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Project Cars Project Cars #270

Project Cars #270: a conclusão do meu Chevrolet Omega CD

Fala pessoal! Aqui estou eu mais uma vez para continuar falando do Omegão, e o post de hoje (que é o quarto texto e último para quem não sabe) vai falar sobre uns dos assuntos que mais perguntam para mim:  “Como é ter um Omega?”

Pois bem, não preciso nem dizer que como o Omega é um projeto feito na europa e veio para o Brasil para ocupar o segmento de luxo, a maioria de suas peças não são baratas, mas não é só disso que vou falar, então vamos lá!

 

O dia-a-dia com o Omega

Motor 4.1, tamanho grande para os padrões brasileiros (da década de 90) e alto peso. Definitivamente estas não são as qualidades mais esperadas para um carro usado para o dia-a-dia. Se você mora em uma cidade e enfrenta trânsito pesado, a situação fica mais complicada. O consumo do carro realmente é alto como dizem, e na cidade segundo o computador de bordo fica na casa dos 4,5 a 5 km/l na versão do 4.1 com câmbio automático.

No caso da cidade que o carro se encontra, no interior do Rio Grande do Sul, o trânsito não é pesado, mas o problema é outro: a qualidade das ruas. O pavimento da cidade deixa a lua muitas vezes passando vergonha. Por sorte toda a família cuida o carro, evita buracos e anda em velocidade baixa em vias ruins, com isso conseguimos manter o carro íntegro, mas basta olhar para grande parte dos Omegas da cidade e entender o estrago que os buracos fazem com um carro desse porte.

A maioria dos carros apresenta um estado bem ruim, como no caso do GLS que foi nosso, cujo dono que comprou o carro da gente o deixou irreconhecível. É muito normal ver os carros na cidade com a suspensão em péssima codição e sem os frisos externos, por exemplo.

Mas óbvio que nada disso impede de usar ele no dia-a-dia, contudo tenha em mente que o cuidado deve ser redobrado, e a manutenção não é das mais “amigáveis”.

Mas já digo, vale a pena ter um!

 

Omega na estrada

Se tem um lugar que Omega é perfeito, este lugar é a estrada. E é daqueles carros que não cansam o motorista, e como meu pai fala, viajar 300 km no carro é como dar um passeio na cidade. Estabilidade, segurança, desempenho e conforto, tudo isso pode ser encontrado nele, e no caso do 4.1 automático, o consumo em viagens normais fica em torno de 10 a 11 km/l, uma média que eu considero muito boa para o carro.

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Foto antiga durante uma pausa em uma viagem. Eram quatro pessoas, dois carros, 12 cilindros, 8,8 litros e muito torque no “comboio”. A S10 é uma Deluxe 4.3 do Eduardo Santos, o “Taia”, melhor amigo do meu pai. Na época levei ela para envelopar a pedido do dono. Que bela pick-up, né?

E não pense que só os Omegas de 6 cilindros que são bons na estrada! O escalonamento dos câmbio de 5 marchas manual é perfeito para viagens, mesmo nas versão 2.0. Já nas de 6 cilindros, como disse em outro post mais detalhadamente (o segundo), o 3.0 é um motor de baixa velocidade de pistão e por isso anda fácil e liso em rotações altas (padrão europeu), já o 4.1 é uma fonte de torque desde rotações baixas e viaja tranquilo a 2.000 rpm (padrão americano).

Durante todos estes anos que o carro está em nossas mãos eu já fiz várias viagens com ele, todas entre São Borja/RS (terra natal) e Santa Maria/RS e arredores (onde eu estudo), e cada vez que peguei a estrada com ele eu gostei ainda mais.

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Serra com curvas, grandes retas, planície, campos, árvores, mais campo e paredões de rochas. Essa é a estrada que liga São Borja até Santa Maria, trajeto que o Omega mais faz na estrada.

 

Manutenção geral

Agora vamos falar um pouco da manutenção do carro durante todo este tempo com a gente. Vou começar então pelo motor. Desde 2008 com a gente, o carro nunca precisou de algum tipo de manutenção em seu 250pol³. A única coisa feita foi a troca da junta do cabeçote logo que compramos o carro, como já disse antes. No mais, o 4.1 nunca deixou a gente na mão por algo no seu “coração”.

Agora, quando o assunto é alimentação, a conversa muda. A bomba de combustível já foi trocada creio que 3 vezes. Na primeira vez o problema não foi nem de perda de pressão, o que deixou a gente muito curioso.

Certa noite de sábado, lá por 2011, eu estava em São Borja e fui normalmente com o carro até uma lancheria encontrar um pessoal, e quando fui voltar pra casa, nada do carro funcionar! Para minha sorte eu não estava com ninguém no carro (medo de todo jovem), então fui até minha casa caminhando, afinal em cidade pequena tudo é perto.

Porém, quando voltamos ver o carro, ele milagrosamente funcionou perfeitamente! O problema aconteceu outra vez no dia seguinte, e quando foi para o reparo percebemos que a bomba parava de funcionar e voltava quando queria. Com isso, uma bomba de combustível Bosch foi instalada, resolvendo o problema.

A próxima vez que a bomba apresentou problemas foi em 2014 eu acho, e o mecânico fez o favor de querer colocar uma de marca inferior, que durou muito pouco e deixou meu pai nada feliz, pois logo uma de qualidade teve que entrar no lugar.

Porém, pouco tempo depois apareceu um problema muito inesperado. O tanque corroeu e deixou água e sujeira entrarem em seu interior. Isso deve ter ocorrido por causa que o Omega tem um pequeno espaço entra o tanque e o fundo do porta-malas, e a sujeira que sai dos pneus durante toda a sua vida acaba indo para essa região.

Se isso é normal de todo Omega ou o nosso tanque foi colocado um pouco mais para baixo, isso eu não sei, mas que esse problema deu uma grande dor de cabeça, isso é verdade! E o pior que é um local muito ruim de ser bem limpo, para piorar a situação.

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A flecha é para mostrar a região onde a sujeira se acumula

No dia em que isso aconteceu minha família estava viajando com o carro (entre São Borja e Santa Maria, como sempre), e por sorte nenhum dano ocorreu no motor, e após um “trato” no tanque e na linha de combustível tudo voltou ao normal.

Na parte da suspensão, quase tudo ainda é original (estamos falando de um carro de 1997 com mais de 140 mil km). Que eu lembre, apenas uma bucha da suspensão dianteira, uma borracha da traseira e um pivô foram trocados. Dá pra imaginar como nós cuidamos os buracos com o carro, né?!

Por falar em suspensão, a bucha da parte traseira deu uma dor de cabeça enorme para nós. O trabalho da suspensão estava normal, mas uma batida metálica aparecia as vezes “dando um olá” deixando a gente louco! Revirei o porta-malas pensando em achar algo solto, como o macaco, mas nada fazia o barulho parar.

O problema só foi resolvido quando o carro foi para um amigo nosso, o Paulão da Auto Instaladora Missões para tirar os “grilos”. O interessante é que o local é uma instaladora de ar condicionado e também faz serviços elétricos, mas mesmo assim ele aceitou descobrir o que era o tal barulho metálico.

Dias se passaram até o telefonema, “Marquinho eu descobri!!”. Quando eu cheguei lá vi o carro com a suspensão traseira desmontada (fiquei no mínimo surpreso), e o barulho era de uma bucha metálica que é instalada dentro da bucha superior do amortecedor. Como a bucha do amortecedor estava gasta, a bucha metálica tinha um movimento anormal e batia em algum lugar as vezes, por isso o barulho infernal não era constante.

Saí do local e fui até uma loja de peças, que fica no outro lado da rua (cidade pequena e suas vantagens), para ver a bucha nova, e ali tive uma surpresa enorme. Pedi a bucha do Omega, e no estoque eles só tinham a paralela. A bucha custava no época R$ 12 e era de um material preto (não parecia uma borracha, juro) e era a mesma usada em modelos menores, como o Corsa sedan.

“Uma bucha paralela de Corsa em um Omega 4.1? Isso não vai prestar” e na mesma hora um senhor, mecânico de motores Diesel (sim, D maiúsculo por ser o ciclo e não o óleo) da cidade, olhou e disse “meu Corsa sedan só usa originais, essa não presta.”

Concordei com ele e pedi se tinha como encomendar uma bucha original.

O atendente viu no sistema e disse que no outro dia ele teria a bucha em mãos, e o valor era perto dos R$ 60. A primeira coisa que pensei era que o par de uma era R$ 24 e da outra R$ 120. Telefonei para o meu pai e expliquei que a paralela era ruim e tive a permissão de mandar vir uma bucha original. Quando fui buscar a bucha no outro dia eu vi uma peça totalmente diferente. O produto original GM tinha um material macio e claramente mais resistente, e ainda tinha uma pequena bucha interna de um material que parecia Nylon. E o melhor, tinha sido produzida dois meses antes, na Alemanha! Aquele “Made in Germany” fez valer cada centavo.

Claro que muita gente deve estar falando “ah, mas claro que a original é melhor!”, sim eu também sabia disso, mas não imaginava tamanha diferença entre os produtos.

Bucha no lugar, grilos retirados e logo o Omegão estava “zero” como de costume.

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Dormindo um pouco.

Porém, chegou a hora de comentar com vocês sobre os problemas “genéticos” do modelo.

 

Problemas crônicos

É normal que muitos carros tenham algum tipo de problema crônico, alguns simples como uma maçaneta que quebra relativamente fácil (como os VW quadrados) até outros graves como pegar fogo com certa facilidade (não citarei exemplos, ok?!). No caso da linha Omega, que faz parte de nossas vidas a mais de 10 anos, posso citar alguns.

O primeiro foi um problema encontrado apenas no GLS 2.0 azul que foi nosso, que é a maldita bucha que conecta o cardã na caixa e no diferencial.

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Quando fui buscar uma foto dela vi que o problema é realmente normal, né Google?

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Quando essa bucha apresenta desgaste a vibração do eixo acaba tomando conta do sistema de transmissão. Lembro de um dia que andei de carona com um Omega GLS em mal estado no banco traseiro, sério eu podia sentir meus pés pulando no assoalho do carro de tão grande que era a vibração. Tá, mas é apenas uma bucha!? Acontece que na época as compras na internet eram algo distante para nós, e em São Borja uma dessas buchas custava na casa do R$ 500, um absurdo!

Quando ela deu problema pela primeira vez, o pouco tempo que levamos até comprar uma unidade nova foi suficiente para prejudicar a outra bucha (parecia um loop infinito, sério!), que logo depois pediu para ser substituída. Foi aí que apareceu algo engraçado, meu avô paterno que é daqueles “engenheiros sem diploma”, que mesmo sem estudo cria soluções muito boas, fabricou uma bucha para o Omega!

A bucha foi instalada e durou um bom tempo, até ser substituída uma última vez, por uma que custava na casa dos R$ 250 (bem melhor que a de R$ 500), grande vô Ari!

Engraçado é que com nosso 4.1 automático a bucha nunca deu problemas, parece mesmo ser verdade que ela só é um problema dos Omegas de quatro cilindros. E uma observação, hoje com a internet é possível comprar um bucha dessas por menos de R$ 70 (!!!!!).

Outro problema, uma coisa que parece ser comum em todos os Omegas é o defeito no servo freio. Podia ser algo normal, se um servo freio de Omega não custasse alguns mil reais. Como o valor é enorme e é quase impossível encontrar um original novo (um cara me falou em 2013 que conseguiria, mas era mais de R$ 6.000), a solução são os reparos.

O GLS teve um servo freio trocado por um remanufaturado uma vez, nada grave, mas no 4.1 a coisa mudou.

Quando o servo freio original deu adeus e o primeiro remanufaturado foi instalado, parecia ser uma manutenção normal, se não fosse o curto espaço de tempo que durou a peça “nova”. Não satisfeito com o resultado, meu pai pediu para eu levar o carro até Santa Maria (onde eu moro) para uma oficina especializada em freios.

Fiz isso e adivinha? Pouco tempo depois de vencer a garantia a peça estragou! Levei o carro lá para tentar um reparo novo, mas não obtive sucesso e tive que pagar por outro reparo, e quando fui retirar o carro no outro dia acabei me deparando com uma situação desesperadora, o câmbio automático do carro estava estragado! Sim é isso mesmo, eu deixei o carro e quando retirei para testar o serviço o Omega estava com problemas no câmbio automático, literalmente “patinava” as marchas e parava de andar!

Fiquei totalmente desesperado e discuti com o dono (um lutador de Jiu-Jitsu mal encarado) mas de nada adiantou, óbvio que ele não iria assumir o problema. No fim o carro ficou guardado em Santa Maria até meu pai ir buscá-lo, precisando de um guincho para chegar até São Borja.

Quanto ao que aconteceu, creio que o problema começou com o fato de ninguém na região trocar o óleo do câmbio do Omega de maneira correta, pois em todos os lugares (isso quando trocavam!) apenas retiravam um parafuso e deixavam sair em torno de apenas 2 litros de óleo. Quando vi aquilo perguntei “tá mas e o resto?”, e o frentista que mais parecia um PhD dizia que só abrindo o câmbio e ninguém fazia isso.

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Foto antiga durante uma troca de óleo e filtro

Em outras palavras, o carro rodava com óleo velho misturado com o novo, e é claro que isso levou ao desgaste do conjunto, porém no andar estava tudo normal com um pequeno detalhe que a marcha ré demorava um pouco para entrar e estava “fraca”. Com isso eu tenho quase certeza que na oficina eles colocaram a marcha ré para subir em alguma rampa e sentaram o pé, “queimando” o câmbio. Ah e só para saberem, eu expliquei com todo cuidado que a ré precisava de uns três segundos para entrar e nesse tempo não podia acelerar o carro, mas pelo visto não fui atendido, infelizmente.

Agora pensem na nossa situação. Interior do Rio Grande do Sul onde nem uma troca de óleo correta era encontrada, imagina só encontrar alguém para arrumar o câmbio! Pois não é que encontramos uma oficina em Faxinal do Soturno, perto de Santa Maria, que era especialista em câmbios automáticos?

Levamos o câmbio até o local, uma cidade muito pequena, e ficamos apavorados com o grande número de veículos importados de toda a região do sul do Brasil. Eram Audis, Mercedes, BMW, Landau, Silverado americana, Cherokees, Opala Diplomata, Taurus, Eclipse, 406 Pininfarina… A maioria por problemas no câmbio automático, mas não era algo geral, alguns carros não encontraram soluções para seus problemas e acabaram lá, como uma Mercedes C 350 com problemas nos sensores que atravessou o estado para “pedir socorro”.

O câmbio foi totalmente reformado e ficou perfeito, só um vazamento no conversor de torque atrapalhou e teve que ser arrumado depois.

O carro voltou a parecer zero (ficou muito forte!) e agora sabemos que para a troca de óleo devemos não só retirar a tampa do câmbio como limpar um imã que coleta sujeira metálica e uma limpeza no radiador de óleo da caixa também deve ser feita, realmente não é um serviço que qualquer um sabe fazer na região.

O câmbio ficou perfeito, até que um dia eu estava dirigindo tranquilamente quando vi um S piscando no painel. Por sorte eu sabia que era a luz do modo esportivo do câmbio, que também era um indicador de anomalias no sistema de transmissão e quando isso ocorre devemos usar o modo manual (1, 2 e 3 e não o Drive) e andar o mínimo possível. Como os cuidados quando isso aconteceu foram tomados, nada demais ocorreu e o problema foi que meu pai lavou tanto o carro por baixo que acobou entrando um pouco de água no módulo da caixa, que foi resolvido mais tarde deixando tudo perfeito.

 

Itens de acabamento

Bem, agora posso dizer que este é o pesadelo de qualquer dono de Omega que realmente queira originalidade no carro. Alguns itens de acabamento são realmente difíceis de encontrar, e isso acaba prejudicando muitos Omegas.

E creio que o principal item são os frisos, que contornam todo o carro.

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Realmente, os frisos são um dos detalhes mais marcantes do carro, né?

O problema deles é que os frisos pretos não são lisos, ou seja, tem um textura, e o que acontece quando um deles é arranhado? Na maioria das vezes são lixados e pintados de preto, ficando lisos. É ridiculamente normal ver Omegas com frisos lisos na região que eu moro, por ser a solução “simples e barata”, e claro que não culpo quem faz isso, só quando o assunto é originalidade, a coisa complica.

Então o que fazer quando um friso é danificado? Bom, se for no parachoque a solução é a troca da peça ou procurar alguma empresa especialista no assunto (existe uma em Santa Maria) que refaça toda a textura dos frisos.

Como dito no primeiro post, quando compramos o carro ele tinha um esfolado no lado traseiro direito, uma marca normal em um carro de 1997, e como o pai sempre diz: “prefiro um carro arranhado, pois posso ver o que aconteceu”.

O parachoque tinha outras marcas da vida, como de alguma ré infeliz, então em 2013 o parachoque foi trocado por um novo. Resultado perfeito, mas é um Omega, e os frisos são um problema, lembram?

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Parachoque novo

O problema era um simples friso cromado que precisava ser trocado, e quando fui procurar um novo tive a infeliz notícia que só eram produzidos os frisos para a dianteira do carro. Em outras palavras, reze para não danificar os outros frisos, pois a solução são as peças de sucatas.

Mas, por sorte, após muita luta encontrei na internet um friso original GM na embalagem. Peça de época, original GM e que não é produzida mais. Claro que o valor seria bem maior que o normal, e apenas uma simples parte do friso traseiro saiu por R$330.

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O tal friso já instalado

Uma outra solução radical (por que não?) é retirar os frisos e criar algo mais esportivo. Quem sabe um dia não compro algum Omega em mau estado e faço algo desse tipo:

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Obrigado Barata por tirar essa foto no museu de Nürburgring, isso é perfeito!

Não custa sonhar…

Com isso fecho o meu quarto e último post da saga, obrigado pela atenção de todos que gostaram e acompanharam o projeto e espero ter mostrado algumas informações importante sobre o carro (principalmente com o segundo post).

Abraço a todos, até outra hora!

Por Marcos Ráinier de Sá, Project Cars #270

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Uma mensagem do FlatOut!

Marcus, é sempre muito legal ver um grande carro de volta à ativa e bem cuidado — especialmente um clássico nacional como o Omega, que foi feito para viver na estrada. Parabéns pelo projeto!

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