Project Cars #97: a história dos Baja SAE da equipe Baja Cataratas

Samuel Dianin 18 junho, 2014 60
Project Cars #97: a história dos Baja SAE da equipe Baja Cataratas

Salve galera do FlatOut! Meu nome é Samuel, tenho 19 anos, sou acadêmico de Engenharia Mecânica e representante da equipe Baja Cataratas no Project Cars. Quero dizer que todos os membros da equipe estão muito empolgados por terem a chance de mostrar para a comunidade gearhead um pouco da rotina da maior competição universitária do Brasil e do mundo, e principalmente todo o planejamento e dificuldades atrás da construção de um protótipo de Baja SAE.

Neste primeiro contato gostaria de apresentar a vocês o projeto Baja SAE, assim como expor a recente história da nossa equipe e mostrar um pouco o que queremos, e temos, para o Project Cars.

O Projeto Baja SAE

O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, sendo que a primeira competição ocorreu em 1976. Somente “alguns” anos depois, em 1995, era realizada a primeira competição brasileira na pista Guido Caloi, bairro do Ibirapuera na cidade de São Paulo. No ano seguinte a competição aconteceu no Autódromo de Interlagos, onde ficaria até o ano de 2002. A partir de 2003 a competição passou a ser realizada em Piracicaba, interior de São Paulo, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo – ECPA. Desde 1997 a SAE Brasil também apoia a realização de eventos regionais.

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Nós, estudantes de engenharia, somos desafiados a desenvolver e construir um protótipo off-road utilizando conhecimentos adquiridos na sala de aula (ou fora dela). O objetivo disso tudo é que como alunos possamos encarar com um caso real de desenvolvimento de projetos, muitas vezes extrapolando os limites da universidade e botando a mão na massa ou melhor, na graxa. Os membros participam de todas as etapas da concepção do protótipo, busca de patrocínio, gerenciamento de projetos e parte burocrática – urghhh. Ninguém gosta da parte burocrática.

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Participamos de duas competições por ano, uma regional e outra nacional, sendo que os três primeiros colocados do nacional ganham a oportunidade de participar das etapas Internacionais, que acontecem nos EUA. O Brasil sempre aparece em posições de destaque quando o assunto é Baja SAE, dando muito trabalho para as equipes internacionais.

A avaliação da equipe não é baseada apenas na performance do carro, mas também em suas características de projeto, como custos, estudos realizados, simulações computacionais e validações a partir de análises laboratoriais e testes em pista e bancada.

Estas avaliações se dão por meio de uma bateria de apresentações teóricas realizadas pelos membros da equipe para juízes responsáveis, muitas vezes engenheiros atuantes na área automotiva. As apresentações cobrem os subsistemas de suspensão e direção, freios, estrutura, acabamentos, eletrônica e transmissão. Eventualmente são criadas apresentações especiais que ocorrem em uma competição em particular.

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A seguir o carro segue para uma avaliação de segurança e prova de motor, onde são checadas quaisquer características que estejam em desacordo com as normas da competição. Passamos também por uma prova eliminatória de frenagem, onde o protótipo deve travar as quatro rodas quando o pedal de freio for acionado. O baja também deve comportar adequadamente um juiz escolhido pela organização, que deve avaliar o conforto proporcionado pelo veículo. Caso ele não se prove apto nestas avaliações a equipe não poderá prosseguir na competição.

Por último são realizadas provas dinâmicas de manobrabilidade, aceleração, velocidade máxima, tração e S&T – suspension and traction — bem como um enduro de resistência com duração de três horas na etapa regional e quatro horas na nacional, onde poucos carros chegam ao final inteiros.

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A Equipe

Embora tenha saído do papel apenas em 2010, a ideia de participar da competição existe na Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste desde 2005, quando seis acadêmicos de Engenharia Mecânica deram início ao primeiro projeto Baja Cataratas de Baja SAE. Contando com alguns equipamentos cedidos de uma das oficinas da Itaipu Binacional, e apoio do engenheiro Roberto Queiroz, os alunos deram o ponta pé inicial nas atividades, que não foi levado a diante, devido a dificuldade na obtenção de patrocínios e parcerias, com isso os integrantes mesmo com muito entusiasmo, não tiveram outra opção, e tiveram que paralisar o projeto.

Em 2010, Um novo grupo retomou a ideia inicial da equipe Baja, construindo o primeiro protótipo da equipe, o RQ-1. Que recebeu as iniciais em homenagem ao engenheiro Roberto Queiroz que veio a falecer em 2008. Deste então a equipe segue com o planejamento e construção dos protótipos, como o bem sucedido RQ-2.1. Atualmente o RQ-3 está em fase de projeto, e é sobre ele que gostaríamos de falar nos próximos posts do Project Cars.

A equipe Baja Cataratas atualmente é formada por acadêmicos de Engenharia Mecânica, Elétrica e Ciências da computação, contando ainda com o apoio de professores.

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Histórico dos carros

Segue agora uma série de fotos que mostra os protótipos que já foram construídos até agora pela equipe até chegar no nosso atual RQ-2.1, quais as mudanças que foram ocorrendo e qual as expectativas para o RQ-3.

RQ-1 — O Passado

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O primeiro protótipo da equipe era como uma limusine na competição, pena que era uma competição off-road. Brincamos até hoje que dava para levar a família inteira e o cachorro para passear. Ele foi usado em 2011 na 1º competição nacional que a equipe participou. Devido à falta de experiência, não se obteve resultados significativos, porem a adrenalina e excitação da competição invadiu o sangue dos membros, e a partir daquele dia o projeto nunca mais foi o mesmo.

 

RQ 1.1

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O aprimoramento do seu antecessor, ainda é considerado um sedã para a categoria. Com redução de tamanho e peso assim como ajustes dinâmicos o projeto foi utilizado na etapa sul de 2011 e redeu o 1º lugar na prova de tração e a 9º colocação geral. O carro é utilizado ainda hoje para o treinamento de calouros.

 

RQ-2

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Com a experiência obtida com os caros passados foi criado um novo projeto, agora mais sofisticado, leve e resistente que o anterior. Utilizado nas etapas Sul e Nacional de 2012, não cumpriu desempenho esperado na etapa nacional devido a problemas com o montante do motor, que nos deixou na mão logo nas primeiras voltas do enduro. Porém na Etapa Sul rendeu o 2º lugar em S&T e 6º colocação geral, assim como o título de destaque das equipes paranaenses.

 

RQ-2.1 — O Presente

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Deriva de ajustes na dinâmica e estrutura, e continuando a tradição de redução de massa dos seus antecessores. Obteve a posição de vice-campeão da etapa Sul 2013, ficando em primeiro lugar em aceleração, 2º em S&T*, 2º em conforto. Participou ainda da 20º competição Nacional, realizada em 2014. Voltamos de lá com a 13º colocação geral entre 72 equipes, um resultado muito significativo para nós. Assim como 2º Lugar na Prova de Mud bog que foi realizada para comemorar o 20º aniversário da competição, e o 4º Lugar em S&T.

O Futuro

Atualmente estamos projetando o RQ-3, que contará com mudanças significativas nas suspensões, com a adoção do sistema multi-link, sistema de direção mais esportiva e caixa de transmissão com adoção de marchas e outros acertos na dinâmica do carro.

Esta experiência de projetar e construir o novo carro que gostaríamos de compartilhar com vocês, senhores leitores do FlatOut, apaixonados por tudo que se mova com ajuda de um, ou mais motores!

Estaremos iniciando a construção do novo protótipo em junho, com data de finalização prevista para outubro de 2014. Atualmente estamos finalizando o projeto do veiculo em software de desenho (CAD) e realizando algumas simulações e estudos para finalizar esta etapa. É muito importante que iniciemos a construção com o projeto inteiramente definido, cada peça, componente por componente evitando assim surpresas, como peças que não se encaixam, dificuldades de construção e produção das peças entre outras, evitando assim as famosas reparações técnicas de emergência chamadas pelos mais íntimos de “gambiarras”. Segue uma imagem do novo protótipo em sua fase inicial de modelagem:

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Bom pessoal é isso que gostaria de falar para o primeiro post, se vemos em breve!

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Much torque! So powerful! Wow! 

Por Samuel Dianin, Project Cars #97

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  • Raphael Zanetti

    Samuel, beleza! Projetaço!

    Curiosidade técnica: que motorização vocês usam, por favor?

    Abraços!

    • Lucas Paczkowski

      os motores dos bajas são padrões da competição, Briggs & Stratton 305cc de 10hp

    • stefano

      Raphael, no baja sae os motores são padrões para todas equipes, motores Briggs&Stratton, 4 tempos, monocilíndrico, de 305cc ,com potência de 10HP.

  • Rafael B.

    Acho esses projetos da SAE muito daora mesmo!
    Existe a possibilidade,de,no caso do baja,utilizar tecnologias existente nos quadriciclos e polaris da vida?

    • Lucas Paczkowski

      algumas equipes utilizam as bandejas, rodas, cubos e vários itens prontos de quadricilos… as rodas e pneus são os mesmos!

  • Gustavo Miranda

    A FEI foi campeã do mundial esse ano. VAMO FEEI hahahaha

    • Pedro Sales

      e só pra nao esquecer: CHUPA MAUÁ

  • Pé de Pano

    Caraca, é muita insanidade haha! Boa sorte no projeto, curti muito!

  • Gabriel Rodrigues
  • TwinSpark

    O diferencial foi construído do zero ou aproveitado? Tenho vontade de fazer uma baja – sem esse refinamento técnico, evidentemente – e tô juntando as peças. O motor será um 250, Honda ou Yamaha

    • Arthur Sanchez

      No nosso caso não usamos diferencial, mas todos os componentes do sistema de transmissão são projetados e construídos de acordo com nossas necessidades, fica mais fácil de adaptar o sistema para obter a melhor performance. Porem no seu caso é preferível buscar peças comerciais, menor preço e facilidade em encontrar peças de reposição.

  • HighwayStar_84

    Que projeto legal!!!

    Sucesso pra vocês!!!

  • Weverton Vb

    Quais os componentes que devem ser padrões no Baja? Parabéns pelo empenho! Como me arrependo de não ter participado do Baja na minha época! (UFU 2000-2005)

    • Lira

      Padrão mesmo é só o motor, o mesmo Briggs & Stratton pra todos. O resto tem que seguir o regulamento, mas o desenvolvimento permite usar bastante a criatividade.

  • RicardoSS

    Parabens pelo projeto, por mais que não vençam entar nesse ambiente de competição deve ser uma experiençia incrivel pro mercado de trabalho e pra vida tbm!

  • PumaGTO

    Como ex-bajeiro eu creio que a coisa mais difícil no projeto é conseguir grana. Seja por patrocínio de empresas ou parceria com orgãos públicos/universidade, conseguir o dinheiro é a parte mais complicada. Dependendo de onde você mora, tem que sambar muito pra desenrolar dinheiro pra uma CVT ou motor novos e esses amortecedores Fox são o sonho de consumo que a minha equipe nunca conseguiu bancar.

    • Lucas Paczkowski

      ex-bajeiro? pode ir de comissário na próxima competição eim!! hehe..
      verdade, grana é a pior parte… ir buscar patrocínio e ouvir muitos não é desanimador, mas a hora que chegamos na competição, a amizade e a emoção deixa tudo numa boa hehehe

    • Arthur Sanchez

      Concordo plenamente! Bons patrocinadores são fundamentais para a organização e desempenho de uma equipe. Muitos grupos possuem membros capazes e dedicados, porem sofrem re$trições no desenvolvimento do projeto.

    • Marcos Amorim

      Falando nisso, sempre lembro do pessoal da minha universidade, junto com o baja, pedindo doações no meu C.A.. Ter que sair pelo campus pedindo ajuda de outros cursos só mostra o quanto não dar a mínima para o conhecimento está enraizado na nossa cultura.

  • Roberto Falcão

    Legal, queria transformar meu meu Escort em um carro de rally mas não tenho bom conhecimento da preparação necessária de suspensão e itens para aguentar as condições. Belo projeto, deve ser muito divertido um desses.

  • Leonardo Mendes

    Acho que não existe sensação mais “tesônica” no mundo que construir o próprio carro de corrida, seja ele de que categoria for.

    Esses Bajinhas me lembram um pouco uns buggies de competição que fazem desafio com outros carros usando pilotos de categorias diferentes, tipo contra carro de rally e etc… se não me engano o Schumacher dirigiu um buggy desses e estranhou bastante.

  • GSB
  • Pedro Lion

    Sou estudante de engenharia e faco parte da equipe do baja da Mauá, é uma experiencia deliciosa, uma aula a cada minuto na oficina construindo um desses bajas!
    VAI MAUÁ!

    • Hebert Cangueiro

      Chupa Mauá!!! hahahahah
      Brincadeira Pedro

    • Giovane Cipriano

      Pedro, pra não perder o costume..
      Chupa Mauá! kkkkkkkk

      • Phenx

        kkkkkkkkkk

  • João Gabriel

    que tipo de motor e utilizado?

    • Samuel Henrique Granero Dianin

      João, é um motor Briggs Stratton 10 HP, padrão da competição, não pode ser trocado nem modificado. A ideia é conseguir o máximo de desempenho otimizando outros parâmetros que não o motor, que não é dos melhores kkk.

  • Mauro2103

    Muitoooo top!!!!!

    Parabens!!!!

  • Fabio_Galdino

    sempre quis saber o que significa SAE

    • ederff

      Society of Automotive Engineers

      • Fabio_Galdino

        muito obrigado….

  • ederff

    Lembro dessa galera da Unioeste. Pessoal gente boa. No Baja sul de 2011 ou 2012, não lembro, Fizemos uma bela troca de algumas correias do CVT por um litro de uisque. Bons tempos.

    • Dieki

      hahahahaha!

  • Paulinhowey

    Os brasileiros dão muito trabalho para as equipes no internacional mesmo! O atual campeão é do Brasil, da FEI e o baja com maior pontuação da história é da FEI também!

  • XRS250

    Que motor que usa projeto BAJA? só por curiosidade por favor.

    • Marcelo Toyofuku

      Briggs&Stratton, 4 tempos, monocilíndrico, de 305cc ,com potência de 10HP.

      • XRS250

        11.4CV deve ser potência suficiente para ele.

      • Phenx

        Quantos kg pesa esta belezinha off-roader?

    • Samuel Henrique Granero Dianin

      é um motor Briggs & Stratton 10 HP, padrão da competição

      • XRS250

        Obrigado 11.4CV devem ser suficientes para o baixo peso dele.

  • guushk

    “É muito importante que iniciemos a construção com o projeto inteiramente definido, cada peça, componente por componente evitando assim surpresas, como peças que não se encaixam, dificuldades de construção e produção das peças entre outras, evitando assim as famosas reparações técnicas de emergência chamadas pelos mais íntimos de “gambiarras”.”

    Isso é atualmente um lema na equipe da Maratona da Eficiência Energética da minha universidade… O protótipo de 2 anos atrás teve gambiarras por conta de falta de planejamento. Hoje um dos protótipos ainda, mas com cada vez mais melhorias, e junto dele será feito um novo, pra ficarem em categorias diferentes, esse está sendo minuciosamente projetado pra evitar qualquer problema (como o protótipo novo que fizemos em 2013, que ficou muito pesado) ou gambiarras…

  • Rodrigo de Oliveira

    Esse é o Mangue Baja 1, campeão brasileiro 2014, 9° lugar no mundial.

    https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/t1.0-9/1798561_710556335671252_8848299020938188649_n.jpg

  • Eduardo Mateus Klein

    O que é S&T?

    • Cleber Hudson

      ”suspension and traction”

  • Francis_ms

    por as rodas tem que travar? há opção de uso de controles eletrônicos como ABS?

    • Dieki

      quando a roda trava quer dizer que o freio é maior que o necessário para parar o veículo. Mas não precisa travar em qualquer toque. Acho que essa competição é puramente mecânica. Lembrando que ABS em asfalto é mole, basta comparar a velocidade da roda com a do veículo. Na terra um ABS assim nunca iria parar o veículo, devido ao solo solto.

  • Clebe Jr Tonial Vitorino

    Bons tempos!!! Acompanho desde o início o pessoal da cataratas,

  • Guest

    Atualmente participo como Juiz do evento, mas assim como meu grande companheiro de equipe por 3 anos de Baja, Clebe Jr Tonial Vitorino, acompanho e admiro a Equipe Baja Cataratas e posso dizer sem dúvida que é uma das equipes que mais evoluíram nos últimos 5 anos a nível nacional, dando um orgulho enorme, Um exemplo de superação é recomeçar uma equipe do zero, pois também passamos por estas dificuldades e sabemos que é uma tarefa árdua. No entanto nossa “querida” PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, DE CURITIBA, FEZ QUESTÃO MEEEESMO DE ESTRAGAR NOSSO SONHO de continuar com a equipe e ela se desfez novamente.

    Porém deixamos nosso legado. Ainda ninguém bateu nosso recorde na prova de tração de 2011 heheheheheheh

    PARABÉNS EQUIPE BAJA CATARATAS…..CONTINUEM ASSIM NESTA EVOLUÇÃO E DANDO SEMPRE ORGULHO AOS PARANAENSES.

  • Guest

    Atualmente participo como Juiz do evento, mas assim como meu grande companheiro de equipe por 3 anos de Baja, Clebe Jr Tonial Vitorino, acompanho e admiro a Equipe Baja Cataratas e posso dizer sem dúvida que é uma das equipes que mais evoluíram nos últimos 5 anos a nível nacional, dando um orgulho enorme, Um exemplo de superação é recomeçar uma equipe do zero, pois também passamos por estas dificuldades e sabemos que é uma tarefa árdua. No entanto nossa “querida” PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, DE CURITIBA, FEZ QUESTÃO MEEEESMO DE ESTRAGAR NOSSO SONHO de continuar com a equipe e ela se desfez novamente.

    Porém deixamos nosso legado. Ainda ninguém bateu nosso recorde na prova de tração de 2011 heheheheheheh

    PARABÉNS EQUIPE BAJA CATARATAS…..CONTINUEM ASSIM NESTA EVOLUÇÃO E DANDO SEMPRE ORGULHO AOS PARANAENSES.

  • Breno Ribeiro

    Como é fazer um veículo com uso na terra pensando no conforto? E como é o critério desses avaliadores?
    Também queria saber um pouco mais sobre qual o motor utilizado.
    Boa sorte com o projeto. o/

    • Arthur Sanchez

      Na avaliação de conforto são observados itens como ergonomia,
      esforços de pilotagem (volante, pedais, câmbio), vibrações, dirigibilidade,
      acessibilidade aos comandos, entre outros. Por exemplo, adotamos um volante esportivo, padrão F1, por isso fica desconfortável esterçar mais que 100º e isso é avaliado. O carro também tem que comportar uma pessoa de 190cm e 114kg.

      O motor é um Briggs&Stratton, 4 tempos monocilíndrico, de 305cc com 10HP, e é o padrão da competição.

      • Phenx

        Existe uma categoria Baja Sae Elétrico, como existe para o Formula Sae?
        Valeu!

        • Arthur Sanchez

          Não, apenas a categoria combustão. E é restrito por regulamento o uso de qualquer outro tipo de acumulador de energia, como o KERS, exceto o hidráulico. Porem nunca vi uma equipe que o use.

  • Leonardo Vitorassi

    Me dá muito orgulho ver essa equipe se destacando nas competições!! Me formei na Unioeste em 2007 e fui um dos acadêmicos pioneiros citados no texto! Realmente no começo foi bem complicado, estávamos em uma fase muito amadora, e como quase formando, não pude me dedicar com afinco. Mas é muito bom saber que aqueles primeiros passos, fazendo protótipos de madeira, regados a cerveja em repúblicas, fez com que outros viessem e dessem o devido encaminhamento ao projeto!!
    Grande abraço Samuel!

  • Jwoll

    Queria um aestrutura dessas ai pra por um motor de 147
    Motor atrás, fluidos na frente, motor sem prep,
    só um snorkel e braços da susp mais longos
    traçao traseira com diferencial de chevette
    caixa original do 147, eita!
    XD

  • Dieki

    Achei que o CVT fosse obrigatório. Essa competição é muito legal. O que vocês acham de incorporar estudantes de ADM, por exemplo para cumprir essa parte administrativa/marketing? Acaba sendo uma deficiencia das equipes, pois é difícil achar um estudante de engenharia que goste delas.

    • Arthur Sanchez

      O nosso processo seletivo é aberto para todos os cursos, o Baja e muito abrangente e sempre é possível utilizar os conhecimentos individuais. O problema é despertar o interesse dos outros cursos

  • Bruno Salazar

    Essas matérias sobre formula SAE sempre me fazem pensar por que diabos eu não fiz uma faculdade ligada a carros…. =(….
    Vontade de largar tudo e começar novamente.. hahahaha
    Parebéns pelo projeto galera!

  • Carlos Werle

    Ótimo projeto!
    Seria legal detalhar mais a parte de motor também, potência, peças usadas, etc.