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Achados meio perdidos

Que tal um Ford Fiesta 1995 sleeper, com motor 2.5 de Fusion sob o capô?

O primeiro Fiesta a ser vendido no Brasil vinha importado da Espanha, ainda em sua terceira geração, e se tornou conhecido tanto pela economia absurda quanto pela falta de fôlego do seu motor 1.3 Endura. Mas era simpático, compacto e custava relativamente pouco, o que fez dele um sucesso de vendas. Vinte anos depois, os que ficaram inteiros são ou candidatos a coleções ou papéis em branco para projetos extraordinários. Nosso Achado Meio Perdido de hoje foi pelo segundo caminho, e recebeu um motor 2.5 de Fusion.

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Antes de falarmos do sleeper, vale repassar como era o Fiestinha original. Com 3,73 m de comprimento, 2,46 m de entre-eixos, 1,59 m de largura, 1,35 m de altura e 227 litros de porta-malas, o Fiesta chegou ao Brasil em abril de 1995. Pesava 870 kg e vinha com o motor 1.3 Endura, um versão modernizada do motor que nasceu no Ford Anglia, em 1959, o Kent. Ford Kent.

O Endura rendia 60 cv a 5.000 rpm e 10,3 mkgf a 2.500 rpm. Não era nada que entusiasmasse, a não ser na hora de abastecer. Segundo a revista Quatro Rodas do lançamento, o carro era capaz de 12,75 km/l na cidade e 16,37 km/l na estrada. Era mais econômico do que o Renault Twingo 1.2 com o qual ele foi comparado na época. Faria bonito no Conpet.

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Na Europa, o Fiesta MK3 teve algumas versões nervosas, como a XR2i, com 104 cv, a RS1800, de 130 cv, e a RS Turbo, de 133 cv. E é importante lembrarmos delas aqui para contextualizar o que é este belo sleeper.

O vendedor, Augusto Passos, comprou o Fiestinha branco, original de tudo, de seu primeiro dono. O carro tinha 80 mil km e nunca tinha sofrido nenhuma batida, mérito que ele conserva até hoje, segundo o dono. Em 2012, um Fusion batido de traseira, com apenas 10 mil km, cedeu seu motor 2.5 para o Fiesta. Augusto não legalizou o novo motor no carro, mas tem a nota fiscal de compra, documento essencial para fazer a regularização.

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O transplante foi executado pelo pessoal da oficina Streetrace, de Curitiba, e deu um trabalho razoável, para dizer o mínimo. O câmbio usado no projeto é o MXT, tirado de um Ford Focus 2.0 2010 ainda não equipado com o IB5.

Augusto chegou a mudar a suspensão do carro, instalando uma da marca alemã TA-Technix, o que ajuda bastante o carro. O mago das suspensões da Ford, Richard Parry-Jones, só interferiu no Fiesta a partir da quarta geração, uma das explicações para o CLX 1.4 16V ser até hoje considerado coisa do capeta. O RS Turbo, por exemplo, era considerado muito ruim de curva.

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Quanto ao motor, o 2.5 passou a rodar apenas com etanol e teve sua central de injeção trocada por uma FuelTech FT400. Com ela, o motor, originalmente de 173 cv, passou a render 190 cv. O temor de algum desequilíbrio em razão do peso do motor maior, segundo Augusto, não tem muita razão de ser, já que o motor 2.5 é todo de alumínio, enquanto o original era de ferro fundido.

Augusto tinha a intenção de arrumar também os freios do carro, para poder levá-lo a track days, mas acabou desistindo da empreitada em favor de outros projetos. E resolveu passar o super Fiestinha adiante.

Pelo carro, que tem também rodas de 15 polegadas do Mondeo, Augusto está pedindo R$ 35 mil. Um Fiesta original do mesmo ano não passa dos R$ 10 mil, mas também não tem 190 cv sob o capô nem suspensão especial. Interessou? Você consegue os contatos do Augusto no link abaixo.

[ Dragster Brasil – dica do leitor Vinicius Mascarello ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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