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Quanto vale um Volkswagen Fusca de único dono com só 90 km rodados?

É fácil entender o apelo de uma Ferrari, Aston Martin ou Jaguar das antigas guardado por décadas em um galpão, longe das ruas e dos efeitos do tempo. São carros que, a cada dia que passa, acumulam valor e podem ser vendidos por dezenas de milhões (de reais, dólares, euros, libras, o que for) em leilões. Mas será que o mesmo pode ser dito de um Fusca?

Claro, há quem sonhe com um Fusca zero-quilômetro até hoje — e notícias como a da famosa concessionária abandonada de Estrela, no Rio Grande do Sul, só atiçam quem lamenta não ter nascido uns 40 ou 50 anos mais cedo para ter um Fusquinha novo em folha na garagem.

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Talvez esteja aí o que torna este Fusca que será leiloado pela Silverstone Auctions durante um evento na cidade de Aarhus, na Dinamarca. Ele não é zero-quilômetro, mas está muito perto disso: desde que foi fabricado, em 1974, ele só teve um dono, que rodou apenas 90 km antes de trancá-lo em uma garagem. Não dá para cravar que é o mais novo do mundo, mas dificilmente você encontrará um Fusca tão pouco rodado à venda, seja onde for.

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Este carro em especial foi comprado em Gênova, na Itália.  No dia 23 de janeiro de 1974, um senhor de idade chamado Armando Sgroi foi até a concessionária G. Terragni para comprar o Fusca. Sgroi não queria o carro de verdade, mas precisava dele: muito religioso, ele ia a pé todos os domingos de sua casa nas colinas até a igreja local mas, com a idade, a caminhada se tornou cansativa demais.

O caminho de casa até a igreja era o único percorrido pelo Fusca com motor 1300, e foi assim até 1978 — quando o senhor Sgroi deixou de dirigir. O carro, então, foi guardado em um celeiro (onde mais?) e lá ficou por mais de quatro décadas.

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Sendo um Fusca europeu fabricado em 1974, trata-se de um carro que já passou por modificações interessantes no projeto: note o para-brisa curvo, de melhor visibilidade, e que o carro tem um painel de instrumentos “de verdade”. Além disso, a suspensão dianteira é do tipo McPherson — além de mais eficiente, tem um arranjo mais compacto e, no Fusca, traz a vantagem de liberar espaço para um porta-malas maior. Na foto, vê-se que o estepe fica deitado, coberto por uma tampa de madeira, e que o compartimento de bagagem é muito mais generoso que o dos carros que temos no Brasil.

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As fotos, de acordo com a Silverstone Auctions, foram feitas imediatamente após o carro ser descoberto no celeiro. Seu bom estado de conservação se deve, supostamente, a uma generosa aplicação de cera anti-ferrugem antes de o carro ser guardado. A agência diz que o óleo do motor e os pneus são originais de fábrica e que, desde que foi encontrado, o carro só passou por um “leve recondicionamento”. O carro ainda acompanha os manuais originais de fábrica e os documentos da venda, além do kit de ferramentas que nunca foi aberto.

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A agência de leilões espera conseguir algo entre € 35 mil e € 40 mil (por volta de R$ 140 mil e R$ 160 mil em conversão direta). É um valor bem menor do que costumamos ver em leilões desse tipo, mas ainda é bastante grana — especialmente para um Fusca. Dito isto, sendo um carro cultuado em todo o planeta, é esperar para ver se ele conseguirá atingir este valor.

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