A revista semanal dos entusiastas | jorn. resp. MTB 0088750/SP
FlatOut!
Image default
Project Cars Project Cars #384

Project Cars #384: a grande reforma do meu Mitsubishi Eclipse GS-T

Hellomoto, amigos virtuais do mais genuíno site automotivo do país! Enrolei um pouco para escrever este terceiro post pois estava esperando bater uma certa inspiração, vale a pena trazer algo mais bacana pros senhores, já que o momento é único! Aguardei um dia onde o léxico estava mais afiado, o texto mais poético e um momento em que não estivesse odiando o carro com todas as minhas forças por ele estar parado na oficina mais uma vez (imagine aqui eu forçando um sorriso com todas as minhas forças). Mas vamos ao que interessa!

Em primeiríssimo lugar gostaria de fazer um pedido: se você, leitor, não tiver pelo menos 90 minutos da sua vida livre neste exato momento, por favor, não leia agora esse post do PC#384. Ele é provavelmente o mais longo de todo o meu relato e vai incluir uma série de vídeos longos de minha autoria! Para o bom entendimento e para poder mergulhar no meu mundo de ódio amor pelo carro, é essencial ler todo o texto e assistir todos os vídeos!

Tendo ciência da questão supracitada, vamos ao que interessa, apertem os cintos que estão embolados, solta o freio de mão que só segura se tiver engrenado, torce pra bateria girar o arranque e pisa fundo antes que o cabo do acelerador agarre de novo!

Ah, já ia me esquecendo! Caso você tenha errado o caminho enquanto tentava abaixar o volume do Waze e veio parar aqui nesse Post, não se esqueça de ler o primeiro post e o segundo post!

Out10

A ideia de levar o carro para uma “Reforma Geral” começou quando eu estava com meu amigo (Daniel) subindo um morro bem íngreme em Juiz de Fora e de repente… Começou a entrar fumaça pelo capô, fumaça pelo volante, fumaça por todos os cantos! Fiquei desesperado mas descobri que não era nada muito preocupante.. O mecânico que realizou a troca da polia do virabrequim (saudosa Crankshaft Pulley), não prendeu bem a vareta de óleo e, quando a pressão subiu, o óleo espirrou por todo o capô, caiu e foi queimado, provocando muita, muita, fumaça.

Com receio de rodar com o carro até a minha casa, falei para a minha namorada que passaria num posto apenas para completar o óleo do carro e não ficar com a consciência pesada (adendo: nessas horas que eu vejo que a pessoa tem mais é que ser meio desleixada as vezes…).

O frentista terminou de colocar 1 litro de óleo e, enquanto limpava o meu capô com a sua flanelinha, disse: – Aí chefia, pode ligar o carro, tô terminando de limpar. Não sei se a entidade levou um susto, se empolgou ou apenas se distraiu com o barulho do motor ligando mas o fato é que ele deixou cair a fucking flanelinha na minha correia dentada (que estava sem a proteção superior) e, apesar de eu ter demorado apenas uns 2 segundos para ligar o carro foi o suficiente para….

Ponto morto = 900RPM

900RPM = 15 RPS

2 SEGUNDOS = 30 ROTAÇÕES

Isso aí, sei lá a relação exata entre a rotação do volante do motor e a da polia da correia dentada, só sei dizer que aquilo ali certamente girou umas 30 vezes, afinal, eu, minha namorada e o amável jovem frentista demoramos, no mínimo, 2 horas com uma faca de cozinha para tirar toda a estopa do centro da polia…

A essa altura, você, leitor, enquanto toma sua saudável Coca-Cola deve estar pensando que eu sou realmente um rapaz, no mínimo, azarado. O azar deste que vos fala, ainda nem tinha começado!

Enquanto a minha namorada tentava, com a faca de cozinha, cortar e tirar pedaços da estopa do frentista, eu tava pequenas giradas no motor pra que a polia se movesse e expulsasse os restos mortais do instrumento de limpeza. O que acontece é que numa dessas giradas, eu tirei a mão da chave e acionei o alarme sem querer… O resultado? Tive que chamar um chaveiro e gastei 80 reais para ele abrir a porta do carro.

OK, HORA DE IR EMBORA! Me despeço das pessoas que se aglomeraram nos arredores do carro para ver a cômica cena e na hora de dar partida… Nada aconteceu. Descubro, após informações de amigos, que a flanela esbarrou no sensor de fase e quebrou o mesmo, ou seja, o carro não ligaria. “Abandonei” ele ali mesmo e aguardei no dia seguinte a chegada do mecânico que, no local, realizou a troca do sensor de fase para que o carro voltasse a rodar.

 

As únicas fotos que eu tenho do dia, enquanto o mecânico realizava a troca do sensor.

Motivado pela vontade de desmontar o carro e descobrir todas (ou quase todas) as pendências mecânicas e pela sede de modificar a parte estética da forma que eu tanto queria, fui para a cidade de Belo Horizonte – MG, que se localiza a exatos 265.3Km da minha cidade de origem (Juiz de Fora – MG), deixar meu Eclipse em uma oficina que estava com vários Eclipses do pessoal do grupo do Facebook.

Conversei com o responsável pela oficina e passei a ideia geral do que eu queria:

– Pintar o carro todo de branco, um branco novo, pra não parar do lado de um Onix 0 e parecer uma geladeira brancamarela dos anos 80.

– Pintar o carro por dentro, as partes plásticas, para que algumas partes fiquem em preto, assim como os Eclipses 98.

– Desmontar o carro inteiro, com exceção do bloco do motor, para descobrir todos os problemas e pendências.

– Instalar todos os acessórios que eu compraria ao longo do tempo. (Vou listar todos aqui)

Claro que para fins de negócio, a lista foi mais detalhada e com preços, mas (apesar de não parecer) estou resumindo a história!

<Out1><Out2>

Legenda: Gosto bastante dessas 2 fotos. São exatamente as folhas que eu deixei lá no início de Fevereiro/16 com tudo o que eu queria que fosse feito no carro, inicialmente!

Bem, então vamos começar, vamos logo para o que foi feito! Vou tentar seguir uma linha cronológica com base nos vídeos do meu canal!

Como vocês podem ver, nesse vídeo eu mostro as primeiras peças que chegaram, são elas: Uma manta térmica (tendo em vista que o envelopamento antigo descascou por causa da temperatura, acho que seria bom colocar uma manta térmica e proteger a pintura nova!), uma dupla de placas personalizadas para gravar vídeos e fazer umas fotos bacanas, um kit de correia dentada + bomba d’água + tensionador hidráulico + rolamentos para fazer a troca dos meus itens que já estão gastos e o sensor de fase, já que eu estava usando o de um amigo que ainda estava com o carro sendo pintado.

Nesse vídeo, eu aproveitei que estava juntando algumas peças para mandar lá pra BH e gravei com tudo o que eu tinha no momento! Um volante do Lancer, para dar uma visual mais moderno, um conjunto start stop que na época eu queria usar para fazer um sistema de start-engine no painel, porém, abandonei a ideia pois pensei em algo muito mais bacana! Isso é assunto para o último post hehe, 20 parafusos vermelhos para acabamento do motor, needles do painel MoMan (luzes), o Turbo Timer que infelizmente ainda não instalei por falta de mão de obra mas está aqui guardado comigo, 2 adesivos originais do Eclipse GS-T para colocar na traseira, já que eu pintaria o carro todo novamente, alguns adesivos “zoeiros” que eu não coloquei graças a pressão psicológica da namorada (risos)

Meme1

Vamos agora à AÇÃO:

Não compensa eu ficar aqui repetindo as informações do vídeo, porém, o fato é que nessa fase, era a hora do carro ser desmontado completamente, o que rendeu um material bem maneiro (fotos) e vou deixar as melhores aqui com vocês, já que no vídeo não dá pra ver todas com calma!

Todas as fotos da desmontagem, nada como a riqueza de detalhes!

No vídeo eu também apresento a capa transparente da HKS que comprei para a proteção superior da correia dentada! (Sim, eu aprendi, eu aprendi…) E apresento a pasta onde eu guardo todas as notas das peças que compro para o carro.

Nesse vídeo eu explico um pouco sobre o que eu planejo fazer ao longo da reforma, já que não chegou nenhuma peça nova para apresentar. Aproveito para deixar algumas (muitas) fotos do trabalho de funilaria realizado!

Nesse capítulo eu fiz uma introdução bem simples baseada no jogo, porém, não gostei muito e abandonei a ideia. Coloco fotos novas dos freios, cujas pinças foram pintadas, a tampa de combustível que foi cromada, bem como as maçanetas! (Depois arrumei e cromei só os puxadores, porém, graças a um erro no polimento, tive que voltar para o branco os puxadores..) Foto das buchas antigas que estavam totalmente detonadas e das buchas novas vermelhas e em PU, muito bonitas! Foto da suspensão no lugar e de um parafuso da roda quebrado. Vale ressaltar que nesse vídeo (que já é de Maio) eu já estava desesperado e esperançoso para pegar o carro, que eu só viria a pegar em Agosto, infelizmente.

Dessa vez, a notícia da era a pintura de diversas peças! Não posso deixar de rir da minha esperança ao achar que era, mais uma vez, o último vídeo até pegar o carro! Chegaram novas peças e eu conto sobre cada uma delas durante o vídeo! Foi nessa época que eu também descobri que a minha embreagem estava toda ferrada e quebrada, também descobri que o volante do motor precisava de um passe… Então eu percebi que teria mais um problema com o prazo, pois a desmontagem começou bem depois do previsto. Fazer o quê…

Aqui eu conto sobre o milha que eu comprei pra adaptar no carro, já que meus milhas antigos, apesar de muito bons de luz, foram para o espaço… Comprei também uma embreagem Exedy Stage 1 0Km na AllParts pra por no carro, já que a antiga foi embora também!

Nesse vídeo começou uma das maiores “novelas” desde que eu peguei o carro…

O coletor que veio no carro, quando eu o comprei, que pode ser visto no primeiro post, era um coletor já tubular, bem bacana, porém, que veio apresentando vários problemas com o passar do tempo. Fiz várias soldas em vão, os problemas sempre voltavam e o coletor estava com muitos furos, trincas e problemas… Resolvi então que encomendaria um coletor novo em Inox com um amigo do Sul que trabalha extremamente bem com esse tipo de material e faz diversos itens para donos de Eclipse do grupo do WhatsApp e do Facebook.

O problema é que o coletor não entrava de jeito nenhum no meu carro, provavelmente graças ao ângulo que o downpipe e a turbina faziam. O tempo que eu demorei pra descobrir isso foi absurdo e o resultado? As peças foram encomendadas em Fevereiro e só consegui pegar tudo pra instalar, exatamente hoje! Dia 24 de Setembro!

Seguem abaixo as fotos do coletor, das barras estabilizadoras, das tampas de fusível e velas, dos milhas antigos, de um compressor de ar-condicionado novo que comprei pro carro já que o meu estava com um vazamento no selo do retentor, milhas novos e da embreagem nova!

Aqui, um dos meus vídeos preferidos! O vídeo em que eu apresento o projeto dos faróis com duplo angel eye (Que vieram a dar problema.. Mas isso é assunto pra outro post!) e o painel MoMan (Definitivamente, uma das coisas mais lindas que um proprietário pode colocar no seu Eclipse)

Quando visitei a oficina, graças a uma ida a BH que tive que fazer por trabalho, aproveitei para fazer esse vídeo e ver o andamento das coisas! Ainda tinha muita a coisa a ser feita, o que destruía minha ideia de ver o carro ainda em Julho, porém, foi bom poder estar do lado dele depois de tanto tempo!

Vou parafrasear a descrição do vídeo, onde digo que:

“Resolvi fazer esse vídeo porque eu precisava explicar o motivo de alumas peças e alguns amigos pediram pra eu colocar aqui o gasto total.

Como eu disse no vídeo, de peças principais, chegou a mais ou menos R$ 21.000… E eu colocaria aí mais uns R$ 14.000 de mão de obra geral, contando quase tudo.. Somados aos R$ 33.000 da compra do carro eu diria que tudo até hoje saiu por uns R$ 68.000. Na minha cabeça ainda não é algo muito surreal porque muito carro de alto nível 2.0 custa mais que isso. Não pretendo gastar mais por enquanto, vou juntar dinheiro pra fazer o motor de forma impecável ano que vem e depois começar os preparativos pra chegar aos 350-400cv, que é meu objetivo ‘final’. (Se bem que é difícil falar de ponto final se tratando desse carro rs)”

Esse, definitivamente, foi um dos capítulos mais tristes. Fui até a oficina buscar o carro e enquanto eu testava o carro.. Vazou óleo da caixa de câmbio e descobrimos um rombo nela. Algo, por algum motivo, saiu com uma força absurda de dentro do câmbio e destruiu parte da caixa seca. Resultado: O carro teve que ficar lá na oficina e eu perdi 12 horas de viagem de ônibus (Ops, 24 horas, já que eu tive que voltar de ônibus também). A caixa de marcha foi aberta, o reparo na caixa seca foi feita, a caixa foi totalmente limpa por dentro e… Bem, rendeu algumas fotos bem bacanas ao menos!

Com esse vídeo, eu termino a série de vídeos aqui desse post, foi o último vídeo que eu gravei antes de ir pra oficina buscar o carro definitivamente!

Gravei o vídeo na minha casa em Juiz de Fora/MG e a qualidade está ruim pois usei a própria webcam do notebook.

Como eu não tinha muito para mostrar além da absurda ansiedade para buscar o carro e uma evidente tristeza por ter extrapolado em meses o prazo inicial, deixei algumas fotos do carro quando ele era do ex-ex-dono, em meados de 2010! Não vou postar elas aqui para não inflacionar (ainda mais) o seu plano de dados e para deixar alguma curiosidade no ar!

Acabou? Err. Não!

Vamos agora para a lista de peças que foram até hoje!

– Sensor de Fase

– Farol com duplo Angel Eye

– 3 Barras estabilizadoras

– Parafuso Biss

– Turbo Timer

– Almofadas para cinto de segurança

– Parafusos estéticos para o motor e para as rodas

– 4 Velas Iridium

– 4 Cabos de Vela VMS 10mm de Silicone

– Cabo do acelerador com remoção do piloto automático

– Compressor do ar-condicionado

– Tampa estética de velas

– Tampa estética de fusíveis

– Coletor em inox

– Downpipe em inox

– Kit Start Stop

– 3 Botões para o painel

– 2 Braços retos

– 2 Braços curvos

– Par de amortecedores traseiros Monroe

– Embreagem Exedy Stage 1

– Kit de buchas em PU

– Par de milhas com angel eye

– Volante do Lancer

– Painel Moman com Needles e Aros cromados

– Rolamento de embreagem

– Coifas da caixa de direção

– Reforma do Thermal do sistema de arrefecimento

– Kit de Correia Dentada + Tensionador Hidráulico + Rolamentos

– Bomba d’Água

– Placas personalizadas

– Manta térmica

– Capa superior da correia dentada HKS

– Blowoff Valve HKS

– Filtro de Ar K&N

– Cano d’Água

– 4 Bicos Injetores OEM

– Capa da correia dentada inferior

– Fundo do painel em fibra de carbono

– Spoiler lateral

– Adesivos originais

– Buchas da suspensão

– Vareta de óleo OEM

– Manopla de câmbio Shutt

– Caixa de Direção

– Central multimídia Pionner com telas no encosto

– Tampa de óleo Rallyart

– Polia do Virabrequim VMS

– Isqueiro iluminado Mitsubishi

Com certeza eu esqueci algumas muitas coisas, porém, é o que eu consigo lembrar de importante até então!

Provavelmente a leitura já está cansativa a essa altura! Após 7 ‘páginas secas’ de word e alguns muitos vídeos, você leitor, deve estar entendendo o que eu quis dizer com 90 minutos livres para ler este Project Cars!

Vamos então às considerações finais.

 

Considerações Finais do Post

Em primeiro lugar quero agradecer a todos que estão acompanhando a minha história com o carro. Sei que não é um dos carros mais apreciados do Project Cars. O PC é um projeto que extrai, dos carros da sociedade, casos cômicos e profissionais e, o Eclipse não é um carro muito comum aqui no nosso país, infelizmente são poucas unidades e pouca gente conhece/sabe mexer!

Gostaria também de pedir desculpas por eventuais erros de português ou comentários falhos sobre a mecânica do carro! Sintam-se na obrigação de me corrigir nos comentários!

Para o próximo Post, o #4, eu pretendo contar como foi a viagem de volta para Juiz de Fora e o que mais foi acontecendo com o carro até chegar no Post 5, que será escrito conforme o estado do carro no exato dia e onde apresentarei o meu projeto para vocês, o Eclipse Carputer (É interessante não fuçar no meu canal para não ver spoilers rs)

Senhores, carro velho é isso. Tem dias que eu odeio a existência dele e apenas queria queimá-lo, enquanto fico rindo com uma cara de psicopata. Em outros dias eu tenho vontade de abraçar ele chorando, dizendo que o amo. O fato é que, em como qualquer relacionamento, existem altos e baixos, o mais importante é colocar tudo numa balança, sem esquecer de onde veio a origem do amor! Claro que é um pedaço de lata, apenas uma máquina feita por humanos e para humanos, eu (e recomendo que vocês também) jamais colocaria o carro como prioridade na frente da minha futura esposa ou da minha mãe, porém, definitivamente, ele já é como um membro da família pra mim.

Pode ser que no dia do último Post, ele esteja na oficina, longe de mim, esperando que alguém resolva o seu mais novo problema, pode ser que eu nunca consiga deixar ele 100%, porém, morrerei tentando!

O52

Geralmente estamos nos odiando.

O53

Mas no fundo nos amamos.

Por Marcelo Polverari, Project Cars #384

0pcdisclaimer2

Matérias relacionadas

Project Cars #423: a história do meu Volkswagen Jetta GLI MkV home made

Leonardo Contesini

Projektovski Kars #134: começa a montagem e a preparação do Lada Samara

Leonardo Contesini

Focus Turbo: rollcage e upgrades para a estreia do PC #265 nas pistas!

Leonardo Contesini