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Zero a 300

Produção de automóveis está suspensa em todo o Brasil, projeto de lei pode limitar motos no corredor, elétricos na China podem poluir mais que combustão e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Produção de automóveis é suspensa em todo o Brasil

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A Associação das Fabricantes de Veículos (Anfavea) anunciou nesta sexta-feira que a produção de automóveis em todo o Brasil será paralisada a partir de hoje (25) devido à paralisação dos caminhoneiros. Todas as fábricas permanecerão fechadas como forma de minimizar os prejuízos com a paralisação da produção, consequência da falta de componentes.

As fábricas que tiveram sua produção paralisada foram Ford, Volkswagen, FCA, GM, Toyota, Nissan, Honda, Renault, Peugeot Citroën, Chery e Scania. Além da falta de componentes, os fabricantes também não têm como distribuir os veículos às concessionárias. A Anfavea anunciou que a greve “afetará significativamente os resultados de vendas, fabricação e exportação”, bem como a arrecadação de impostos, que é superior a R$ 250 milhões por dia, segundo o comunicado.

Carros elétricos podem estar contribuindo com a poluição na China

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Apesar da guinada radical das fabricantes no desenvolvimento de carros elétricos, eles ainda estão bem longe de se tornar mundialmente populares. Cerca de 35% dos veículos elétricos produzidos em todo o mundo são vendidos na China, e somente seis cidades chinesas são responsáveis pela compra de 20% destes veículos. O boom dos elétricos, portanto, é um fenômeno chinês muito mais do que global. E isso pode estar trazendo um novo problema para o gigante asiático: a poluição indireta.

A popularidade dos elétricos na China se deve a uma característica do regime político local, não muito afeito às liberdades individuais. Para comprar um carro você precisa de uma licença do governo, mas somente se ele for movido a gasolina ou diesel. Se ele for elétrico a licença é dispensada. Como acontece com tudo o que é livre, os carros elétricos se tornaram altamente populares, mas agora eles podem estar aumentando a poluição na China porque, como já vimos neste post, o consumo de energia elétrica aumenta proporcionalmente ao número de carros elétricos nas ruas, e na China a eletricidade é produzida em sua maioria (72%) por usinas termoelétricas movidas por carvão. Isso significa que os carros elétricos, no fim das contas, só estão transferindo a poluição de um lugar para o outro, no caso da China.

Um estudo publicado pelo instituto de pesquisa de transportes da Universidade de Michigan, descobriu que carros movidos a combustão interna que rodam mais de 14 km/l são mais “limpos” que os elétricos chineses. E as vantagens destes carros movidos a gasolina ficam ainda mais evidentes quanto o custo ambiental de produção dos elétricos é levado em consideração.

Além da Universidade de Michigan, outras duas universidades — Harvard e a Universidade de Tsinghua, em Pequim —relataram que a produção de veículos elétricos e similares na China gera 50% mais gases do efeito estufa que os veículos com motores de combustão interna. Um outro estudo, desta vez produzido por uma parte suspeita, a petrolífera chinesa CNPC, indicou que os carros movidos por baterias emitiram mais que o dobro de partículas tóxicas (PM2.5) que os carros movidos a gasolina.

 

 

Projeto de lei pode limitar tráfego de motos no corredor

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Um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional pode limitar o tráfego das motos no corredor. Proposto em 2017 e aprovado na semana passada pela Comissão de Viação e Transportes, o PL 8.192/17 pretende mudar a lei de trânsito para permitir o uso do corredor pelos motociclistas somente quando o trânsito estiver parado ou muito lento, além de limitar a velocidade das motos e restringir este tipo de passagem às faixas da esquerda.

A circulação de motos pelo corredor originalmente seria proibida pelo atual código de trânsito, porém o artigo acabou vetado na aprovação da lei. Da mesma forma, o PL 8.192/17 visava proibir a circulação, porém durante a tramitação o texto original foi substituído por um novo texto que cria regras para a prática — algo que acontece em outros países que permitem o corredor.

Como já vimos em outros posts, atualmente não há regras para a circulação de motos entre os carros. Os motociclistas, em tese, podem circular entre os carros a qualquer momento, velocidade e em qualquer situação. A única limitação é que todo condutor deve manter distância segura dos outros veículos, o que pode ser punido com multa e geralmente é usado para coibir manobras arriscadas de motociclistas em rodovias. A falta de regras, contudo, cria o problema do diferencial de velocidade, fator presente em diversos acidentes fatais de motociclistas, principalmente nas cidades.

O projeto de lei, portanto, propõe que o corredor seja permitido com o trânsito parado ou lento; que a passagem seja feita em velocidade reduzida e compatível com a segurança de pedestres e ciclistas e demais veículos; que a passagem seja feita somente pelas faixas da esquerda; que a passagem seja proibida entre a calçada e a faixa de rodagem.

Por tramitar em caráter conclusivo, o projeto não precisa ser votado em plenário. Antes de sua aprovação, contudo, ele precisa ser avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado por esta comissão, segue para o Senado, onde será avaliado pelas mesmas comissões, porém agora na câmara alta, e caso aprovado nas comissões do Senado, segue para a presidência, onde deverá ser sancionado ou vetado em até 30 dias. Caso não seja apreciado pela presidência após esse período, o projeto é aprovado automaticamente e entra em vigor depois de 180 dias.

 

 

A volta do Dodge Viper?

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Nem parece, mas já faz quase um ano que estamos vivendo em um mundo no qual o Dodge Viper não é mais produzido. A fábrica que o produzia virou um museu, e tudo o que ele ganhou de presente de despedida foi uma galeria no Instagram publicada pelo chefe do projeto Ralph Gilles. Foi um final melancólico para um carro que marcou época e saiu sem deixar um sucessor à sua altura. Ou será que a Dodge está preparando algo para o futuro?

Segundo a edição americana da revista Car and Driver, o Viper pode voltar em 2020, baseado em um chassi próprio tipo spaceframe, com uso abundante de alumínio e fibra de carbono. Os rumores também falam que ele será um roadster como o original, mas uma versão fechada está prevista para mais adiante.

O que será diferente, caso ele seja mesmo produzido, é o motor. O V10 pelo jeito não tem mais vez no mundo de 2020, e por isso ele usará um V8 aspirado de 550 cv em um primeiro momento, com a segunda geração do Hellcat  — que terá 725 cv — prevista para mais adiante. Além disso, a publicação fala que ele terá câmbio manual e uma versão “hardcore de pista” no futuro. A receita nos leva a crer que a Dodge pode estar planejando um modelo limitado, algo como um track special com uma versão de rua.

Se os rumores forem verdadeiros, o carro deve ser apresentado no Salão de Detroit de 2019, em comemoração aos 30 anos do Viper original, que foi apresentado em 1989.

 

 

Carro autônomo do Uber falhou em acidente fatal

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O Conselho Nacional de Segurança do Transporte dos EUA (NTSB na sigla em inglês) publicou o relatório preliminar do acidente fatal envolvendo uma ciclista e um carro autônomo do Uber, ocorrido em 18 de março deste ano.

Segundo o relatório, o software do veículo identificou a ciclista, porém não acionou os freios, tampouco alertou a motorista. O software reconheceu a vítima como um objeto desconhecido, depois a classificou como um veículo, e por último como uma ciclista. Então, a 1,3 segundo antes da colisão, o sistema determinou que a frenagem de emergência era necessária, mas  o acionamento não foi ativado, e nem a motorista alertada: “Estranhamente o sistema não está programado para alertar o operador”, diz o relatório.

Durante sua audiência com o NTSB, a motorista disse que estava monitorando a interface antes do impacto. Ela ativou a direção menos de um segundo antes do impacto e começou a frear menos de um segundo depois do impacto. A investigação também atribui parte da culpa à pedestre/ciclista: ela não olhou na direção do veículo antes do impacto, a bicicleta não tinha refletores laterais e ela cruzou a pista em um trecho escuro, além de estar sob efeito de metanfetaminas e maconha.

Diante dos resultados da investigação, o Uber anunciou o cancelamento de seus testes autônomos na cidade.

 

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