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Project Cars Project Cars #118

Project Cars #118: a evolução do Dodge Charger feito de papelão

Galera Flatout, quero começar este post agradecendo o pessoal que comenta aqui no site, muito obrigado pela força! Neste post vou mostrar os avanços no projeto, esclarecer algumas dúvidas que foram meio freqüentes nos comentários, se ando com o Santana com o giroflex ligado, se quero me matar andando em um carro de papelão…

Começando pelo Santana, ele infelizmente não está mais com a pintura da Polícia de SP. O carro foi entregue pintado com trincha, para ficar todo branco. Sabe qual é a primeira coisa que tu enxerga quando chega perto de um Santana? Outro Santana. É impressionante como um carro que saiu de linha há quase dez anos ainda é presença constante nas ruas.

Atualmente ele está com um resto da pintura da polícia e calotas de tiozão. Estou tirando as marcas da corporação na base da lixa e da força. Embora fosse muito mais fácil largar uma tinta por cima, tenho dois motivos para fazer esse trabalho chato: economizar grana para meu comedor de dinheiro (TL) e para o futuro comedor de dinheiro (Charger), além de pegar prática para a hora que eu precisar lixar e dar acabamento no General.

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Já o TL é um comedor inveterado de dinheiro. Essa  frase resume bem esse carro. Acabei trazendo o carro lá de Pelotas (RS), para Curitiba, onde moro atualmente. Ele foi de caminhão até São José dos Pinhais (PR), e depois rodando a 40km/h por 30 km da BR-376 e da av. das Torres.  Ele precisou logo de cara de carburadores novos e depois disso, ganhou lanternas novas, tapetes novos, suspensão (quase) nova, caixa de direção (quase) usada.

Em contrapartida, é o meu carro que mais se diverte. Enquanto um ganha só o básico pra sobreviver (Santana) e o outro ainda nem é um carro propriamente dito (o General), o TL até participou de um ensaio pin-up, realizado pela prima da minha namorada.

 

O longo inverno do General

Passei a dividir meu tempo livre entre o TL e o General. Como estava terminando meu TCC, meu tempo livre ficou realmente escasso. Quanto à execução, consegui completar as linhas de uma das laterais e comecei a mexer no teto. O desenho casou com o carro, e as medidas estão todas de acordo com o projeto. Já é possível ter uma boa noção de como o carro vai ficar quando pronto.

Como a base do projeto é uma miniatura 1:25, cada 1 mm que sair errado na hora de escanear pode dar uma diferença de 2,5 cm no projeto impresso. Para não ter dúvidas de que a medida está totalmente correta, preciso conferir as medidas com as fotos.

Para o pessoal que achou que eu era louco para rodar com um carro de papelão: o carro só está sendo moldado nesse material. A versão de produção será uma junção de fibra de vidro, chassi tubular e uma mecânica pré-existente. Estou considerando algumas plataformas para receber a carroceria, algo como um Omega ou Opala (aceito sugestões).

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Nas fotos tiradas na frente de casa, podemos ver o quanto a lateral é grande. O mais importante nessa fase é que todos os vincos da carroceria fiquem alinhados. Esse detalhe vai precisar de uma atenção especial quando o Dodge começar a receber a camada de fibra. Outros pormenores que precisaram de uma corrigida foram as partes de papelão que tem sua face pra cima. A gravidade empurra o papelão para baixo, deformando um pouco o desenho. Na Lamborghini Diablo, meu antigo projeto, foi colocada muita, mas muita massa plástica para resolver. No General, estou utilizando um fio de aço para sustentação, garantindo que o papelão fique no lugar certo.

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Fiz uma projeção porca e mal-acabada do carro, com as rodas e o número do General. Com a lateral laranja, mais uniforme, é mais fácil analisar as linhas da carroceria.

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Infelizmente só tenho fotos com péssima qualidade dessa etapa do processo, pois não deu tempo de pegar uma câmera decente para registrar. Minha casa caiu. Literalmente. Uma parte do telhado do casarão onde morava desabou, e o projeto do General está parado, a procura de um novo lar.

Nestas fotos, o teto finalmente ganha forma. Usei papelões duplos, bem mais resistentes.

Por Ique Feldens, Project Cars #118

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