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Project Cars Project Trip #325

Project Trip #325: uma viagem petrolhead pela Europa parte 1: o Museo Ferrari

Olá amigos do FlatOut! Me chamo Felippe Almeida, tenho 22 anos e moro em Criciúma/SC, recém formado em Direito, piloto de kart e feliz proprietário de uma bomba Mitsubishi Eclipse GST 1990. Além de mim, o segundo colaborador deste Project Trip é o Lucas Schuelter, um amigo que mora em Joinville/SC e que também curte uma “maconha”: além de um Civic LXL 2005 MT, hoje ele tem na garagem um Citröen ZX Dakar 1997.

Neste Project Trip, vamos mostrar um pouco da viagem que fizemos em outubro de 2015 pela Europa, passando por alguns destinos automobilísticos bem interessantes.

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Tudo começou em um final de semana de julho, em Floripa. Depois de várias cervejas (porque elas sempre estão no meio?) ele comentou que sua irmã viajaria a trabalho para a Itália e depois ele iria com seus pais para lá. A idéia era, depois que seus pais voltassem pro Brasil, ficar mais alguns dias e fazer um mochilão pela Europa. Foi então que ele fez o convite para eu acompanhar essa segunda parte da viagem. Ele já estava com tudo comprado, só estava procurando uma parceria pra viagem.

Pensei um pouco, fiz as contas e comprei as passagens. Mas havia um detalhe, um simples detalhe. Quando voltasse, teria mais duas semanas para a conclusão e apresentação do meu TCC. O que qualquer um faria era terminar o trabalho antes da viagem e curtir tranqüilo o rolê. Mas o amigão que vos escreve fez tudo diferente. Deixou o trabalho pra lá (como concentrar no TCC com o Passo dello Stelvio de plano de fundo do computador?) e só pensou na viagem. Até novembro, TCC!

Começou então a preparação para a viagem. Quais cidades visitar? O que fazer em cada uma delas? Como ir de uma cidade a outra? Onde dormir? Essas eram algumas dúvidas que tínhamos, até mesmo porque para ambos era a primeira viagem internacional sozinhos. E, como primeira vez na Europa para os dois, tentamos ao máximo juntar a “turistagem” com os destinos e atrações mais gearheads. Como o Lucas mora em Joinville, passávamos várias horas conversando via WhatsApp para organizar tudo e fui um final de semana em Joinville para finalizarmos as reservas. Pronto, agora era só esperar até outubro!

 

O início: de Roma a Bolonha

Lucas embarcou para a Itália 8 dias antes. Como ele estava com a família, acabaram alugando dois carros: um Ford Focus e um Citroen DS4, ambos a diesel. E eu aqui no Brasil, só olhando as fotos da viagem… Ansiedade a mil! Nessa parte da viagem, fizeram parte do roteiro: Roma, Florença, San Gimignano, Volterra, Pisa, Lucca (ah, a Toscana!) e Bologna.

 

Dia 08 de outubro foi minha vez. Embarquei em Florianópolis, fiz escala no Rio de Janeiro, Roma e finalmente chequei em Bologna. Me senti igual Lucas Black Sean Boswell na cena em que viaja para o Japão, em The Fast and the Furious: Tokyo Drift. Uma senhora que não parava de falar no meu lado esquerdo e uma criança que não parava de me chutar, do lado direito. Logo que saí da área de desembarque encontrei o Lucas e a Itália me deu as boas-vindas gearhead, dois Lamborghini no saguão do aeroporto: um Huracán e um Countach!

Seguimos para o estacionamento, pegamos o DS4 e fomos para o apartamento que eles estavam. No caminho estava “perdido”, parecia que estava assistindo um vídeo no YouTube! As estradas, os carros, a arquitetura da cidade, tudo era diferente do Brasil! A primeira impressão do lugar foi muito boa! Algo que só melhorou ao longo da trip.

 

Maranello e Museo Ferrari

Chegamos ao apartamento, deixei minha mala, preparei a mochila com as câmeras, tomei um rápido café, adesivamos o carro e seguimos para Maranello, a terra das Deusas! Chegamos lá meio dia e saímos a procura de algum lugar para almoçar. Então, comi minha primeira pizza na Europa (perdi a conta de quantas foram no restante da viagem!). Todos de tanque cheio, hora de entrar no Museo Ferrari! No meio do caminho havia uma locadora… Ferraris, várias Ferraris. E um Lambo. E a vontade de sentar a bota em uma delas cresceu, a mão do cartão de crédito chegou a tremer! Havia muitas opções de passeio e muitos carros para escolher. Infelizmente, o passeio mais barato custava €90 por alguns poucos minutos e ruas estreitas onde não dava pra acelerar direito, e um gasto alto assim no primeiro dia poderia comprometer o resto da viagem, caso algo desse errado (e deu…). Deixamos o rolê de Ferrari para uma próxima viagem.

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Agora sim, entramos no Museo! Como me esqueci de levar a carteira de estudante, paguei €17 pelo ingresso.  O Lucas conseguiu um desconto pois não foi tão burro quanto eu lembrou de levar a carteira dele.

Logo que entramos já vimos uma carroceria de uma Ferrari 750 Monza 1954, modelos de escala de F1 para testes em túnel de vento e modelos de escala de carrocerias mostrando as opções de cores para carros de rua.

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Chegando no primeiro salão haviam vários F1 antigos, modernos, os conceitos Pininfarina Sigma (com seu conjunto mecânico que é uma verdadeira obra de arte) e LF1, além de uma 512S 1970. O destaque ficou para uma 250 Testa Rossa 1950. Pareciamos crianças em um parque de diversões! Muita coisa pra olhar, ler e admirar!

Subindo algumas escadas encontramos uma 166 Berlinetta, uma FF, um carro todo “picotado” para mostrar os componentes mecânicos e a sala de Enzo Ferrari.

Entramos na primeira sala e encontramos uma área em que estavam: FXX K, F150 Labotarorio, modelo de argila da La Ferrari, uma La Ferrari, modelo da SP12 Eric Clapton, uma Ferrari Sergio, e dois modelos especiais para o mercado americano.

 

Andamos mais alguns metros e chegamos em outra sala. Encontramos a deusa mítica F40 LM! Não vou escrever o que falamos quando vimos ela pela primeira vez, é melhor censurar!  Ao lado dela estavam cinco Ferrari 250, cada uma com um tipo de carroceria. Eram elas: 250 LM 1963, 250 GTO 1962, 250 Berlinetta GT 1959 e 250 GT Berlinetta 1956. Estavam ali também um modelo para estudo de design da 360 Modena (um lado era diferente do outro) e uma GG50.

Fechando o tour da segunda sala tinham três carros que não tem o cavalinho, mas tem DNA Ferrari: uma Dino, ASA e Innocenti F128/186 GT (esses dois últimos não tinha nem idéia que existiam). Para mim, essa sala estava com os carros mais bonitos já feitos pela Ferrari! Fiquei um bom tempo admirando os detalhes de cada carro!

Encontramos uma placa escrito “Hall of the Victories” e um pequeno e estreito corredor. Quando vimos pensamos ser algo pequeno, apenas uma sala com alguns troféus. Entramos sem muita empolgação, só que o que tinha lá superou todas as expectativas! Olha o que encontramos:

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Vários troféus, capacetes e os carros e motores campeões!

Ainda tinham mais outros carros, motores e peças espalhados pelo museu, que infelizmente não tiramos fotos… Resolvemos guardar as câmeras um pouco e aproveitar o momento. Ficamos quase quatro horas lá dentro e não dava vontade de ir embora! Mas, infelizmente, essa hora chegou e seguimos em direção a saída. Como em todos lugares que visitamos depois, tinha uma lojinha. E novamente, a carteira tremeu! A vontade de comprar tudo era grande! Bonés, malas, camisetas, jaquetas, Lego, tudo Ferrari! Mas tivemos que dar tchau para Maranello e voltar para Bologna.

No segundo dia, último com a família do Lucas, visitamos Veneza. Uma cidade muito bonita, mesmo não tendo nada de carros lá (por que será, né?), vale o passeio. Nesse dia, nossa maior emoção foi ver o que parecia um Ford Sierra, baixo, com rodas largas e escapão passando pela gente na Auto Strada a uns 190km/h!

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Retornamos para Bologna e começamos a organizar tudo para o roteiro mais esperado da viagem e nosso primeiro sozinhos na Eurotrip: PASSO DELLO STELVIO! Carregamos a bateria de todas as câmeras e celulares, levamos uma GoPro Hero1 com suporte de ventosa, uma Hero 3+, uma Hero4, uma câmera digital e dois celulares, um iPhone e um MotoG3. Não tinha desculpa para não fotografar!

Fomos no mercado comprar algumas coisas que esquecemos de levar aqui do Brasil, além de algo para comer na viagem. Compramos dois litros de água por €0,80, seis croissants por €4 e duas latas de RedBull por €3 cada. Quatro cadeados também entraram na conta, €5 cada (importante pra manter tudo em segurança nos hostels que passaríamos).

Arrumamos nossas malas (uma mochila e uma mala pequena de cada) e contratamos um taxi para levar os pais do Lucas até o aeroporto e podermos sair mais cedo no outro dia. Fomos deitar nervosos, imaginando o que encontraríamos no dia seguinte…

No próximo post, contaremos com detalhes como foi dirigir pelo Passo Dello Stelvio e todas as sensacionais estradas que nos levaram até lá, além da visita na fábrica da Pagani e a visita ao Museo Lamborghini, com direito a algumas surpresas mais que especiais! Até o próximo post!

Por Felippe Almeida, Project Trip #325

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