Project Cars #12: ajustes finos e alívio de peso para colocar o Chevrolet Corsa 2.0 de F3 em mais um track day

Leonardo Perez 30 dezembro, 2017 0
Project Cars #12: ajustes finos e alívio de peso para colocar o Chevrolet Corsa 2.0 de F3 em mais um track day

Fala, pilotada! Saudades? Eu senti  muita falta de escrever para o FlatOut, mas a crise e alguns problemas pessoais tomaram toda minha atenção e minaram minha inspiração. Mas agora a coisa deu uma desafogada e fico mais tranquilo para botar meu coração em palavras.

Pois é assim que sempre escrevi, acho que o Project Cars do FlatOut não serve somente para falarmos da preparação de nossos carros, mas também pra falar dessa relação especial que temos com eles, as dificuldades e glórias, lágrimas e sorrisos, por isso muita gente se identifica, pois passam situações parecidas com as nossas do Project Cars.

Continuando a saga do Corsinha, após aquela perda de rendimento do úlitmo Track Day, decidi leva o motor para revisão, e eis uma surpresa: não tinha nada de errado, e como era um motor que eu nunca havia aberto, decidir ver o que tinha de bom, descobrimos que o mesmo tinha pistões Omega, Bielas Pankl, e trocamos as bronzinas por umas da marca ACL, o que permitiria elevar um pouco o giro do motor para 8.000 rpm e ganhar mais alguns hp (agora com 280 hp ao nível do mar).

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Agora com o motor no lugar, decidi trabalhar um pouco mais o alívio e distribuição de peso dele, o carro contava com 74% do peso na dianteira e 26% na traseira, o que facilitava ele levantar a traseira nas frenagens, já que a proporção ideal num carro de tração dianteira é 60/40.

A equipe sugeriu levantar a dianteira do carro e abaixar a traseira, porém eu queria unir o útil ao agradável e tirar mais peso do carro, comecei cortando as portas, tirando todo seu “miolo” para deixa-las mais leves.

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Para ajudar um pouco mais a distribuição de peso do carro, passei a bateria para trás do banco do passageiro, jogando um pouco mais de peso para a traseira do carro e tirei o forro dos bancos para me sentar um pouco mais baixo e ficar com a perna mais reta, gostei muito mais dessa posição atual, e como tenho 1,85m de altura, a visibilidade não ficou prejudicada:

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Outra coisa que me incomodava: os paralamas do carro sempre pegavam nos pneus dianteiros e não deixava baixar mais o carro, seja na dianteira ou traseira, então mandei eliminar aqueles acabamentos que tem no paralamas do Corsa, que são uma porcaria, vivem caindo e dando trabalho, e também alarguei os paralamas um pouco mais:

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Minha pedaleira Tilton só tem freio e embreagem, o acelerador fomos nós que fabricamos, e finalmente, após quatro diferentes modelos, chegamos no atual e definitivo, onde o acelerador tem um curso bem reduzido, como eu gosto.

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Funciona como acelerador rápido nas saídas de curva e facilita bastante a execução de punta tacos, onde acabei melhorando um pouco a técnica, fazendo com as laterais dos pés:

É isso aí, conforme esse carro vai complicando minha vida, vou correndo atrás de resolver. Acredito que um carro de corridas pede um shakedown eterno, mas também faz parte da graça. Evolução!

E como o piloto também tem de evoluir, vamos para mais um Track Day, na verdade, o Track Day mais difícil que já andei!

Adesivei meu carro em homenagem a um grande campeão do Moto GP: Valentino Rossi. Ele usava o “GO ! ! ! ! ! ! !” em sua Yamaha M1 para lembrá-lo de sempre ir o mais rápido possível, não importando o que acontecesse.

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No fim de semana eu tive um carro com a traseira muito solta, muito difícil de guiar, e minha equipe não pôde arrumar pq estava cuidando de um Palio de corridas, brigando pelo Campeonato Regional de Marcas e Pilotos.

Em determinado momento me vi sozinho nos boxes, poderia reclamar e me recusar a andar, porém pensei comigo, exatamente desta maneira: “foda-se, vou sentar a bunda nesse carro e vou pilotar da melhor maneira que eu puder, não importa o que ele vai fazer, não vou deixar ele ganhar de mim!”

Peguei e afundei o pé no acelerador sem dó, fazendo boas voltas com o carro, praticamente de lado nas cuvas, cada freada uma emoção diferente, mas eu iria segurar esse touro pelo chifre e não soltaria tão fácil.

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“Eu não me importo se a moto derrapar ou escorregar, eu quero é ganhar” – Valentino Rossi

Afinal, de que é feito um vencedor?

Creio que é baseado numa crença inabalável de que é o melhor e nada nem ninguém pode falar o contrário. Verdadeiros vencedores são assim, não se rendem nem se entregam, dão o melhor de si a todo momento. Você reconhece um verdadeiro vencedor quando ele perde, da maneira como ele fica em pé até o fim.

O maior esforço que já fiz em pista está neste vídeo, encarei meu medo e vivi esse sonho, “Face Your Fears, Live Your Dreams”, como diz meu capacete:

Ao final fui vencido pelo câmbio, que alisou a 3ª fazendo cooldown (????), talvez a engrenagem já tivesse comprometida, ou o carro estaria me dizendo: “tou fora, não ando mais com esse maluco”.

Não dei minha volta mais rápida, mas fiz a melhor volta de minha vida!

Peguei esse Corsa tinhoso e levei além do limite para fazer 1:42 no Autódromo de Goiânia, andando de lado na maioria das curvas:

“Não há máquinas vencedoras, e sim homens vencedores” – Valentino Rossi

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Por Leonardo Perez, Project Cars #12

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