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Achados meio perdidos

Que tal um Alfa Romeo Giulia Super 1600 praticamente impecável ficaria na sua garagem? Este aqui está à venda!

Não importa o tamanho da sua paixão por muscle cars, o quanto você adore os clássicos japoneses ou qual seja o tamanho do seu desejo por um belo esportivo alemão: todo entusiasta sonha com um Alfa Romeo clássico, de tração traseira e um belo coração italiano com comando duplo no cabeçote. É sério: já ouviu alguém dizer que não quer um Alfa Romeo nem por todo dinheiro deste mundo?

Pois é, temos quase certeza de que isto é impossível. O que nos traz ao Achado Meio Perdido de hoje: a rara oportunidade de comprar um Alfa Romeo Giulia Super 1600 no Brasil. E mais: trata-se de um carro com um belo histórico, muito bem conservado e, sem dúvida, capaz de proporcionar diversão ao volante por muitos anos, ainda.

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Você já deve ter ouvido falar do Alfa Romeo Giulia Super aqui no FlatOut – especialmente do belíssimo modelo cupê, que foi um dos maiores sucessos da Alfa na década de 1960. No entanto, o carro em questão é a versão sedã, projetada por Giuseppe Scarnati.

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Trata-se de um carro peculiar: as proporções não são exatamente sensuais, com três volumes bem definidos e uma silhueta bastante quadrada. No entanto, o Giulia sedã tem um charme quase indescritível eu uma identidade visual bastante marcante. E, por baixo da carroceria, um conjunto mecânico de primeira: motor de quatro cilindros Twin Cam de 1,3 litro e 80 cv ou 1,6 litro de até 112 cv; com bloco e cabeçote de alumínio, câmaras de combustão hemisféricas e virabrequim forjado. O câmbio era manual, de quatro (Giulia 1300) ou cinco marchas e, obviamente, levava a força do motor para as rodas traseiras.

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O carro em questão foi fabricado em 1967 e pertence à série 105.26. Isto significa que ele vinha com um motor 1.6 (1.570 cm³) alimentado por dois carburadores Weber 40DCOE de corpo duplo, capaz de entregar 106 cv a 5.500 rpm.

Uma das características do Tipo 105.26 era adoção de elementos do Giulia Super Ti, feito para as pistas: freios a discos (com servo-assistência) nas quatro rodas, volante menor, com três raios de metal e um novo painel de instrumentos com destaque para velocímetro e conta-giros.

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Isto ajuda a entender como um carro de visual até careta podia ser um esportivo tão bom: a ergonomia do interior é excelente para uma tocada animada; os 106 cv do motor só precisavam puxar 990 kg e a tração traseira, somada à suspensão independente nas quatro rodas (McPherson com braços inferiores na dianteira e braços arrastados na traseira), garantia um excelente comportamento nas curvas. Isto sem falar na carroceria que, apesar de quadradona, era surpreendentemente aerodinâmica: o Cx do Giulia é de apenas 0,34 – menor que o do Porsche 911 da época.

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O Giulia 1600 1967 que se vê nas fotos pertence à coleção conhecida como O Acervo, que pertence a James Mendonça e seu filho, Henrique. O carro chegou ao Brasil ainda em 1967, com certificado de venda a São Paulo, Brasil e registro no Centro Documentazione Automobilismo da Alfa Romeo na Itália.

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Seu primeiro dono foi o piloto Ubaldo Lolli, famoso nos anos 1960 por defender a Jolly-Gancia, equipe do comendador Pedro Gancia, e em sequência passou para as mãos de José Rezende Mahar, o famoso Mestre Mahar, jornalista automotivo e especialista na história do automobilismo no Brasil, antes de chegar ao Acervo à cerca de três anos.

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Desde então o carro participou de alguns ralis históricos e levou noivas a casamentos, e mas nunca deixou de ser bem cuidado. O estado da carroceria branca e do interior forrado de curvim vermelho atestam o bom estado do carro que, se não está impecável, chega perto disso. Além disso, qualquer um que tenha um mínimo de experiência com carros antigos sabe que um automóvel clássico é como um organismo vivo: sem exercícios, ele “enferruja”. O motor foi totalmente revisado por um especialista em São Paulo e está na mais perfeita ordem, de acordo com o atual proprietário.

Se você se interessou, saiba que um Giulia como este não custa barato: este aqui está sendo oferecido por R$ 135 mil. Não é pouco dinheiro, claro, mas a pedida se torna bem mais compreensível quando lembramos que, na Europa, um carro como este não sai por menos de € 30 mil, ou R$ 122 mil em conversão direta. Considerando os impostos de importação e toda a burocracia envolvida, temos certeza de que trazer um exemplar de fora custaria bem mais tempo e dinheiro.

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O carro está em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Se você se interessou, vai encontrar os contatos para fazer uma proposta no link abaixo.

[ OLX/Fotos cedidas por Henrique Resende Mendonça ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

 

 

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