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Project Cars Project Cars #474

Project Cars #474: a história do meu BMW 323ci E46

Um belo solo de Jimi Hendrix tocando na caixa de som, itens pessoais colocados ao lado do computador e celular no silencioso. Espero que estejam confortáveis também, pois aqui vamos nós para o nosso quinto, mas não o último, Project Cars!

Aos que não me conhecem, deixem apresentar-me. Luiz Fernando Lopes de Oliveira, o policial sem noção de 29 anos que já emplacou os Project Cars #69, #211, #315 e #414 neste sítio eletrônico automotivo!

Graças a uma melhora rápida e quase que milagrosa de minha esposa, pude organizar a vida, a casa e fixar em mais uma vez minha paixão automotiva, mas não sem antes formalizar meu relacionamento com aquela que quase não sobreviveu à última desventura, e ainda assim permaneceu ao meu lado. Assinamos e formalizamos o laço matrimonial no dia 5 de agosto do passado ano!

Voltando ao que vim contar, e apresentar aos senhores, começo a história.

Pouco antes do dia do acidente, meu irmão solicitou para que desse minha opinião acerca do mundo Bávaro, uma vez que ele, ao ver tanto eu, quanto meu pai, com um exemplar da hélice na garagem, cogitou a idéia de também entrar no mundo da divisão de peso ideal. Na cabeça dele, uma Compact E36 era a melhor opção, mas eu queria algo mais exclusivo para meu irmão, e encontrei o anúncio de um cupê da geração seguinte.

FlatOut 2018-03-25 às 13.52.10

Ele negou na hora, uma vez que é um carro raro em terras nacionais, e ficou com medo de não conseguir peças de reposição/preparação, preterindo ela em função da compacta que tanto sonhava.

Passada tal conversa, escolha por parte dele e todo o imbróglio causado pelo acidente em 04 de junho, fiquei um tempo focado em cuidar de minha mulher, só voltando a pesquisar algo após a total melhora dela, e após vender o que restou da minha cupê E36, objeto do último Project Cars.

Mas tal pesquisa não foi por carros novos e compactos, com centrais multimídias e rodas diamantadas. Foi por outra BMW, em específico, aquela que vislumbrava para meu irmão. Como já tinha conversado com o vendedor, sabia de todos os problemas dela e o valor já havia sido acertado, foi só firmar a decisão, receber uma ajuda financeira de meu pai, a quem muito agradeço, tanto pelo gosto com carros, quanto pelo apoio dado em todos os momentos difíceis passados, e combinar a data de buscar a mais nova integrante da “família”.

No começo de julho, e após a esposa estar em bom estado físico, pegamos um avião e fomos para o Rio de Janeiro, distante 1000km de minha cidade, para passear e formalizar o negócio, voltando com a E46. Vi o carro, os defeitos, fiz a transferência, o seguro e aproveitei o resto da estada, até voltar para o interior do Paraná.

Como já sabia que o carro possuía, dentre outros detalhes, o pára-brisas trincado, encomendei em São Paulo um objeto novo na UniGlassBR, na vila Carrão, combinando de que passaria perto da hora do almoço para realizar a troca. Não foi bem como planejado, uma vez que um pneu estourou na estrada, me fazendo terminar a viagem com o estepe, e fiquei sem gasolina por conta do marcador ter ficado louco, marcando ¼ a mais do que realmente tinha no tanque, mas ao fim do dia (19hs), estava pronto para iniciar meu retorno.

Vidro 2 Vidro 1

Claro que São Paulo, às 19 horas, para atravessar seus 37km até alcançar a Rod. Castelo Branco, não foi fácil, nem rápido. Conseguimos passar por Barueri já depois das 21h, chegando em casa por volta das três da madrugada do dia seguinte.

Um novato no mundo BMW se assustaria ao pegar um carro como o que escolhi. Pára-brisas trincado, luzes de sistema de monitoramento de air bag, sensor de pastilha e emergência de câmbio acesas, tranco ao tirar o pé do acelerador ou passar da “D” para o “R”, porta itens com esteira quebrada, pára-choques com marcas, dentre outros pormenores, como borrachas com detalhes, forro de teto soltando, insulfilm descolando e o fato de o carro já ter 18 anos de fabricação, passando pela mão de “sabe-se lá” quantos donos.

O insulfilm ruim, por sinal, me rendeu mais uma peça quebrada. Ao arrancar ele dos vidros dianteiros, na pressa de ter um carro mais apresentável, acabou que a cola do produto ficasse grudada. Como eu usava o mecanismo elétrico do vidro o tempo todo, ele passava pela birracha e travava. Resultado? Em uma dessas utilizações, estourei o elevador do vidro, que o próprio pessoal da UniGlassBR travou no lugar, para que eu conseguisse voltar para casa e arrumar tal problema.

Mas voltando. Eu, depois da escola que foi a E36, via tudo aquilo como um exercício repetido, algo já aprendido e somente precisando de alguém como eu para botar tudo nos eixos, e dar à linda carroceria de duas portas o seu devido valor!

Mas isso é um assunto para um próximo capítulo, que contarei a parte de manutenção do “Banguela”, e todas as diferenças que existem de uma carroceria coupe/cabrio para todas as outras E46.

Projeto 2 Projeto 1

Por hora, posso adiantar que este PC se tratará de colocar nossa E46 nos trilhos, resolvendo problemas, melhorando a estética e fazendo dela uma bela base para a preparação pesada, objeto de uma nova chamada do Project Cars. Quem sabe, por engano, não surge um câmbio manual até o último post!?

Até a próxima!

Por Luiz Fernando Lopes, Project Cars #474

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