Edição diária: 16/06/2019
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Achados meio perdidos Zero a 300

Quer um clássico brasileiro dos anos 90? Este VW Apollo GLS muito original está à venda

O antigomobilismo é um hobby gratificante, porém difícil – carros antigos, com mais de 30 anos de idade, são divertidíssimos de guiar, mas exigem um nível de cuidado muito maior. Mesmo que estejam bem conservados, são automóveis cujos componentes já sofreram bastante desgaste, fabricados com métodos e materiais mais rústicos e, naturalmente, com eles você está sempre sujeito a uma surpresa desagradável ou no mínimo incômoda. Faz parte.

Se você quer uma experiência de condução mais orgânica e pretende tirá-lo da garagem com mais regularidade, talvez seja uma boa escolher um carro usado um pouco mais recente: algo que ainda não seja antigo o suficiente para ser considerado um clássico, mas que também não seja recente o bastante para ser considerado moderno. Ou seja: eles são old school, com carroceria esbelta, muitas vezes motores carburados e já fazem parte das memórias nostálgicas de muita gente. Atualmente os carros dos anos 90 estão neste grupo, e foi por isso que fizemos esta introdução: o Achado meio Perdido de hoje é um Volkswagen Apollo 1990 bastante íntegro, relativamente pouco rodado e sob medida para curtir ou restaurar.

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O Volkswagen Apollo foi um dos primeiros frutos da Autolatina, parceria que a Volkswagen e a Ford fizeram no Brasil na virada dos anos 90. As duas marcas compartilhariam não apenas recursos financeiros, mas também seus projetos – os Ford Escort com motor VW AP e os VW Gol com motor Ford CHT (que na verdade é um projeto de origem francesa, da Renault, como contamos aqui) existem graças à Autolatina, que operou entre 1987 e 1996.

Foi em 1989 que o Escort Mk4 (que, na verdade, era um Mk3 com uma reestilização bem abrangente) começou a ser equipado com motor Volkswagen nas versões mais caras, Ghia e XR3, com deslocamento de 1,8 litro. Era uma boa: o motor CHT 1.6, com comando no bloco, entregava no máximo 83 cv, enquanto o motor AP 1.8, com comando no cabeçote, tinha pelo menos 99 cv.

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Naquele mesmo ano a Ford apresentou a versão sedã de duas portas do Escort. O Verona tinha praticamente as mesmas linhas do Escort na dianteira, porém o para-choque e a grade eram das peças separadas, dando ao carro um aspecto mais sóbrio – era praticamente o mesmo visual do Ford Orion, sedã do Escort na Europa. A traseira, contudo, era diferente: primeiro, porque o Orion só era vendido com quatro portas na Europa, e seu terceiro volume era mais “caído” do que no Verona, o que deixava a traseira com uma silhueta mais conservadora.

O Verona tinha versões com motor CHT 1.6 (a básica LX) e AP 1.8 (a de topo GLX). Em 1990, com o fim iminente do Voyage, a Volkswagen lançou sua versão do Verona, o Apollo.

Os carros eram praticamente gêmeos, mas o Apollo tinha pretensões mais “esportivas”: detalhes na carroceria eram pintados de prata, como os borrachões nas laterais e a moldura das janelas; um pequeno aerofólio era instalado na tampa do porta-malas e as lanternas traseiras eram escurecidas, com refletores na moldura da placa. O desenho do painel de instrumentos também era diferente, mas a disposição dos comandos e das saídas de ar era igual, assim como as forrações das portas.

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O Apollo, porém, só era equipado com motor de 1,8 litro, fosse na versão básica GL ou na de topo GLS, que trazia como diferenciais os para-choques pintados na cor da carroceria e diversos equipamentos de série que eram opcionais no Verona, como bancos dianteiros com ajuste lombar, vidros elétricos, bancos traseiros com encostos de cabeça, rodas de alumínio de 13 polegadas, ar-quente e rádio. O desejado teto-solar, porém, permanecia como opcional.

Embora os dois compartilhassem o mesmo motor AP 1.8, (que era uma versão um pouco mais mansa, de 93 cv), a transmissão do Volkswagen tinha relações um pouco mais curtas, como no Escort XR3. Isto deixava o Apollo um pouco mais esperto, especialmente em retomadas. Além disso, a suspensão do Apollo era um pouco mais firme, a fim de deixar o comportamento do carro mais parecido com o que os clientes da Volks já estavam acostumados – os Ford tinham rodar mais macio e confortável.

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O nosso Achado meio Perdido de hoje, um VW Apollo GLS 1990, pertence a Lucas Carvalho, de São Paulo/SP. Ele conta que é o quarto dono do carro, que permaneceu na família do primeiro segundo dono entre 1992 e 2014.

O carro tem pouco mais de 94.000 km marcados no hodômetro, e Lucas garante que esta é a quilometragem real. De fato, o Apollo está muito bem conservado para sua idade. A pintura azul escuro metálico é bastante original, com um retoque no para-lama esquerdo traseiro e algumas marcas do tempo, especialmente no para-choque dianteiro.

 

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O aspecto geral, contudo, é bom. O dono diz que do lado de dentro o carro não sofreu nenhuma modificação, e a situação se repete: há alguns pontos de desgaste, mas nada imperdoável para um automóvel fabricado há 28 anos. Faróis, lanternas e demais itens de acabamento são originais, assim como o rádio Volksline (que acompanha o manual do proprietário). Lucas diz que todos os equipamentos do carro, como os ajustes dos bancos, o ar quente e o desembaçador traseiro, funcionam perfeitamente.

Lucas afirma que o motor é original e jamais foi aberto. Ele observa que comprou o carro com 88.000 km rodados e que os cabos e velas haviam sido trocados pouco antes. Desde que pegou o Apollo, Lucas realizou toda a manutenção de rotina e trocou alguns itens, como as lentes dos piscas dianteiros, cilindro-mestre do freios, caixa de direção, rolamentos das rodas, baterias, braços oscilantes e batentes da suspensão dianteira e também os pneus (que, de acordo com ele, não rodaram 3.000 km). Bomba d’água e válvula termostática também são novas.

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Por fim, Lucas acrescenta que o carro foi equipado com um sistema de escape com dutos de 2” e abafador JK, mantendo o coletor original. Diz também que o preço à vista é negociável.

Para nós, este Apollo parece uma boa para quem quer um carro mais acessível, de manutenção fácil e com conforto e potência adequados para o dia-a-dia. E, se você é um apreciador dos carros dos anos 90, também pode ser um bom ponto de partida para um projeto de restauração nos padrões originais. Ficou interessado? É só clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do dono!

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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