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Project Cars Project Cars #478

Project Cars #478: a história do meu Subaru Impreza AWD

E aí, galera! Beleza? Primeiramente queria agradecer a todos que votaram no meu projeto e me permitiram usar esse espaço para mostrar um pouco do meu carro. Os Project Cars sempre foram, para mim, uma grande inspiração, principalmente o #215 do Subaru Impreza “Mendigo” que foi restaurado e o #80, do Tiago Máximo, que foi rifado para o grande Márcio que hoje é um dos meus bons amigos do Clube Subaru. Sempre via os projetos e ficava louco para começar o meu. E então chegou a hora!

Meu nome é Vinicius Malveze, sempre gostei muito do mundo automotivo, e principalmente dos carros importados dos anos 90, especialmente os da terra do sol nascente (tanto carro para gostar, tinha que ser bem esses?). Mas não foi por acaso. Meu pai sempre teve carros importados dos anos 90 (Suzuki Swift GTi 1.3, Daihatsu Feroza 1994 e Kia Sportage 1999 são alguns exemplos) pelo simples fato de serem completos, mais baratos e muitas vezes não tão caros de manter como imaginam. Fora que para mim, nessa época, havia bastante criatividade e muita inovação tecnológica por parte das fabricantes.

O meu pai sempre teve jipes, e eu sempre gostei muito, mas queria algo que me trouxesse uma sensação de esportividade na hora da direção, e que não fosse um carro normal qualquer, eu queria algo diferente. Decidi juntar a paixão 4×4 do meu pai com minha vontade de ter o conforto e esportividade (dadas suas devidas proporções) de um carro de passeio… Decidi que meu primeiro carro seria um Subaru Impreza de primeira geração, pois além de ser 4×4 (o meu modelo), era uma lenda dos ralis, dando aquele ar esportivo que eu procurava, e também pelo motor boxer, que proporciona um ronco maravilhoso e um centro de gravidade baixo, tornando a direção muito mais agradável.

 

Começando a jornada

Agora que já me apresentei e citei os motivos para a minha escolha totalmente irracional, vamos ao que interessa! Bom, já havia escolhido o carro, já tinha juntado boa parte da grana, comecei a procura pelo carro. Achei um Impreza GL 1.8, com tração integral, ano 1996 com aproximadamente 143.000 km. Carro todo original com exceção de um filtro esportivo cônico K&N Typhoon e escape direto do catalisador pra frente de 2”, com um abafador Luzian corpo de 6” e saída de 4,5”. Também tinha um histórico de manutenções legal, alguns detalhes de funilaria, mas nada que comprometesse a integridade do carro. Então, pela bagatela de R$12.000, no dia 7 de março de 2017, eu era o mais novo proprietário de um Impreza! Todo feliz da vida!

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Ignorem os mudflaps de Scania, por favor

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Olha o tamanho desse filtro gigante

Coincidência ou não, mas quando cheguei em casa com o carro pela primeira vez, ao lado da minha vaga estava um Lancer GTi, 1995, que eu nunca havia visto no condomínio antes, tive que registrar o momento, afinal, a rivalidade entre os modelos é histórica.

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Lancer GTi e o meu Impreza

Vale ressaltar que esse foi o primeiro e único Impreza que eu fui ver, ou seja, não façam isso! Eu não tinha parâmetros de comparação, não sabia se algumas coisas que sentia no carro eram normais ou não, o carro tinha uma trepidação do motor que eu não fazia ideia do que podia ser, e meu palpite nem de longe estava certo. E mesmo assim abracei o Subaru, achando que estava fazendo um bom negócio em um carro integro, que ao longo do tempo me mostrou não ser um GL comum, mas sim um verdadeiro STI (Super Tranqueira Importada).

Me arrependo disso? Nem um pouco, pois com esse carro eu aprendi muita coisa, fiz muitos amigos (galera do GCMáfia tamo junto! Melhor grupo de Subaru do Whats!) e com certeza não saberia nem metade do que sei hoje se não fosse por ele.

Como mais uma das coincidências da vida, eu estava no trabalho e chegaram dois clientes, separadamente, cada um com uma Forester, considerei um mini encontro. Mas só para mim, entusiasta, pois para os clientes eram apenas carros.

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Forester, Forester e meu Impreza ao fundo, estacionado na rua

 

As diferenças entre os Impreza de primeira geração

Para explicar melhor o que eu pretendia fazer nesse carro, vou explicar algumas diferenças entre os Impreza de primeira geração, já fica como informação útil para quem um dia pretende adquirir um carrinho desses.

Os Impreza de primeira geração que chegaram ao Brasil são modelos fabricados entre 1993 e 2000. E há algumas pequenas diferenças entre esses modelos. São comumente chamados de GC os Impreza Sedan/Coupe (sim, temos alguns raríssimos Impreza Coupé no Brasil) e GF os Impreza Wagon. Também temos a versão GT, que nada mais é que um WRX da época. Essa nomenclatura GC e GF vem do nome do chassi.

Os primeiros, de 93 e 94, são equipados com motores 1.6 e 1.8, na versão 4×2 e 4×4… Os faróis possuem acabamento arredondado, o capô é liso e a grade é fechada.

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Os Impreza de 95 e 96, são basicamente iguais ao anterior, porém com algumas diferenças de sensores e a grade frontal mais aberta, que originalmente era o meu carro.

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Já os Impreza 97+ passaram por um facelift, que em minha opinião são muito mais harmoniosos, e também uma série de modificações mecânicas e de elétrica/eletrônica. São equipados com motores 2.0, os famosos EJ20. Há algumas versões com outros motores também. Além de modificações no coração do carro, o interior também foi completamente inovado nos modelos 98 a diante, são muito mais sofisticados e funcionais.

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Os Impreza GT também tiveram lá suas diferenças, e a minha dúvida era me basear ou no Impreza GT 96 e manter a estética compatível ao ano do carro, ou partir para algo mais radical e fazer uma cópia dos GT 2000… Lembrando que eu sempre curti mais uma pegada OEM, não quis fugir muito da originalidade do GT, por isso queria montar algo mais próximo ao original possível…

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Impreza GT 96

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Impreza GT 2000

A alternativa mais barata seria o GT96, pois seriam menos alterações a serem feitas, mas esteticamente o GT2000 me agradou muito mais, então fiquei nesse impasse do que fazer. Portanto já que não sabia o que fazer, não fiz nada, resolvi acertar o carro que estava precisando de cuidados.

 

Começando a mexer no carro

Bom, quando peguei o carro, a primeira coisa que precisava fazer era colocar um som básico, pois estava sem. Logo na primeira semana encostei em uma oficina de som automotivo perto de minha casa e pedi para que tirassem os faróis de xenônio (além de não curtir muito a cor, ainda não tinha feito a vistoria da transferência) e instalar um sonzinho básico com um módulo Falcon que eu tinha encostado, só para melhorar um pouco a qualidade.

Resultado: o módulo estava queimado, e mesmo assim instalaram, ficou ridícula a qualidade, além de que o serviço foi extremamente mal feito: um monte de fios soltos pelo caminho, positivo saindo da bateria e indo sabe-la para onde. Enfim, pedi para ele tirar o módulo (que na verdade depois percebi que só desconectou os fios dele e largou ele lá) e não voltei nunca mais lá. Pelo menos agora eu conseguia ouvir umas músicas. Aproveitei também para tirar os envelopamentos das luzes de posição e setas, além de trocar algumas lâmpadas que estavam queimadas.

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Nesses momentos descobrimos algumas gambiarras, dessa vez descobri que o soquete da lâmpada da luz de posição do lado esquerdo era adaptada e foi fixada com massa epóxi, e por ter sido mal feito, infiltrava água na lanterna. Mas tudo bem, são coisas que já esperava encontrar no carro.

Alguns dias depois fui ao meu primeiro encontro, o conhecido “Encontro Nacional do Clube Subaru São Paulo”, que acontece todo primeiro domingo do mês em São Paulo, no estacionamento do estádio Pacaembu — exceto em dias de jogos ou eventos. Nesse encontro, conheci muita gente, galera super gente boa que me deram muitas dicas do carro. Também abaixaram minha auto-estima com um monte de Subarus lindos, comparados ao meu que até então tinha um monte de detalhe de lata e rodas de ferro.

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Meu carro e ao lado o GC do meu amigo China Oura, que conheci através do grupo do Clube Subaru no facebook… Fomos juntos de São Bernardo do Campo até o Pacaembu

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Conversando com a galera no Encontro, falando sobre a trepidação do meu carro, várias pessoas me falaram que o problema da minha marcha lenta bagunçada poderia ser o filtro cônico, que não foi bem adaptado e o sensor MAF poderia estar numa posição que passaria informações erradas ao módulo. Além do fato de que a caixa de Inox em volta era apenas apoiada, e com a trepidação, parecia que o carro estava desmontando na frente com as batidas do Aço na carroceria. Foi então que comecei minha saga em busca da caixa de filtro de ar e do tubo no qual o MAF vai parafusado.

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Meus amigos… se eu tivesse a informação inicial desse post, sabendo das diferenças dos Impreza, teria sido tudo mais fácil. Primeiramente comprei uma caixa de ar e o tubo do intake e não veio a tubulação do MAF, depois comprei o tubo do MAF que era dos Impreza 93/94, metálico, e não bateu a furação do meu MAF, e por fim, comprei um MAF que depois que descobri que era dos 97+, logo os valores também não eram corretos. Ou seja, 93/34 é um MAF, 95/96 é outro e 97+ um terceiro modelo diferente. Não são iguais!

Vou buscar sempre passar valores para vocês, para poderem ter noções dos gastos que estou tendo ao longo do projeto… Consegui achar o kit da caixa do filtro de ar + mangueira da TBI na OLX pelo valor de R$150 já com frete. Nesse valor não estava incluso o tubo do MAF, que até então ainda não tinha encontrado, sempre queriam vender com o sensor MAF junto, e o valor ia lá pra cima.

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Porta-malas com um monte de peças, óleo, o módulo falcon queimado e tudo mais

Fiquei rodando com o carro da forma que estava até achar as peças que precisava, nesse meio tempo fiz duas aquisições interessantes para o projeto, a primeira foi um coletor unequal de Impreza GT. Para quem não sabe, o barulho característico dos Subaru vem através do coletor Unequal, que possui uma de suas saídas mais longas que a outra, criando uma turbulência no escape e gerando aquele som maravilhoso. E era isso que eu estava buscando.

Esse coletor me custou R$500,00. Adquiri com o Gico, um cara fanático por Subaru, que tem absolutamente tudo que você precisa. Se ele não tem, ele consegue arrumar um pra você. Mas tinha um porém, era para GT, ou seja, motor turbo, e o meu era aspirado, portanto teria que adaptar a curva de saída do escape, além de uma adaptação na entrada por conta da flange e também do agregado da suspensão, motivo pelo qual o coletor ficou encostado durante muito tempo (mas isso foi ótimo, falaremos mais em outro post).

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Coletor simétrico, original do meu carro

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Coletor unequal, do Impreza GT

Outro belo dia, estava navegando no facebook no grupo do Clube Subaru Brasil quando me deparo com um anúncio de um jogo de rodas originais do Impreza GL, 14”, por míseros R$100. Isso mesmo, apenas R$100 o jogo com as quatro rodas. Fui buscar as rodas em Interlagos, levei-as e fiz um amigo, Pietro, que possui um GC98 totalmente original, algo raro de ver hoje em dia. As rodas estavam um pouco judiadas, mas logo que peguei já as deixei numa oficina de reparação de rodas próxima ao meu trabalho para reformar, chamada V Central Rodas e Pneus, serviço ótimo, preço honesto.

Note que havia um pequeno quebrado no canto da roda, mas que foi consertado facilmente pela oficina

Deixei as rodas para reformar numa sexta, sendo que no fim de semana teria encontro mensal de novo, seria meu último encontro com rodas de ferro. Estava animado, pronto para o fim de semana. Então era só curtir o encontro, certo? ERRADO!

 

Começam os problemas, e mais aquisições

Já ouvi em muitos lugares dizendo que Subaru é carro que vive em mecânico e tudo mais, e eu estou aqui para dizer que o meu carro sempre me surpreende positivamente, e vocês vão entender o porquê logo logo.

Estava voltando do trabalho, uma sexta-feira, fim de semana do encontro mensal no Pacaembu, quando de repente começa a subir uma fumaça sinistra de debaixo do painel. Desliguei o carro e meu pai, que estava comigo, abriu o capô para ver se havia algo errado na parte da frente já com o extintor na mão. Aparentemente não havia nada de errado.

Para não correr o risco de problemas maiores, “guardei” a chave no bolso e empurramos o carro até uma loja ali perto. Meu pai foi a pé buscar o jipe dele para puxarmos o carro de volta pro trabalho e largar ele lá (a nossa sorte é que havíamos acabado de sair de lá, coisa de nem 1km de distância, e que também o jipe dele ficou no trabalho. Nós trabalhamos juntos e temos essa tranquilidade de poder deixar um carro no trabalho). Então bora puxar o GCzinho de volta.

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Puxando o GC com a Sportage 99 do meu pai, essa daria um outro project cars também

No dia seguinte fomos averiguar o que poderia ter acontecido com a jabiraca, tiramos o banco do motorista fora, a parte inferior do painel, e tcharam: um monte de fios derretidos.

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Bom, eu sou um completo inútil quando o assunto é elétrica automotiva. Só sei que meu pai chegou a conclusão de que o problema era no alarme, numa região que passava uns fios do som. Fios do som? Lembra o que eu falei sobre a instalação do som desse carro, que deixaram tudo mal feito? Fios soltos? Coincidência o problema? Acho que não, mas não era nada que eu pudesse provar. Enfim, isolamos o alarme e o carro ligou perfeitamente, sem nenhum outro curto, fumaça ou coisa pior. Deu para curtir o fim de semana com a galera no encontro. O carrinho me surpreendeu positivamente pela primeira vez.

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Fiquei feliz que o curto foi algo simples e até dei uma ducha nele

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Encontrinho show!

Tinha visto um anúncio de um aerofólio original dos modelos GL e resolvi comprar pelo preço de R$150, para dar uma quebrada no visual basicão do GC. Me entregaram no encontro também.

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Essa é uma foto ilustrativa do aerofólio, não tenho fotos dele fora do carro

Na mesma semana, peguei as rodas da reforma…

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Reparem na rodinha ali pendurada, nem fizeram surpresa

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Deixei o carro para fazer a troca das rodas e fui almoçar num restaurante logo na frente da oficina, todo ansioso para voltar e ver o carro com os sapatinhos novos.

Porém, quando retornei do almoço, tive a infeliz notícia que as porcas que estavam no meu carro não entravam na nova roda, e para isso eu teria que achar porcas na internet ou com algum amigo subarista. Quando pesquisei na internet, o preço era de aproximadamente 15 reais por porca, lembrando que o meu Subaru possui furação 5×100, ou seja, seriam 20 porcas. Quase três vezes o valor das rodas só em porcas. Então tive a feliz notícia que as porcas do nosso velho conhecido Corcel II seriam equivalentes. Comprei o jogo das 20 porcas por um valor muito mais em conta, por volta de R$70. Sempre pesquisem as peças, mesmo que você tenha um carro que seja importado, as vezes muita coisa é intercambiável com modelos que temos aqui no Brasil.

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O mesmo vizinho da Lancer, agora com um Colt, pelo visto apaixonado por Mitsubishi

Também levei o carro numa outra casa de acessórios, dessa vez com muita recomendação, para averiguar o que houve com meu alarme, e se seria reaproveitá-lo. Tive a feliz notícia que daria para fazer a reinstalação do alarme, e por cerca de R$100 o alarme estava reinstalado, os fios soltos removidos e aquele velho módulo de som finalmente foi para o lixo.

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Olha esse emaranhado de fio, como vocês, eletricistas, lidam com isso?

Engraçado como meu carro é tímido. Mais uma sexta-feira antes do encontro mensal, a direção começa a ficar pesada. Parecia que nem tinha direção hidráulica, fazia barulhos esquisitos e tudo mais. Então no sábado combinei com meu amigo Lucas Barros de irmos ao mecânico, conhecido como Márcio, ele para fazer a substituição do kit correia dentada no GC 98 dele, um belo exemplar na tonalidade azul 52D, e eu para ver que diabos aconteceu com a direção, e também para trocar o óleo (lembra aquele Motul da foto do porta malas bagunçado? Pois é, ele mesmo!).

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Meu GC na garagem, o azul 52D do Lucas e a legacy 2.2 do Márcio

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Trocamos a correia da direção, que estava bem ruim, trocamos o fluido e adivinha? Nada, não mudou nada. Provavelmente a bomba tinha ido para o espaço. Além disso descobri, numa pequena revisão, que os cabos de vela estavam ruins (um deles inclusive desmanchou na mão do Márcio na hora de tirar), as velas não estavam das melhores e os vazamentos de óleo iriam começar a qualquer instante, pois estava tudo melecado embaixo do carro. Aqui podemos falar sobre um ponto importante pro futuro do projeto. Quando peguei o carro, ele estava rodando com óleo sintético 5W30, muito provável que o grande vazamento que se iniciava era por ser um óleo fino demais, pois o recomendável pela Subaru é óleo mineral 20W50. O óleo que coloquei no carro nessa troca, erroneamente, foi um 10W40 semissintético da Motul. Creio eu que os antigos donos não cuidavam muito bem do carro nesse ponto, que é crucial para a vida útil do motor. Futuramente vamos falar mais sobre isso.

Voltei chateado para casa por ter que desembolsar uma grana legal numa bomba nova, que eu iria achar sei lá aonde, gastar uma grana com os cabos de vela e velas (mas pelo menos era uma pista para a suspeita trepidação do motor), fora os reparos dos vazamentos… Mas seria o primeiro encontro com as rodinhas novas, tinha que manter a cabeça erguida! Chegando em casa mandei lavar o carro… Horas depois fui buscar o carro e… DIREÇÃO PERFEITA! Mas o que houve? Eu não faço a menor ideia meus amigos, simplesmente voltou ao normal. Ficou zero! Provavelmente foi alguma sujeira na linha, não sei.

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Encontro clube subaru são Paulo de Junho/17

No mês seguinte, comprei cabos e velas para o bólido. Já visando um melhor desempenho, optei por cabos de silicone da marca crossfire de 8mm (também haviam opções de 8,8mm e 10mm, mas como inicialmente a ideia não era turbinar, comprei o mais em conta) pelo valor de R$200 o jogo… As velas optei pelo jogo de iridium da marca Denso, modelo IK20 5304, pela bagatela de R$139 o jogo. Poderia ter optado por velas NGK, mas como diversos sensores, bicos injetores e mais alguns itens do Subaru são da denso, preferi deixar tudo em família.

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Aproveitei as férias da faculdade/trabalho para viajar, foi então que deixei o carro no Márcio mecânico para fazer uma revisão geral no carro… Tentar ver a marcha lenta desregulada, trocar os discos de freios que estavam empenados, avaliar os pontos de vazamento de óleo e um outro problema que não parecia nada muito sério, mas que me incomodava demais, as vezes, quando estava parado com o carro desengatado, ele subitamente ficava acelerado, travado a 1500 ou 1800 RPM, e como meu carro tem escape direto, eu parecia um retardado no semáforo, acelerando sem motivo algum…

Isso me irritava demais… Também disse ao Márcio que avaliasse qualquer outro problema e listasse em ordem de prioridade, pois se não desse para arrumar tudo agora, iria fazendo aos poucos conforme a grana fosse sobrando…

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E lá meu carrinho ficou por duas semanas

Márcio me ligou em um belo dia e me passou o orçamento com as seguintes peças/procedimentos:

-Limpeza da TBI;

-Limpeza do atuador da marcha lenta;

-Troca dos discos de freio;

-Troca do fluído de freio DOT3 e sangria do sistema;

-Substituição da correia do Ar Condicionado;

-Troca da junta das tampas de válvula;

-Troca do retentor do volante do motor;

-Limpeza do sistema de Arrefecimento com água desmineralizada e aditivo Radcool.

Total do orçamento, com mão de obra: R$1600. Achei um valor bem justo, acertei com ele e mandei fazer tudo que estava lista. Ele também me confirmou que meus amortecedores estavam cansados (eu não tinha parâmetro, pois como disse, meu impreza era o único que eu tinha dirigido até então, logo não sabia se o carro era meio mole mesmo ou não). Mas como queria mexer na altura, da forma correta, e isso envolveria um investimento maior, deixei essa parte para depois.

Reparem agora no cofre com o filtro de ar original e cabos de vela de silicone

Agora meu carro freava muito bem perto de antes, a marcha lenta estava estável em 800 RPM, mas a maldita trepidação ainda continuava. Me foi passada a informação de que tudo que era eletrônico estava testado e funcionando perfeitamente, e que o problema poderia ser cabeçote. Fiquei preocupado, pois isso envolveria um gasto maior, e se fosse isso mesmo, teria que fazer pois não aguentava mais o carro do jeito que estava.

Mantive o carro desta forma por um tempo, e para fechar a primeira parte da tentativa de melhor a aparência do carro, resolvi instalar o aerofólio que havia comprado a um tempo atrás. Fui em três funilarias para ver se alguém fazia o serviço para mim, pois teriam as ferramentas certas e, teoricamente, estariam acostumados a fazer esse tipo de serviço. E para minha surpresa, as três que fui se recusaram a fazer o serviço. Então resolvi fazer eu mesmo. Pedi para meu amigo Vinny que tinha esse aerofólio instalado me enviar uma foto da fixação no porta malas.

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Depois que ele mandou, ele sugeriu que eu fosse me encontrar com ele para tentarmos fazer juntos, até porque ele queria trocar esse aerofólio por um maior, então fui até ele e fizemos o gabarito da furação.

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E eis o resultado:

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GCzinho com o aero instalado e na frente um Apollo Wolfsburg Edition do meu tio, daria um belo projeto também

No outro fim de semana tivemos novamente nosso encontro mensal, lotado de Subaru:

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Indo para o encontro com meu amigo China

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Foto no encontro, logo que chegamos, da direita para a esquerda: GC do China, meu GC, Impreza WRX SW do Duarte do Subie e a perua Widewagon

Além das risadas normais de um encontro de carros com amigos, nesse dia em especial eu aproveitei para retirar com um amigo um item que estava querendo muito para o carro, desde que comprei e fui no meu primeiro encontro. Mas essa parte da história fica para o próximo post!

Se você chegou até aqui meus parabéns! Fico muito feliz que tenha acompanhado um pouco da minha história e do meu pequeno japonês problemático e tímido.

Na próxima parte vamos falar de modificações estéticas que mudaram o carro completamente, de novos problemas que a jabiraca veio a apresentar, da solução de alguns outros problemas que apresentei nesse post, a correria para deixar o carro apresentável para o Encontro Nacional do Clube Subaru e do planejamento do projeto turbo que decidi abraçar!

Abraços!

Por Vini Malveze, Project Cars #478

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