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Achados meio perdidos

Quase um Gol GT sedã: encontramos este raro e bem cuidado VW Voyage Super à venda!

É impossível negar que os modelos do passado da Volkswagen do Brasil têm muito carisma entre os fãs. Não é preciso nem que seja um modelo especial — mesmo as versões básicas de modelos bastante comuns são valorizadas e procuradas no mercado de usados e antigos, com exemplares bem conservados sendo disputados a tapa. Sendo assim, encontrar uma raridade à venda é algo ainda mais interessante. Quer um exemplo? Este belo Voyage Super 1986 que encontramos à venda em Belo Horizonte/MG. Não se vê muitos por aí.

O Voyage Super era uma versão de apelo mais esportivo do sedã do Gol. Talvez você já saiba mas, em todo caso, o Voyage foi apresentado no fim de 1981. Apesar de ser baseado no Gol, ele tinha uma dianteira diferente, com as setas ao lados dos faróis, que eram maiores (o Gol as trazia no para-choque) e utilizava um motor mais moderno, com quatro cilindros em linha, arrefecimento a água e 1,5 litro. Com carburador de corpo simples e 65 cv, o motor logo seria adotado por toda a família BX, que incluía Gol, Voyage, Parati e Saveiro (estes dois últimos, lançados no meio de 1982).

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A transição completa só aconteceu em 1987, quando o básico Gol BX, único remanescente da geração a ar, saiu de linha. Àquela altura, a Volks já havia tomado o mercado brasileiro de assalto com nosso primeiro “hot hatch”, o Gol GT: equipado com um motor o motor de 1,8 litro do Santana, o Gol esportivo tinha 99 cv declarados — carros com menos de 100 cv pagavam menos impostos mas, na prática, o motor tinha pouco mais de 100 cv.

Com o 1.8 e, o Gol GT era capaz de chegar aos 100 km/h em 9,7 segundos, com máxima de 180 km/h. Ele tinha visual incrementado com spoiler dianteiro, as emblemáticas rodas “Snowflake” de 14 polegadas, faróis auxiliares, a inscrição “GT” no vidro traseiro e a área das lanternas pintada de preto fosco.

O caso é que, em 1986, a Volkswagen decidiu emprestar o motor do Gol GT ao Voyage. Nascia ali o Voyage Super, versão de topo que se juntava à básica S e à intermediária LS. O motor de 1,8 litro tinha o mesmo o mesmo carburador de corpo duplo do Gol GT, porém um comando de válvulas mais manso, entregando 94 cv, e era capaz de levar o sedã até os 100 km/h em cerca de 11,5 segundos.

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Visualmente, o Voyage Super lembrava bastante o Gol GT, com para-choques na cor da carroceria, faróis auxiliares e frisos laterais com a inscrição “SUPER” na parte posterior. As rodas eram cobertas com calotas, mas era comum na época que os donos as trocassem pelas rodas do Gol GT. Por dentro, o Voyage Super tinha bancos Recaro com revestimento especial, bastante cobiçados hoje em dia.

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A letra “S” vermelha é de “Super”

A carreira do Voyage Super foi curta, pois para o ano-modelo de 1987 a Volks preparava uma reestilização em toda a família, que trouxe para-choques envolventes, novos faróis e lanternas e a novos nomes para as versões — o Voyage Super passou a se chamar GLS Super, e agora o motor entregava 96 cv.

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Com isto, sabemos que o Voyage Super 1986 é um carro relativamente raro, o que torna um exemplar bem conservado e não modificado algo atraente, especialmente para os fãs. É o caso do Achado de Hoje, que está à venda em uma concessionária mineira. Ricardo Valle, dono do local, encontrou o carro à venda há cerca de seis meses. Apesar de íntegro, estava ligeiramente descaracterizado. A documentação, no entanto — que inclui todos os manuais e nota fiscal da compra original —, entregava o jogo.

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O carro foi repintado na cor original, o interior teve o revestimento recuperado e todos os itens de acabamento necessários foram providenciados. As rodas Snowflake de 14 polegadas são calçadas com pneus Firestone Firehawk 600. De acordo com Ricardo, são como os usados na épocas e adquiridos de um colecionador. O estepe é original e é uma boa ideia trocá-lo, ainda que seja um bom item de originalidade.

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De acordo com o vendedor, o carro está com mecânica, elétrica e suspensão em ordem — uma extensa revisão foi realizada há menos de seis meses, e o Voyage Super está perfeitamente apto para rodar imediatamente. A quilometragem é boa para um carro da idade: nem muito alta, nem muito baixa — cerca de 84 mil.

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O valor pedido não está distante da realidade do mercado, especialmente considerando o nicho dos Volks das antigas: são R$ 27 mil, negociáveis, por um dos poucos Voyage Super 1986 à venda hoje. Se se interessou, entre em contato com o vendedor pelo celular (31) 9248 4530.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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