Project Cars #455: a primeira fase da preparação/restauração da Volkswagen Caddy está quase pronta

Henrique Miranda 25 novembro, 2017 0
Project Cars #455: a primeira fase da preparação/restauração da Volkswagen Caddy está quase pronta

Fala, galera do Flatout, beleza?  Como diria Jack Estripador: “Vamos por partes.” Na minha primeira postagem, o meu  plano com a Caddy era leva-la ao BGT9 com o carro praticamente “CRU” 20 dias antes do evento.  O resultado? Sim! Ela foi pra Águas de Lindóia passar seus três dias na graminha sagrada!

Como tenho muita coisa pra mostrar,  essa segunda parte vai ser praticamente só do pré-BGT. Foram três semanas de correria extrema. Nem eu sabia que eu conseguiria  ficar tantas horas acordado pra montar esse carro…  Que ainda não está  finalizado, praticamente todas as etapas ainda tem detalhes a serem corrigidos e coisas que ainda nem começaram, então bora lá.

 

Funilaria e Pintura

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Inicialmente a o serviço de funilaria seria feita somente o necessário. Fazer pequenos amassados e pintar (de branco) só as partes reparadas. Mas ao começar os trabalhos vimos que sobraria pouca coisa do carro com a pintura original e que valeria mais a pena fazer uma pintura completa.

É nessas horas que o juízo vai embora e começamos a viajar nos tons de branco que poderíamos pintar pra deixar o carro mais exclusivo… dos  tons de branco já começamos a pensar em outra cor! Sólidas? Metálicas? Perolizado? Optamos por alguma cor sólida, e que tivesse no catálogo de cores da VW.

Pesquisando imagens de VW Caddy  gringas vimos varias em tons de cinza, o que seria uma boa cor de base para os adesivos que serão colados no baú no futuro. As cores prontas que estão disponíveis em casas de tinta são Cinza urano (aquele escuro do Fox, Gol, Polo) e um mais claro que é o Cinza Granito da linha VW 1994. Decidida a cor, se inicia a desmontagem.

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Ao retirar grade e para-choque surpresa: Arames prendendo o para-choque por não ter mais nenhuma garra de fixação e grade já foi toda remendada com sei lá que tipo de gambiarra. Lá vou eu correr pra comprar grade e para choque novos.

Quando eu vou ver um carro usado pra comprar não é de costume arrancar todas as borrachas pra olhar como a lata está por baixo delas, mas com esse carro eu aprendi que vale a pena “cutucar” essas coisas. Havia pontos de ferrugem embaixo da borracha na porta do motorista que eu nem imaginava. Táca a lixadeira Japinha (funileiro) e coloca outro pedaço aí.

Saem os trincos de banheiro e o de portão com o cadeado da tampa traseira e começa a funilaria das peças fora do carro.

Depois das peças serem pintadas na estufa, é a vez do carro todos. O pessoal da Mark4 costuma levar o carro pra cabine com rodas e pneus velhos pra não ter o risco de empoeirar qualquer coisa de primer, tinta, verniz… mas onde eles iriam arrumar quatro rodas “velhas” com furação 5×120? Desmonta e monta as rodas na cabine mesmo…

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A pintura da grade ficou por ultimo, o carro já está em condições de rodar e ir fazer a vistoria do Inmetro em Mauá.

 

Legalização

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Está feia com a grade branca, sem spoiler, grades e molduras dos faróis de neblina, além da suspensão  estar inacabada mais uma vez.

A primeira vez que levei o carro para a vistoria o principal motivo da reprovação foi a lanterna traseira quebrada, mas após 30 e poucos dias busquei ela no correio vinda da França. Mesmo sendo taxado em 60% ainda saiu metade do preço das concessionárias do BR.

Não me lembrava de ter ficado tão tenso esperando uma vistoria no carro… mas deu tudo certo. O documento já consta todas as alterações feitas no carro.

 

Cofre do motor

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Faltava carinho nas partes externas do carro e dentro do capô também. Muitos detalhes a serem melhorados e que ainda estão em progresso.

O cano de água do ar quente estava lotado de durepoxi, não sei por quanto tempo ele resistiu ali. O reservatório de líquido de arrefecimento estava totalmente laranja, nem dava pra ver se tinha água ou não. Todo o caminho do ar da admissão e o respiro do motor (PCV) foram substituídos por um filtrinho esportivo podre! Cabos de vela que eram todos presos com abraçadeiras plásticas. Essas foram as partes do cofre que eu mesmo dei um jeito agora a parte de refazer todo o chicote de fios ressecados e com partes descascadas… deixo  com o eletricista da Mark4 mesmo.

Todo o chicote do cofre foi refeito e isolado com acabamento de fitas de pano.  Alguns chicotes foram escondidos por baixo da “churrasqueira” e outros no painel frontal pra deixar o mais limpo e organizado possível. Suportes e prisioneiros que não tem utilidade no cofre foram retirados. O módulo de injeção que ficava por baixo da tal churrasqueira tomando chuva foi para dentro do carro e no seu lugar foi o novo reservatório do lavador de para-brisas.

A bateria também saiu do cofre e foi para o baú, deixando o cofre ainda mais vazio. O reservatório do fluido hidráulico da direção foi fixado perto do painel frontal,  pois depois de tirar o reservatório de três litros de água e a bateria, ele tinha ficado “sozinho” no meio do nada. Fixar ele mais pra frente foi a solução mais próxima do que seria o original. Ainda tem partes no cofre que devem ser melhoradas, mas em vista do que estava, o cofre melhorou muito!

 

Interior

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O que mais me incomodava no interior do carro eram os bancos. Horríveis de se ver e de sentar. Comecei a desmontagem de todos os acabamentos e forros de porta para lavar e limpar antes de remontar. Vou deixar o interior da Caddy estilo do Golf Mk3 com painel todo preto, porém só vou pintar quando tirar ele do carro para a instalação do ar-condicionado mas isso fica para os próximos capítulos dessa história.

Os forros de porta já foram pintados de preto e os auto falantes montados nos respectivos lugares. Pra ter o estilo Golf Mk3, bancos de Golf GTI 95/96 que estavam guardados no meu “armário sobre rodas”. Desmontei  os bancos para a lavagem das capas e fiquei impressionado com a sujeira… não sei como não sujava a roupa de quem sentava!

Montados os bancos no lugar, hora de outro “toque de GTi” o volante. Eu não achava feio o volante original, porém ele estava um pouco desgastado e meio molenga…  aí juntou o útil ao agradável. Parece um outro só com a troca dos bancos e volante, só dá pra lembrar que é ela porque a primeira marcha continua ruim de engatar — porque ainda não troquei o trambulador.

 

Suspensão

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Essa parte se resume a desmontar e montar o feixe de molas da suspensão traseira antes e depois de desarquea-los. É a parte que não conseguimos fazer sozinhos na oficina. Foram experimentadas varias formas de montagem das laminas. Pouco arqueadas com as duas lâminas, montadas com a curva pra cima, curva pra cima e calços… até chegar na altura que a meu ver ficou com o visual perfeito ficando um dedo do para-lama. Ficou linda de se ver, mas pra andar…

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Tiramos algumas fotos dela com a suspensão dianteira na regulagem mais baixa só pra ver o quanto abaixava. Ela nem saía do elevador.

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Em ondulações batia o grampo da mola na carroceria e pegava o pneu no para-lama. Como já faltavam menos de 12h para o BGT, a solução foi mudar a configuração das lâminas pra que a suspensão ficasse mais firme e aumentasse uns 4cm do vão entre pneu e para-lama. Assim ela ficou andável  sem bater nada em lugar nenhum durante os quase 400km.

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Nessa de tirar e colocar as rodas para ajustes na suspensão, as rodas que já tinham sido pintadas riscaram, sendo necessária uma segunda pintura. Na segunda pintura aproveitamos pra pintar o novo estepe e os freios na cor do carro.

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Com a nova furação o estepe original do carro não tem mais utilidade, e tirar o adaptador  com o carro no macaco num momento de emergência em que você está com o pneu furado não iria prestar.

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Garimpei uma roda avulsa de BMW na net pra ser o novo estepe. Pra fechar o pacote, center caps OEM BMW novos para as rodas.

 

BGT

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Como dito anteriormente, todas as etapas do carro ainda não foram 100% finalizadas.

O carro ficou apresentável, foi  e voltou tranquilamente para o BGT mas não está acabado, tenho muitas ideias para colocar em prática… o Project Car continua! Até a próxima.

Por Henrique Miranda, Project Cars #455

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