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FlatOut!
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Zero a 300

Porsche 718 Boxster chega ao Brasil, Lamborghini quer usar bielas de fibra de carbono, Ford F-150 Raptor terá modo de corrida offroad e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Porsche lança 718 Boxster no Brasil

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A Porsche está lançando nesta quinta-feira (7) o novo 718 Boxster no Brasil. O roadster agora é impulsionado por motores flat-4 turbo com até 350 cv. O nome 718 é uma referência ao carro de corridas dos anos 1950 e 1960 que também usava um flat-4 em posição central traseira.

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A versão de entrada do 718 Boxster sai por R$ 368.000 e usa o flat-4 em sua configuração de dois litros, 300 cv e 38,7 mkgf (entre 1.950 e 4.500 rpm) — um ganho de 35 cv e 10,2 mkgf em relação ao 2.7 flat-6 aspirado do modelo anterior. Com o câmbio PDK de embreagem dupla e ao pacote Sport Chrono, o novo motor turbo leva o Boxster aos 100 km/h em apenas 4,7 segundos — 0,8 s a menos que o motor aspirado. A velocidade máxima é de 275 km/h.

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A versão intermediária Boxster S sai por R$466.000 e usa um flat-4 um pouco maior, de 2,5 litros, com turbo de geometria variável. Com isso, o trabalho dos quatro cilindros produzem 350 cv e 42,8 mkgf (também entre 1.900 e 4.500 rpm), representando um aumento de 35 cv e 6 mkgf em relação ao flat-6 de 3,4 litros do modelo anterior. Com o câmbio PDK e o pacote Sport Chrono, o modelo chega aos 100 km/h em 4,2 segundos e à máxima de 285 km/h. As duas versões vêm de série com o câmbio manual de seis marchas.

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O FlatOut está no evento de lançamento do 718 Boxster, e em breve traremos nossas primeiras impressões sobre o novo quatro-cilindros.

 

Lamborghini planeja usar bielas de fibra de carbono em seu próximo V12

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É quase óbvio dizer que a fibra de carbono é o material do futuro na indústria automotiva, afinal, ela já está presente em esportivos nem tão super como antigamente e alguns usam até rodas feitas do compósito. O que não é óbvio, contudo, são algumas futuras aplicações desse material. Geralmente você vê componentes da carroceria, suspensão, acabamento interno e rodas de fibra de carbono, mas quantas vezes você ouviu falar — ou ao menos pensou — em bielas de fibra de carbono?

Pois é o que a Lamborghini pretende usar em seu futuro V12. Em uma entrevista ao site Automotive News, o chefe de pesquisa e desenvolvimento da marca, Maurizio Reggiani, confirmou que a Lambo está desenvolvendo bielas de fibra de carbono para a próxima geração de seu motor V12. O desenvolvimento das bielas será o primeiro grande projeto do laboratório de estruturas avançadas de compósito da Lamborghini, e caso tudo funcione como esperado, elas devem chegar ao mercado no sucessor do Aventador em 2020 ou 2021: “Espero que em um ano, um ano e meio, o desenvolvimento seja finalizado e que possamos dizer que este componente estará no futuro motor”, disse o italiano ao Automotive News.

As bielas de fibra de carbono podem ser entre 40 e 50% mais leves que as de metal forjado, o que resultaria em um aumento significativo da potência. Elas são feitas de compósito forjado, uma mistura de fibra de carbono e resina que é aquecida e pressurizada em um molde de metal e produz uma biela em apenas três minutos.

 

Ford F-150 Raptor terá modo de corrida off-road

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A nova F-150 Raptor não terá mais um V8 potente e americano como sua antecessora, mas isso certamente não será um problema — ao menos em termos de desempenho. Além do novo motor V6 turbo de 460 cv e do seu câmbio de 10 marchas, a picape também terá um sistema de gerenciamento do powertrain com seis modos de condução diferentes. Um deles chama-se Baja Mode, e como você deve estar imaginando, ele foi mesmo inspirado no lendário rali off-road da Baja California e permite que a picape corra em alta velocidade na areia do deserto.

Os demais modos são Normal, Sport, Weather, Mud/Sand e Rock Crawl. O modo normal é, bem, para uso normal na cidade/estrada e visa eficiência no consumo de combustível e conforto. O modo Sport altera o peso da direção, aumenta a sensibilidade do acelerador e troca as marchas de forma mais rápida, além de segurar as rotações em regimes mais elevados.

O modo Weather é para ser usado com condições climáticas adversas, como chuva, neve e gelo. Nesse modo a tração 4×4 é ativada, o acelerador fica menos reativo para otimizar a tração em condições de baixa aderência. O modo Mud/Sand, como seu nome sugere, é voltado ao uso em terreno arenoso ou lamacento: o diferencial é aberto e a tração 4×4 high é ativada. Depois há o modo Rock Crawl, ou “escalador de rochas”, em uma tradução livre. A reduzida é ativada assim como o bloqueio de diferencial e a câmera dianteira permite que você veja o que há imediatamente em frente ao carro a até 25 km/h.

Por último, o modo Baja, que a Ford não explicou em detalhes, mas ao menos demonstrou sua capacidade no vídeo acima.

 

Ariel Atom terá powertrain híbrido da Honda

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O Ariel Atom veio ao mundo em 1996 como um mero projeto universitário e se tornou um dos esportivos mais divertidos e radicais do planeta seguindo uma filosofia clássica do automobilismo: simplifique e adicione leveza. Mas com o futuro se aproximando e motores elétricos e reduções de emissões pela frente, como o Ariel Atom irá se preparar? Os caras da Autocar descobriram a resposta.

Segundo a revista britânica, o Atom em breve também será oferecido com um powertrain híbrido desenvolvido pela Honda. A revista entrevistou o chefe da Ariel, Simon Saunders, que explicou mais sobre os planos futuros: “Atualmente a tecnologia do NSX é avançada e cara, mas ela acabará adotada nos modelos mais simples e nos hot hatches. Quando isso acontecer, ela estará acessível para ser usada no Atom”.

Ainda de acordo com Saunders, a Ariel continuará voltada para o desempenho, e que o powertrain híbrido visa o aumento de potência com a redução de consumo e emissões como efeito colateral positivo. Além disso, não se assuste ao ler a notícia de um Atom elétrico: “precisamos nos adaptar aos novos tempos”, disse Saunders. Considerando o torque insano dos elétricos e o baixo peso do Atom, o futuro soa promissor, não?

 

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