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Project Cars Project Cars #242

Project Cars #242: os primeiros upgrades para encarar as pistas com meu Mitsubishi Lancer MT

Bom, galera. Tudo certo? Agora que vocês já conhecem o meu Lancer MT, aqui vai a segunda parte da história. Demorei um pouco pois estou prestes a me casar e o tempo está curto. Nessa segunda parte vou contar um pouco sobre os upgrades de performance que fiz no carro e os que eu ainda estou pensando em fazer.

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Como meu Lancer CVT era preparado e muitas peças de preparação eu tirei antes de vender, já tinha a maioria dos upgrades: intake, coletor, SprintBooster e outros trik-triks.

Instalei essas coisas logo depois de uma semana com o carro. Era zero quilômetro! Somente com esses upgrades a melhora já foi perceptível, mas a cereja do bolo foi com certeza foi o remapeamento da injeção. Fiz com o nosso amigo e preparador Sueco (Alexandre Jensen), e depois de uns acertos, o carro ficou bem melhor. A potência saltou de 117 cv nas rodas para 140 cv. E esses 23 pocotós fazem uma boa diferença.

Uma coisa bem legal foi o corte de giro em 7.000 rpm, que dá um diferenca bem legal no autódromo (o corte orignal do Lancer é 6.500 rpm). Tem um vídeo da aceleração de zero a 100 km/h depois de todos os upgrades. Marquei 8,4 segundos. Pode parecer meio alto, mas lembrem-se é um carro aspirado que pesa mais de 1.200kg.

Além disso, para track days eu mandei fazer um cano reto para colocar no lugar do abafador original, mas ficou tão legal que eu uso ele no dia-a-dia. Coloquei um ponteira da “HKS”, ficou bem legal.

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Agora depois dos upgrades de potência, tem tres coisas com as quais devemos nos preocupar: pneus, freios e suspensão. No quesito pneus eu uso Yokohama Advan A10 no dia-a-dia, e slicks para trackdays. A diferença em andar com slicks é animal. Eles agarram mais nas curvas e nas frenagens, ganhando segundos preciosos na pista.

Na suspensão eu coloquei molas esportivas da H&R, que deixam o carro um pouco mais baixo, mas a melhora em curvas é impressionante. Soma-se às molas, a barra anti-torção/amarração dianteira. A barra e a mola, fazem o carro deitar menos, e torcer menos. Dá mais segurança na hora de frear e tomar as curvas.

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Por último mas não menos importante, freios. Eu fiz uma troca dos freios dianteiros, tirei os originais e troquei pelo freios do Ralliart que têm pinças de dois pistões, e discos 4 cm maiores em diâmetro. Dá um diferença bem legal. As pastilhas dianteiras são EBC Blue, e as traseiras são EBC RED. O fuido de freio é Pentosin Racing com ebulição em 300º, tudo para evitar o fading.

Com o upgrade dos freios, eu consegui atrasar a freada do S em mais de 15 metros…. to freando agora na placa dos 50, e com uma margem segura ainda. Falta coragem para atrasar mais um pouco.

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Fora tudo isso, adicionei três itens que podem parecer frescura: spoiler traseiro do Evo, painel do Evo, e luzes de freios de alerta na traseira. O aero do Evo dá um diferença legal nas curvas, e na estrada a traseira joga bem menos. Além de ser de de fibra de carbono, mais leve que o original.

O painel do Evo tem como principal diferença indicar a temperatura do motor, isso para a pista é crucial para evitar qualquer dano maior.

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Já as luzes de freio de alerta, servem para chamar a atenção do motorista de trás. Dizem que reduz o tempo de resposta de quem vem atrás. Achei bem interessante.

Outra coisa bacana que coloquei no carro foi o capô de fibra de carbono do Evo. Ele tem três características básicas: permite uma entrada maior de ar para refrigeração, permite a saída do ar quente do cofre, e é 15 kg mais leve que o original.

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Bom depois de todos esses upgrades, fui andar em Interlagos. Com o Lancer CVT Stock fiz 2:26, com o MT mexidinho consegui 2:14.

 

A seguir, algumas fotos do carro na pista — Interlagos e Velo Città:

Pista (1) Pista (1) Pista Pista (6) Pista (5) Pista (4) Pista (3)

Volto pra um próximo capitulo, com itens mais estéticos, afinal o carro também tem que ser bonito né?

Até a próxima! Espero que tenham curtido.

Por Luiz Miguel, Project Cars #242

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