FlatOut!
Image default
Achados meio perdidos

Que tal um Monza Classic bem conservado, original e honesto para curtir nos fins de semana?

O Chevrolet Monza foi um dos carros mais bem sucedidos da história da indústria nacional. Segundo carro mundial da General Motors, ele teve versões vendidas em praticamente todos os continentes (talvez até exista algum J-Car rodando na Antártida…), mas foi o Brasil um dos mercados onde o Monza foi melhor sucedido. Tanto que, mesmo sendo um modelo médio, ele foi o carro mais vendido do País por três anos consecutivos, entre 1984 e 1986.

Um carro que ainda é visto com tanta frequência nas nossas ruas pode ser chamado de clássico? No caso do Monza, isto é verdade com certas versões – o hot hatch S/R, por exemplo, é bastante difícil de encontrar bem conservado e original. Quer outro exemplo? O Monza Classic, que também é nosso Achado Meio Perdido de hoje.

20161211_191106

Em 1991, o Chevrolet Monza já tinha nove anos de mercado e precisava de um facelift urgente. A Chevrolet modificou a dianteira, que ficou mais alongada e baixa e ganhou faróis mais estreitos. A traseira também mudou, adotando lanternas lisas ao estilo “capelinha”. A ideia era aproximá-lo do Omega, sedã topo de linha de origem Opel que seria lançado nos meses seguintes, substituto mais do que bem-vindo para o Opala.

Os fãs do Monza, por mais que hoje em dia apreciem o apelidado “tubarão”, não gostaram muito da mudança de imediato: o visual desenhado pela Opel era, de fato, mais harmônico e, na nossa opinião, o mais bacana entre os chamados J-Cars (que, como vimos neste post, eram muitos). E nosso Achado Meio Perdido é justamente um exemplar do último ano do Monza com o visual original.

20161211_191902

Trata-se de um Monza Classic SE 1990, versão que só não era mais cara que o exclusivo Monza Classic SE 500EF, edição especial com a assinatura de Emerson Fittipaldi (o 500 era uma referência à Indy 500) e injeção de combustível Bosch, sendo o primeiro Chevrolet a oferecê-la.

O Monza Classic SE “comum” tinha o mesmo Familia II de dois litros com comando simples no cabeçote encontrado no 500EF, porém com carburador e 99 cv, 17 cv a menos que os 116 cv do modelo especial. Fora isto, os carros eram praticamente idênticos. O Classic tinha visual mais sóbrio, pois não tinha o pequeno spoiler traseiro, e trazia molduras laterais bastante largas, lanternas traseiras lisas, com extensões refletoras ao lado da placa (e um friso cromado as cortando horizontalmente). Uma extensão plástica da cor da carroceria ficava sob o para-choque dianteiro, tornando o aspecto geral da região mais robusto e moderno.

20161023_122638

Por dentro, o Classic SE tinha bancos revestidos com veludo, computador de bordo no painel (que, na verdade, estava mais para um relógio digital com algumas funções extras), novo volante regulável em cinco posições, painel com conta-giros, vidros verdes (elétricos), travas elétricas, retrovisores elétricos, antena elétrica, abertura remota do porta-malas e ar-condicionado.

Era um carro bastante confortável e de bom desempenho para os padrões da época. E o carro de Jhordan Pelegrini, que está anunciando seu Monza Classic SE 1990 no OLX, é um belo exemplar.

20161118_184212

Jhordan comprou o carro no fim do ano passado. Ele conta que o dono anterior ficou com o Monza por cerca de três anos, e que o mesmo ficou parado entre 1998 e 2006, quando voltou a rodar. Na época, o carro estava com pouco menos de 50.000 km rodados, hoje são cerca de 127.000 km rodados.

20161211_193340 20161211_193229 20161211_193150 20161211_193447

A carroceria na cor Verde Araripe já recebeu retoques na pintura e nos para-choques, mas nunca sofreu colisões e está perfeitamente alinhada (a inclinação do para-choque dianteiro, segundo Jhordan, é problema crônico nos Monza fabricados até 1990). O interior está muito bem conservado, com todos os revestimentos originais, com uns poucos sinais de desgaste (como na junção do revestimento da porta com o quebra-vento do motorista), e o dono garante que tudo está funcionando perfeitamente, dos ajustes elétricos ao ar-condicionado.

20161118_175049 20161211_191312 20161211_191126 20161211_192307 20161211_192416

Jhordan mantém a mecânica do carro, incluindo suspensão e freios, sempre em dia – sua intenção era fazer o hodômetro rodar curtindo o carro aos fins de semana, mas precisou mudar-se da cidade onde o carro se encontra (Araranguá, em Santa Catarina). Como o Monza fica aos cuidados de seus pais e não sai de casa tanto quanto deveria, Jhordan o colocou à venda.

20161118_175049

O valor pedido está na média dos Monza desta época bem apresentável e bem cuidado como este: R$ 18.000. Jhordan diz que não está interessado em trocas, mas que o valor para a venda é negociável. Se você se interessou, pode entrar em contato com ele pelo telefone (48) 9 8800-8880 (com WhatsApp) ou pelo email [email protected].

20161211_194630

OLX, Dica do leitor Paulo Mopar


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial, tampouco de uma reportagem aprofundada. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

Matérias relacionadas

Este Puma GT impecável é um dos primeiros com mecânica VW — e ele pode ser seu

Dalmo Hernandes

Viaje no tempo com esta Ferrari 308 GTS à venda no Brasil

Dalmo Hernandes

Fiat 128 Rural: esta peruinha italiana feita na Argentina está à venda no Brasil

Dalmo Hernandes