  Pelas saídas de escapamento quadradas, o Porsche foi fabricado entre 2013 e 2014 — o que significa que seu motor é um V8 biturbo de 4,8 litros de 550 cv e 76,5 mkgf de torque, suficientes para acelerar até os 100 km/h em 4,3 segundos.

Os outros carros levados foram um Smart ForTwo Cabrio, com motor 1.0 turbo de 84 cv e três SUVs Toyota SW4. Acredita-se que o Lamborghini, o Cayenne e o Smart sejam carros de uso pessoal de Eike e sua família, enquanto os três utilitários era utilizados pelos seguranças da residência.

Eike Batista foi indiciado, a princípio, por manipulação de mercado com uso de informações privilegiadas. Agora, mais processos estão sendo unificados, entre eles, os de falsidade ideológica, formação de quadrilha e “indução do investidor ao erro” — a apreensão dos bens seria uma forma de garantir que possíveis indenizações sejam pagas a investidores lesados.

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O advogado de Eike, Sérgio Bermudes, acredita que o juiz se antecipou no julgamento, dando já na primeira audiência declarações de que o empresário seria condenado. Sendo assim, garantiu que a defesa acionará as medidas legais para reverter a situação.

Até lá, porém, o Aventador, o Cayene Turbo S, o Smart ForTwo e os outros três SUVs deverão ficar parados no pátio da Justiça Federal no Rio enquanto o processo corre.