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Achados meio perdidos

Que tal este raro Golf Cabriolet à venda no Brasil?

A terceira geração do Golf foi a primeira a despertar paixão nos brasileiros. Pelo menos de modo oficial, com importação do modelo fabricado em Puebla, no México. Além das versões mais simples, a GL e a GLX, vieram também os GTI, de duas portas e com dois tipos de carroceria: fechada ou conversível, mas mais conhecida como Cabrio. Apesar de o Golf ter sido o sexto carro mais vendido do Brasil em 1995, o Cabrio sempre foi raridade. E é por isso que ele está hoje em nosso Achados Meio Perdidos.

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Fabricado desde 1991 na Europa, o Golf MK3 só começou a ser vendido nos EUA em 1993. A fabricação em Puebla, fábrica que havia sido designada pela Volks para atender a América do Norte, havia sofrido com greves, atrasos e problemas de qualidade. E foi de Puebla que vieram os modelos brasileiros a partir de 1994 com exceção da versão GL — esta foi importada inicialmente da Alemanha e somente a partir de 1996 começou a vir da terra do Seu Madruga.

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As versões GTI vinham com motores 2.0 de oito válvulas e 114 cv a 5.400 rpm. Era um motor parecido com o dos Volkswagen feitos no Brasil, mas ele tinha o famoso cabeçote crossflow, ou fluxo cruzado. Quem viveu aquela época se lembra das longas discussões sobre os benefícios do sistema e que a expressão em inglês virou moda. Com 1.115 kg, na versão fechada, ele tinha desempenho suficiente para ir de 0 a 100 km/h em 11 s. Para a época, ficava devendo a outros esportivos, como Fiat Tipo 16V, o Sedici Valvole, que fazia o mesmo em 9,85 s, segundo a revista Quatro Rodas de janeiro de 1995. O Golf MK3 tinha 4,02 metros de comprimento e 2,47 m de entre-eixos, o que o coloca como um carro com dimensões bem parecidas com as do VW Gol atual.

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O Golt GTI Cabrio tinha o charme da capota removível, mas também mais peso e mais resistência em altas velocidades. Ao contrário da versão fechada, com a chegada da quarta geração ela passou por um mero facelift e foi vendida até 2002. Na Europa, ele era chamado de Golf 3,5, prova de que a prática não ficou restrita ao Golf fabricado no Brasil, que até bem pouco tempo atrás era conhecido como 4,5.

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O modelo que encontramos à venda, ano 1995, está em Campinas/SP e tem 56.000 km de acordo com o anúncio. Nem parece. Segundo o proprietário, tudo no carro está 100%: documentação, carroceria, motor e câmbio.

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Os para-choques dianteiro e traseiro, assim como a grade, foram repintados e as lanternas traseiras foram substituídas por modelos com lente fumê. As originais, caso o novo dono as prefira, estão guardadas.

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A capota, motivo de cuidado em modelos conversíveis, também está em perfeito estado, assim como o interior, que traz bancos de couro. O volante, também revestido de couro, não apresenta sinais visíveis de desgaste nem de reparos recentes.

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Apesar do bom estado, o modelo tem algumas modificações, como o couro dos bancos com costuras vermelhas, as rodas de tamanho maior e de desenho mais moderno (oferecidas na linha nacional da Volkswagen), o pomo do câmbio, que aparentemente veio dos Golf mais novos, da quarta geração e a grade dianteira aftermarket. Isso contudo, não tira a beleza do carro, embora possa desvalorizá-lo para alguns.

O vendedor pede R$ 52 mil pelo carro, o que pode ser explicado pela raridade e pelo estado de conservação do veículo. Se vale a pena, novamente é vocês quem irão dizer.

[ Mercado Livre ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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