Project Cars #456: a história do meu Peugeot 106 Turbo

Luciano Augusto Agueda 4 novembro, 2017 0
Project Cars #456: a história do meu Peugeot 106 Turbo

Fala, galera! Vamos lá, minha história com carros começa desde pequeno sendo envenenado pelo meu pai, que por sua vez ganhou essa paixão de herança do meu avô — que também me serviu de inspiração, apesar do pouco tempo que passamos juntos. Acho que está no sangue.

Desde mulek eu ficava encantado com os carros do meu pai (que sempre foram mexidos), sempre ajudava ele a lavar e cuidar dos carros pra poder ficar mais perto e curtir aqueles momentos com meu pai e os carros. Em meio a muitos carros que meu pai teve, alguns marcaram minha infância: um Santana Executivo 1990 preto e um Opalão Diplomata Coupe 6cc 250S1982 e um Monza Classic 1989/90 (amo esse carro de paixão até hoje).

Aos 14 anos meu pai me ensinou a dirigir. Lembro até hoje. Era uma tarde de sábado estávamos na chácara da minha avó, foi quando meu pai me chamou de canto e fomos dar uma volta com a Caravan Diplomata prata 1986, linda demais, barulhenta pra caramba.

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Do nada ele parou no meio do caminho e me disse que estava na hora de aprender a dirigir. Nem pensei duas vezes: já fui pulando para o banco do motorista e como vivia fascinado olhando meu pai dirigindo já sabia tudo que devia fazer. Saí de primeira sem deixar morrer, mas acho que a excitação do momento fez com que eu desse aquela balançada de iniciante e deixasse morrer bem na porta da chácara.

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Nessa mesma época, não sei se posso contar como primeiro carro mas meu pai deu para mim e meu irmão um Buggy motor 1.6 ano 74 laranja. Eu manobrava na garagem toda hora, queria manobrar para lavar, manobrar pra carregar a bateria”, manobrar pra “escutar um som”, era meu carrinho de brinquedo tamanho família. Ficamos pouco tempo com ele mas o tempo suficiente para curtir bastante — o que pra mim foi a coisa mais foda de todas! E isso só aumentou minha vontade de crescer e ter meu carro o mais rápido possível.

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Dando um salto na história, chegamos aos meus 19 anos, em 2009. Os anos anteriores foram barra para minha família e tivemos de se desfazer de muitas conquistas e isso incluiu os carros do meu pai. Por necessidades da vida precisamos de um carro menor para uso geral, então meu pai tomou a frente e me deu um Celta Spirit 2010 completo. Ajudei ele a pagar as parcelas e usamos esse carro por alguns anos, colocamos acessórios básicos, rodas 14 originais GM somente para não rodas nas de ferro com calota, som fortinho pra sentir aquela onda sonora bacana tremendo o carro.

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Foi o nosso recomeço e agradeço a Deus por nos permitir reconstruir tudo passo-a-passo. Depois de dois anos e meio com tudo estabilizado, resolvemos dar mais um passo e como eu já não estava satisfeito com aquele 1.0 troquei uma ideia com meu pai e ele me ajudou a comprar um Santana Quantum 1994 1.8 Turbo forjado, tudo pronto e já legalizado. Era só sentar comprar um posto que tivesse bastante álcool e curtir. Assim o celtinha ficou somente para meu pai que deu mais uns upgrades nele colocando rodas de 15 polegadas e faróis de neblina.

Minha história “louca” de gastos com carros, velocidade e som forte começou com essa Quantum apelidada de Tum tum. Eu não desgrudava desse carro, curtia cada momento dentro dela, ia para todos lugares possíveis nem que fosse só na esquina. O tanque de álcool não durava nem 1 fim de semana, pra fala verdade nem o sabadão, mas até então era curtição. Foi então que começou a quebrar.

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Primeiro o câmbio, que acabou substituído por um câmbio de Gol GTi. Depois foi a embreagem de cerâmica, depois o cabo de embreagem, depois o de acelerador, depois por besteira bati na roda do carro do meu amigo, depois um taxista encostou na traseira e descascou o para-choque traseiro. Aí desgraçou tudo e perdi aquele tesão da Tum Tum e ao invés de sair com ela toda hora fui deixando ela parada toda hora, até que entreguei a chave na mão do meu pai.

Ele arrumou um Accord Coupe 1996, e quando viu eu estava desanimado com a Tum Tum, propôs uma troca. Aceitei na hora. Ele, que já não estava mais com o Celta, ficou com a Tum Tum.

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Peguei o Accord e logo coloquei umas BBS Infiniti de 17 polegadas. Tive que comprar por catálogo pois a furação desse carro, 4×114,3, era coisa que não tinha em loja alguma. Passei alguns anos com ele e não tive problema algum, mas cansei do visual do carro, e essas BBS já estavam virando populares demais. Por isso decidi mudar, comprei rodas Advan de 17 polegadas, que casaram perfeitamente com o carro. As BBS foram pra Tum Tum que estava com meu pai.

Nisso minha mãe estava com o Monza que meu pai havia ganhado de herança do meu avô (o Monza que eu falei no começo da história) mas minha mãe precisava de um carro mais novo para ir trabalhar. Como eu amava aquele Monzão pelo carro e ainda mais pelo fato de ter sido do meu avô, propus uma troca: entregaria o Accord e ficaria com o Monza. Ele topou.

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Como era um carro de uso tive que dar aquele up, polainas novas, aquela polida pra levantar o brilho novamente. Curti esse carro nesse por um bom tempo, lustrava ele toda sexta-feira para estar brilhando no fim de semana. Daí o amor por esse carro foi ficando tão enorme que fiquei com medo de andar com ele na rua. Foi quando apareceu a oportunidade de comprar um Fusca 1966 com motor 1600, branco, com Ragtop, rodas Castelinho de época.

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Quando quitei o Fusca, decidi comprar outro carro para usar e deixar o Monzão guardado. Nessa época minha mãe estava com um Civic ELX dourado 2002/03. Propus que ela me vendesse, eu compraria outro para ela e iria pagando as parcelas. Assim comprei meu Civic.

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Passei um tempo com ele, curti demais, mas o carro era automático e eu queria algo a mais, queria aquela sensação que o carro manual trazia. Comecei a pesquisar. No começo queria um Corsinha, mas todos que eu olhava estavam muito baleados e com quilometragem, até que resolvi olhar tudo quanto era carro naquela faixa de valor e achei o Peugeot 106. Comecei a pesquisar mais sobre esse carro, ver vídeos, imagens, reportagens, e aquela ansiedade de ter um começou a me dominar e aumentava a cada pesquisa. Quando disse pro meu pai sobre me desfazer do Civic pra pegar um 106 ele me achou louco, minha mãe que nem entendia muito de carro falou que eu estava maluco, meu irmão só balançava a cabeça mas sempre me apoiou em tudo.

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Então decidi e fui atrás do meu 106, olhei uns seis carros nenhum que eu olhava sentia que era pra ser meu, até que cheguei no sétimo 106, quando cheguei na casa em que ele estava olhei na garagem e já senti que era ele. Os bancos estavam zoados, a pintura queimada em algumas partes, o câmbio com barulho, volante se despedaçando, mas sentia que ele já era meu e tinha que ser ele, tanto que negociei e paguei sem nem mesmo andar com o carro.

Assim começa a historia do meu Projeto #456.

Quando levei meu pai para ver o carro, ele olhava aquela situação e só balançava a cabeça incrédulo. Os bancos estavam zoados, a pintura queimada, o câmbio com barulho, o volante se despedaçando, mas ele disse: “Se é o que você quer, então faça”. No mesmo dia voltei com o dinheiro e saí andando com o carro — que acabou batizado de El Pulga pelos amigos, pois o carro estava só o pó!

Mas para mim era o início dos meus sonhos, ter um carro que eu pudesse mexer, planejar, montar do meu jeito e ter meu primeiro projeto. Então com o 106 na mão começaram as modificações, lógico, bem devagar pois a grana tava curta.

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Os primeiros ups foram uns tapinhas no visual: pintei as rodas coloquei uma towstrap e mantive o filme que veio nele. Rodei uns meses assim até juntar o dinheiro para montar a suspensão, mandei trocar tudo preparei os amortecedores e troquei as molas, não baixei muito — nunca foi minha ideia pois usava ele como daily e queria uma suspensão boa e mais firme pra colocar nos track days.

El Pulga 2º Setup.5

Passaram mais uns quatro meses curtindo o carro e estudando cada vez mais o projeto, levantei uma grana e parti para rodas, comprei as aro 15 do Peugeot 406 eram na cor grafite brilhante lindas demais. Para os pneus minha escolha foram os Achilles ATR Sport 165/50 R15. Eles têm muita aderência, são muito confiáveis.

Um mês depois fui a um evento de arrancada em Taubaté. No caminho meu carro ferveu. Esperei esfriar, completei a água e fui até o evento pois não faltava muito para chegar. Quando cheguei abri a tampa do cabeçote só para olhar a situação e topei com aquele belo café-com-leite bem servido no meu cabeçote. Curti o evento e me planejei para ir embora mais cedo, pois eu me neguei a pagar um guincho com o dinheiro que eu nem tinha. Começamos a viagem de volta e meus amigos me escoltando, paramos várias vezes no acostamento só completando água no motor.

Juro não sei como, mas o Pulga aguentou. Ou não, porque ele chegou em casa fazendo um barulho lascado depois de três horas e meia de viagem e parando em tudo que era posto e acostamento no caminho para esfriar o motor. Quando parei o carro na garagem de casa, meu pai abriu a janela e falou: “Que m**** você fez no carro? Parece que o motor está batendo!”

Sem saber se estava feliz por ter chegado em casa ou se estava triste pois com certeza tinha dado m*, fiquei quieto e expliquei a situação para meu pai. O Pulga, coitado, ficou ali parado na garagem por 1 mês, até que meu aniversário começou a ficar mais próximo e ganhei o conserto como presente. Foi assim que meu 1.0 virou aspro.

Fiz aquela receitinha básica: rebaixei cabeçote, troquei o TBI original por um de Golf, coloquei um escape com ponteira de inox de 2,5 polegadas, aquela que você olhava para o carro e via primeiro o escape e depois o carro, e uma reprogramação na ECU do motor.

Aquele “1.0” manco havia ficado espertinho e eu, besta pra caramba, achava que podia dar uns acelero com Deus e o mundo. Levava pau de vários carros, mas tava ali firme e forte. Usei esse setup por um ano mais ou menos, enquanto juntava mais uma grana para investir. Tirei o filme e o Pulga já mudou bastante, depois comprei os bancos do AX mandei trocar espuma e tecido pra ficar do jeito que eu queria. Em seguida mandei pintar capô e o porta-malas, que eram as áreas mais criticas da pintura. Quando fui à oficina ver como estava o andamento, vi o Pulga todo lixado e a maior parte no primer. Como eu não tinha mandado fazer nada daquilo e meu dinheiro estava todo destinado ao próximo passo, que era o swap, fui tirar satisfação com o dono da oficina. Ele disse que meu pai passou lá e mandou pintarem o carro todo, que ele acertava o resto. Foi meu presente de Natal.

Agora totalmente pintado, interior novinho, com rodas e pneus novos faltava o detalhe que eu mais amo no carro, me apertei um pouco depois da reforma mas comprei mesmo assim, foi o par de milhas Hella com capas brancas. Assim ficou como eu queria de estética.

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Nessa época conheci minha atual namorada, e ela adorou o carro desde o começo mesmo não andando nele e vendo só por fotos. Desde então ela tem sido uma das pessoas da minha família que tem me apoiado. Como investi no carro e gastei uma parte do dinheiro do swap, andei mais um ano com ele assim, enquanto juntava dinheiro pro swap e eu e minha namorada curtimos muito ele ainda “1.0”. Nesse meio tempo comprei as rodas que eu sonhava pra meu projeto as réplicas das Volk tala 7,5 deixando o visual que eu queria, com os pneus meio stretch.

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Bom, depois de todo esse tempo juntando a grana, resolvi que era a hora de comprar as peças e montar o swap para colocar no carro. Isso foi no ano passado, por volta do mês de agosto, então comecei com o motor que gerou muitas criticas e debates de vários amantes de Peugeot, mas como eu nunca liguei muito para oque falavam e sim para realização do meu sonho entrei de cabeça no meu projeto. Comprei o motor 1.4 8v do 206, com 82cv originais.

Foi quando me apareceu uma oportunidade de comprar mais um 106 mas totalmente desmontado, que acabou apelidado de Joaninha por mim e pela minha namorada, mas esse 106 foi só perda de tempo e gasto de dinheiro pois acabei comprando meu segundo motor 1.4 8v do 207 porque decidi montar o Pulga para daily e a Joaninha para track day, mas nada disso aconteceu.

Projeto para Joaninha

Antes mesmo que eu pudesse terminar de montar o pulga vendi a Joaninha e o motor do 206 moonlight. Apartir desse momento foquei totalmente no Pulga, voltei então ao projeto que tinha em mente. Com o motor 1.0 fora do Pulga e o 1.4 8v encaixado no cofre começa minha historia de espera e compra de peças e guincho pra lá e pra cá e nada de ficar pronto e aquele mar de dinheiro indo embora. Eu ficava cada dia mais agoniado.

Pois então, com o 1.4 no cofre do Pulga depois de um mês, pois a oficina estava lotada, pude mandar o carro para fazer a pressurização e lá ficou por cinco meses, pois a oficina também estava lotada e cada peça do Pulga devia ser feita sob medida pra ele. Foi feito o coletor pleno, corpo de borboleta, flauta, pressurização, tubos de água, reservatório de água, intercooler, radiador, encaixe da turbina (na época uma T2), suporte adaptado para deixar funcional o câmbio do 1.4 e e surge tank. Depois dos cinco meses de agonia o Pulga foi liberado. A espera valeu a pena.

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No mesmo dia que o carro foi liberado enviei para o eletricista ligar a FT250 que eu havia comprado. Aliás, saí comprando sem perguntar nem nada, assim simplesmente porque eu queria ela. Nunca faça isso: o Pulga usa roda fônica e a FT250 não le roda fônica. Comprei então uma FT300 mas, como não se bastasse, eu não sabia que essa FT precisava da Spark Pro. Toca eu atrás de uma Spark Pro 2.

Agora sim, tudo certo para montar a parte elétrica.

Compradas todas as peças, e com o Pulga no auto elétrico havia semana, ganhei de aniversário uma turbina K16 novinha na caixa do meu pai e do meu irmão, algo que me permitiria mais pra frente chegar próximo aos 200 cv. Não conseguia acreditar que eles tivessem feito aquela surpresa para mim, meus olhos encheram de lágrimas e comecei a abraçar os dois pois já estava no final do meu projeto e fechar com chave de ouro assim era tudo que eu mais queria.

Começou a montagem do carro que se estendeu por mais um mês — novamente por conta da oficina estar lotada e meu projeto precisar de uma certa dedicação. Após esse tempo com o carro liberado, mandei novamente de guincho para o preparador finalizar os ajustes, rever toda montagem e ligar o carro.

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Todo esse processo levou mais dois meses. Faça as contas comigo: nove meses se passaram para o carro ficar pronto, e nesse período eu não pude ficar a pé, lembra do Fusca 66 que eu tinha? Então, troquei ele com meu pai em uma Marajó 86 que transformei no meu daily, coloquei umas rodas tala 8 aro 15, tive que colocar uma barra regulável para ajustar o eixo traseiro no centro pois elas estava baixa, coloquei um volante novo, som e um escape JK e direto ate o final, me diverti com ela até o Pulga ficar pronto e se vocês puxarem aí na memoria vão lembrar tambem do Monza que eu e meu pai herdamos do meu avô nesse tempo ele passou por uma reforma para voltar ao setup original de quando era do meu avô, desde então ele está guardado na garagem.

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Com o Pulga pronto era só levar para o dinamômetro, fazer os ajustes e tirar a cavalaria. Pense em uma pessoa ansiosa. Eu mal conseguia prestar atenção no trabalho. Olhava o relógio contando as horas para buscá-lo. Quando ela chegou, passei na oficina, busquei meu preparador e fui direto pra lá. Chegando lá amarraram o Pulga, eu ali de fora só olhando, depois de alguns minutos de ajustes ligaram a tela para que pudéssemos ver a potência do Pulga e minha ansiedade só aumentava, como o miolo do motor continuou original decidimos deixar ele com uma pressão baixa para iniciar. Ajustamos para 0,5 bar de pressão, e o ajuste final deu 144 cv na roda isso da aproximadamente 165 cv motor.

Com o Pulga na garagem saindo só de fim de semana, decidi vender a Marajó e comprar um carro mais econômico e confiável para ser meu daily. Foi como comprei um Corsinha 98 edição Nelson Piquet, apelidado de Mostarda.

Mas se você pensa que a história termina aí… você está enganado. Umas semanas atrás fui sair com o Pulga para um evento de Peugeot que ia rolar lá no Box 54. Estava super animado, era apenas a quinta vez que eu estava andando com o Pulga. Fui então buscar minha namorada para me acompanhar no evento.

Estava na Dutra a caminho da casa dela a uns 110 km/h de quinta marcha a 0,5 bar de pressão na turbina, estava andando de boa pois recebi recomendações que deveria amaciar o motor antes de qualquer acelero excessivo. Sabe aquela sensação de que tem algo errado e que vai dar merda? Escutei um estouro e a fumaça subiu, no reflexo desengatei o Pulga, tirei o pé do acelerador e desliguei o carro, no embalo fui para o acostamento.

Quando parei o carro desci e olhei para trás, vi aquele rastro de óleo e no meio da Dutra uma peça jogada, tranquei o carro e corri para pegar a peça para não causar nenhum acidente, quando voltei para o carro com a peça na mão sem entender nada, vi que era o motor de arranque que havia sido arremessado. Abri o capô não vi nada por cima, foi então que olhei por de baixo do carro e não parava de escorrer óleo mas mesmo assim ainda não dava para ter noção do que havia acontecido, então coloquei o triângulo a uns metros do carro e sentei na lateral da pista e por alguns minutos fiquei olhando para o Pulga sem reação alguma. O caminhão da CCR apareceu para me levar até o posto mais próximo. Ao levantar o carro com o guincho do caminhão da CCR pude ver que a parte de baixo do bloco estava com um buraco. No posto liguei para o guincho me levar ate a oficina do preparador, chegando lá constatamos que a biela do quarto cilindro havia quebrado, a mesma girou e arrebentou com o bloco por inteiro, chegou até a cortar parte do cárter.

O que posso dizer? Não sei a causa, e por alguns dias fiquei sem saber que rumo tomar com meu projeto, mas um amigo me disse se você conseguiu conquistar sua meta e apareceu uma pedra no meio da reta final supere-a! E é exatamente isso que irei fazer! Esperem o próximo capitulo pois o El Pulga voltará melhor e mais forte!

Por Luciano Augusto Agueda, Project Cars #456

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