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Project Cars Project Cars #303

Project Cars #303: a montagem do Mustang Hardtop 1967 começou!

E aí, amigos FlatOuters! Beleza? Vamos para a Segunda Parte do projeto do Mustang? A primeira parte foi curta, mas esta aqui promete…

No primeiro post tratamos resumidamente sobre como foi a compra do carro e as primeiras modificações, porém, ficou bastante claro (espero ter ficado) que essas modificações não alteravam grandes características do carro, comportamento ou qualquer coisa do tipo.

A idéia sempre foi ter um clássico, manter o design e a dirigibilidade de um clássico – algumas melhorias sempre são bem vindas, obviamente. Até então, o que o faz ser um carro de quase 50 anos, continuou lá.

Quase tudo que falei no primeiro post teve apenas a função de atualizar o que era necessário, como o sistema de direção, que já estava desgastado e não era seguro para uma condução em pleno século 21, com tantos buracos, manobras, vagas apertadas – até mesmo em casa, com tempos de resposta e dinamica completamente diferente da época do carro…

Arrumamos o que estava desgastado, fizemos revisões e atualizamos a mecanica fundamental para um uso seguro, apenas. Nada de kit stroker, big brakes, blower, turbo, nitro, leds, neon, stickerbombs, aerofolios e outras ‘NeedforSpeedisses’…

Continuamos com o bom e velho V8 302, apenas substituindo carburação por injeção e os outros detalhes já citados. O motivo destas modificações, são muito similares aos motivos da caixa de direção…agilidade no “novo” transito e principalmente a confiabilidade de funcionamento diante da qualidade dos combustíveis vendidos no HUEBR e até mesmo segurança. Hoje em dia, não me parece uma boa idéia ficar com um Mustangão quebrado a noite por aí, aguardando 2 horas por um guincho…

Voces devem estar se perguntando : “Ok, então que cazzo foi feito para a parte 2 deste PC, se foi falado tudo no Post 1?”

Respondo: Foi feita toda a parte de estética e funilaria.

Voces devem estar se perguntando novamente : “Mas gente, não tava zerado?”

Respondo de novo : Sim, mas não. Rsrs

Olhando o carro como nas fotos, estava realmente bem bonito, vistoso, brilhoso…leia-se: maquiado. Em alguns pontos da lataria havia mais massa que no famoso bairro do Bexiga em SP, famoso por suas cantinas italianas. Era tanto ‘reboco’ que chegamos a pensar que o funileiro era da W.Torre ou da Odebrecht…

A idéia era retirar toda aquela “coisa” e reconstruir a lataria com chapas novas, dignamente, como o carro merecia. Iniciou-se o processo de lixamento localizado nesses pontos e então pudemos ter noção do problema que nos enfiamos.

 

Lixamos aqui, lixamos alí e viamos muita coisa que não queríamos ver. Não teria outra escapatória, teríamos que praticamente refazer toda a lataria, retirar várias camadas de tintas e verniz que o carro recebeu ao longo de meio século.

Seguimos com o desmonte, deixando o carro absolutamente cru, separando-o do chassi, tirando todos os painéis de lataria e desmontando completamente o interior.

Surgiu então, aquela maldita oportunidade que os gearheads evitam…o famoso “já que…”

Já que está desmontado, por que não fazer algo diferente? Estilo Chip Foose, fazer um Pro-Touring? Mas aqui no Brasil?

Não havia planejamento alterar a estética do cavalo, precisaríamos pensar! Eis que, diante da premissa de exclusividade e originalidade, o funileiro nos apresenta a idéia abaixo, bem clean, bem interessante e de muito bom gosto. Seguiriamos a linha Pro-Touring made in Brazil. Agora sim, #partiu.

Durante o desmonte notamos que a dianteira estava um pouco comprometida, seria melhor reconstruí-la e tomamos a decisão e fazer um cofre clean, liso. Escondemos o radiador e tudo o que foi possível, para deixar toda a atenção ao bom e velho V8 302, que havia recebido algumas polias e outras firulas por pura questão de estética. Outro cuidado muito interessante, foi fazer uma ‘tampa’ superior para esconder o radiador, deixado o visual plano quando se abre o capô.

Durante o processo de reconstrução, aonde já haviamos decidido fazer algumas coisas da escola Pro-Touring, definiu-se que o carro teria que abrigar pneus traseiros 335/30 aro 20, calçadas em rodas American Racing, tala 12 em nome de um stance absolutamente matador. Era uma questão de honra fazer esse carro calçar o que há de mais insano neste mercado…

FOTO PNEU

Como fazer isso? Obviamente que sacrificando o espaço interno traseiro e reconstruindo o porta malas e as caixas de rodas. Quem anda em 4 num Mustang? Só turista brasileiro em Miami, óbvio. Novamente aqui, seguimos a linha de raciocínio aplicada no cofre do motor e deixando tudo o mais clean possível.

Para poder completar o visual, tanto a lateral traseira como a dianteira foram “rebaixadas”, aproximando a carroceria do chão, sem que fose necessário baixar o carro em si.

Outro detalhe que somente os mais atentos irão notar, é que o parachoque traseiro foi embutido na traseira, também em nome da limpeza do visual.

Depois de muito tempo, toda a lataria foi alinhada e enviada para a pintura, mantendo o vermelho sangue, porém sem faixas e sem nenhum tipo de adorno além dos cromados originais.

Mantivemos as molduras dos vidros, frisos, retrovisores, maçanetas, lanteranas, limpadores, emblemas..tudo no padrão original e cromado. Assim teríamos algo híbrido entre Pro-Touring e OEM.

Neste momento começamos a montagem da suspensão dita no primeiro post, assim como outros itens de mecanica. Aproveitamos para instalar big brakes Wilwood. Já que está desmontado né…

FOTO 51 FOTO 52

O interior foi totalmente refeito, mas desta vez em preto ao invés do vermelho original, algumas coisas ficaram, outras saíram, mas no geral o interior é totalmente novo e tem dois easter-eggs.

Primeiro: alguém arrisca dizer de que carro vieram os bancos?

FOTO 53 FOTO 54

São bancos de Honda Fit de primeira geração. Eles encaixam quase que como uma luva nos espaços originais do Mustang, possuem um apoio lateral confortável, além de possuir acabamentos discretos e as ‘saias’ que escondem os trilhos e etc. Obviamente o apoio de cabeça foi retirado para dar um visual retrô e os desenhos e costuras foram totalmente alterados, também em prol de um visual antiquado. Tem que ser muito ‘Hondeiro’ para perceber que um dia esse banco habitou um compacto japonês.

Segundo: onde está o contato para partida do motor?

Nota-se que na coluna de direção não há contato. A partida está no botão no console central, este, escrito ‘[email protected]

FOTO 55

É isso ai galera, agora o carro está quase pronto, em fase final de ajustes. Espero fazer o post três em breve, com videos do carro funcionando e andando…por enquanto, fiquem com esse spoiler…

FOTO 56 FOTO 57

Abraços !

Por Walther Nucci, Project Cars #303

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