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Project Cars Project Cars #80

Project Cars #80: as primeiras modificações do Subaru Impreza de Tiago Máximo

Fala, galera. Prontos para o segundo post? Algumas semanas após a compra do carro e depois de perder (ou ganhar) várias noites aprendendo sobre o mundo Subaru, chegou o momento da primeira grande compra.

 

Não vou gastar alem do necessário no carro

Como vocês já sabem, tive total apoio e aprovação de minha mulher na troca do Chevette pelo Subaru, mas como nem tudo são flores, sempre vem aquele pequeno sermão que todo mundo aqui já deve ter escutado. É mais ou menos assim:

“Agora você já tem o carro, vê se não fica inventando moda e gastando dinheiro à toa como no Chevette ok?” E como todo homem inteligente, fui logo soltando um “claaaaaro. Lógico. Agora já estou satisfeito — o carro já é tudo o que eu queria e não precisa mexer em mais nada!”

Um ano depois…

antes e depois

 

Às compras

Comecei a filtrar aquela lista que comentei com vocês no primeiro post e precisava eliminar ao máximo as coisas superfulas pois a grana era curta e precisava de muita coisa importante, principalmente itens de suspensão que comprometiam a segurança e confiabilidade do carro.

Como comprei o carro com as piores das intenções, procurei por peças aftermarket voltadas para performance ao invés de peças originais. Os quatro amortecedores estavam estourados e vazando óleo, e precisavam ser substituídos. Como a ideia era baixar um pouco a altura do carro juntei o útil ao agradável.

coilover

Optei por um kit de coilovers com regulagem de pressão dos amortecedores e camber plate na dianteira (vou explicar todos os detalhes da suspensão no próximo capítulo). Também comprei pivôs da marca Whiteline, algumas buchas em PU, kit de correia dentada com os tensores, velas Iridium, cabos de vela, bobina MSD, além de alguns itens de estética como as setas na cor branca.

pivos

A lista completa dos itens e os valores segue abaixo, lembrando que os valores estão em dólar, sem contar o valor do frete e impostos.

FlatOut 2014-10-23 às 13.17.12

Sim, todos os preços estão corretos. É verdade que um jogo de rodas no EUA custa US$ 570 e o frete é grátis para qualquer local do EUA. Muitos de vocês devem estar se perguntando: se tudo é tão barato lá, por que aqui no Brasil é tão caro? Primeiro de tudo são os impostos. Toda compra internacional realizada por pessoa física pode ser tributada em 60% do valor do produto mais frete, e para alguns estados ainda é necessário pagar ICMS. Aqui em MG o ICMS para importação é de 18%. O frete também ajuda a encarecer bastante. Pra vocês terem uma ideia, o frete dos coilovers ficou em quase US$ 400 devido ao peso (33kg). Não vou me aprofundar no assunto pois estou escrevendo sobre importação de peças e quero compartilhar todas as minhas experiências com vocês em detalhes.

 

A jornada em busca de uma caixa de direção

Tive problemas com a direção hidráulica. Estava com uma leve folga e vazamentos. Algumas pessoas disseram que a folga é normal e caracteristica desse modelo de Subaru e cheguei a trocar o reparo. Algum tempo após a troca a folga piorou e a caixa de direção foi condenada.

Quando preciso de alguma peças, tenho o costume de procurar primeiramente no Mercado Livre para ter uma noção dos preços praticados no Brasil e depois no eBay, assim, tenho um parametro para comparação de valores. Para a caixa de direção, achei poucos anuncio no Mercado Livre e o preço variava de US$ 400 a US$ 800. Quando perguntava sobre o estado da caixa os vendedores diziam a mesma coisa: a caixa foi removida de um carro em perfeito funcionamento e está ok.

Consegui encontrar uma aqui em BH e levei na oficina especializada. Eles fizeram um teste de bancada e foi constatado que ela estava pior que a minha. Acabei devolvendo e me rendendo a ideia de procurar uma caixa de direção nova fora do país.

O preço de uma DH nova OEM era de US$ 360 no EUA e achei uma remanufaturada por US$ 160. A remanufaturada vinha com garantia de três anos sem limite de quilometragem e isso me deu segurança para a compra. Não pensei duas vezes e comprei. Como a loja onde comprei a DH não enviava direto para o Brasil, mandei entregar na casa de uma amiga que fez o favor de me reenviar. Quando a DH foi entregue tivemos uma grande surpresa. Ela ultrapassava o limite de tamanho de envio pois estava com as pontas de eixo já montada. Minha amiga precisou levar a DH em um mecânico para desmontar uma das pontas de eixo e com isso conseguimos enviar pelo correio sem maiores problemas.

caixa

A caixa chegou sem imposto e em sete dias. Isso mesmo, do EUA até a porta da minha casa em sete dias. Foi uma coisa atípica pois geralmente o prazo médio de entrega é de 20 dias e em 95% das vezes o imposto é certeiro. No final das contas a DH me saiu por pouco mais de R$500,00 já com o frete.

 

Herança do Chevette

Algumas peças foram herdadas do Chevette. Entre elas o volante, manômetro de óleo e boost, e regulador de pressão de combustível.

manometros

O volante fez par com o cubo de engate rápido da NRG. A escolha de usar o engate rápido foi principalmente por segurança, nessa época o carro ficava bastante tempo na rua e acredito que um ladrão ao ver um carro estacionado e sem o volante iria pensar duas vezes antes de tentar roubá-lo.

O sistema de engate da NRG é constituido de duas peças — cubo e o engate rápido. No caso da NRG, existe um cubo curto para usar especialmente com o engate rápido.

cubo

Devido a essa configuração, o volante ficou bem deslocado para tras me proporcionando uma ótima posição de direção. Tenho 1,85 m e na maioria dos carros ou fico com as pernas encolhidas e com uma boa pegada no volante ou uma posição boa com os pedais deixando o braço muito esticado no volante.

Ainda de quebra, no dia dos pais ganhei este lindo desenho da minha filha de quatro anos. Reparem no volante na mão esquerda.

pai

Chegou a hora de encerrar, e para deixar um gostinho de quero mais, vai algumas fotos.

No próximo capitulo vou falar sobre a instalação dos coilovers, as rodas e os fenders flares. Até lá!

Por Tiago Máximo, Project Cars #80

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