Edição diária: 19/06/2019
FlatOut!
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Zero a 300

Renault Clio sai de linha depois de 18 anos, Toyota irá produzir hot hatch de 210 cv, Ford GT chegará aos 347 km/h e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Renault tira Clio de linha depois de 18 anos

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A produção do Renault Clio já havia sido encerrada na Argentina (de onde ele era importado desde 2007) em outubro, mas com unidades em estoque a marca francesa continuou oferecendo o modelo como opção de entrada em sua linha — especialmente após os atrasos no lançamento de seu sucessor, o Kwid, que deveria ter sido lançado naquele mesmo mês. A sobrevida do Clio não durou muito: nesta semana o modelo foi retirado do site da Renault, chegando ao fim de sua carreira depois de 18 anos.

O Clio chegou ao Brasil em 1997, no final de sua primeira geração. Em 1999 a então novíssima segunda geração começou a ser fabricada no Brasil, oferecendo airbags para motorista e passageiro de série em todas as versões. Em 2007 a produção passou para a fábrica da Renault da Argentina, de onde ele era importado nos últimos anos.

Sem o Clio, o modelo de entrada da Renault passa a ser temporariamente o Sandero 1.0, que parte de R$ 42.400, ao menos até a chegada do Kwid no segundo semestre.

 

Novo Ford GT chega aos 347 km/h

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O novo GT já está há tanto tempo sendo saturado na mídia pela Ford que ele já nem parece ser um carro ainda inédito. É verdade: a produção já foi iniciada, mas ainda não há dados exatos sobre sua potência ou desempenho, tampouco avaliações feitas pela imprensa estrangeira.

 

Sua velocidade máxima, por exemplo, ainda é desconhecida. A Ford dizia apenas que ele “irá superar os 320 km/h” (200 mph). Mas agora, ao divulgar as primeiras imagens das telas de seu quadro de instrumentos digital, ela deixou claro que o carro chegará ao menos até as 216 mph, ou 347,6 km/h. Será esta sua velocidade máxima? Não sabemos ao certo, mas apostaríamos que sim, considerando que ele terá entre 600 e 650 cv e usa elementos aerodinâmicos para obter mais downforce, o que limita uma velocidade máxima muito elevada. Bem… não que isso seja pouco, afinal, é mais rápido que o Porsche 918 Spyder e pouco abaixo da LaFerrari e McLaren P1.

O carro terá cinco modos de condução: Normal, Wet, Sport, Track e V-Max. Em cada um deles o quadro de instrumentos destaca informações diferentes, mais relevantes para o motorista. No modo V-Max, por exemplo, a posição de destaque exibe a velocidade do carro, enquanto no modo Track a informação exibida é a marcha na qual o carro está operando, ladeada por informações importantes para a pista como temperatura do motor, do óleo e pressão de óleo.

 

 

Toyota está preparando um hot hatch com 210 cv

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Com exceção do GT86 os modelos atuais da Toyota não são exatamente objetos de desejo para os entusiastas, mas isso pode mudar em breve. Além do retorno do Supra, previsto para 2018, a marca japonesa está desenvolvendo uma versão esportiva do seu hatch Yaris.

O modelo será uma resposta da Toyota ao Ford Fiesta ST. Os dois modelos já rivalizam no WRC em suas versões de rali, porém a briga não se repete nas ruas porque a Toyota simplesmente ainda não tem uma versão apimentada do Yaris. A marca japonesa já havia revelado alguns sketches no Twitter na semana passada, e agora publicou as primeiras imagens do super-Yaris.

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O visual é um tanto controverso — como quase tudo o que a Toyota tem feito nos últimos anos — porém o que importa de verdade está embaixo do capô colorido: um motor turbo que promete ao menos 210 cv. A marca não revelou detalhes sobre a cilindrada, mas apostaríamos em um 1.8 turbo. A Toyota também disse que “foram feitas muitas modificações técnicas para melhorar o conforto e a dinâmica do carro”, o que nos parece absolutamente necessário para um carro que pretende rivalizar com o Fiesta ST.

Todos os detalhes e informações serão revelados em março, quando o carro for apresentado oficialmente no Salão de Genebra.

 

Governo dos EUA acusa Fiat Chrysler de fraudar testes de emissões de 104.000 carros

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A Agência Nacional de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) denunciou nesta última quinta-feira (12) a Fiat Chrysler (FCA) por fraude em dados de emissões de 104.000 veículos com motores a diesel comercializados naquele país desde 2014.

Segundo a EPA, a fabricante usou um software para controlar as emissões de poluentes durante testes do CARB, o órgão estatal da Califórnia responsável pelo controle. O programa é similar ao utilizado pela Volkswagen em seus motores a diesel, e que desencadeou o escândalo dieselgate. O governo americano agora irá investigar os impactos causados pelas supostas fraudes nos motores dos veículos do grupo FCA.

Caso a fabricante seja considerada culpada, a multa pode chegar aos US$ 44.500 por veículo comercializado, o que resultaria em valor total de cerca de 4,63 bilhões. Em resposta à denúncia, a Fiat Chrysler declarou por meio de seu CEO, Sergio Marchionne, que não fez nada ilegal e que jamais houve intenção de burlar os testes.

 

Ministro quer implementar limites na internet fixa ainda neste ano

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Update às 16:00: ainda nesta sexta-feira (13) a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) disse que ministro Gilberto Kassab cometeu um equívoco, e que a internet não será limitada. Mais tarde o ministro confirmou a declaração da Anatel, dizendo que o governo não pretende limitar a internet fixa dos brasileiros. Em nota divulgada à imprensa, o ministro disse que “não haverá mudanças no modelo atual de planos de banda larga fixa, reiterando seu compromisso em atender o interesse da população e do consumidor”.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, confirmou nesta última quinta-feira que a franquia de dados da internet fixa vai acabar, e que a venda de pacote de dados móveis será regulamentada — tudo a partir do segundo semestre deste ano. A notícia foi recebida com surpresa, uma vez que após longa discussão no ano passado a Anatel optou por não instituir a limitação da franquia de banda larga.

Você talvez esteja se perguntando por que raios o FlatOut está falando sobre tecnologia e internet no Zero a 300. Bem, porque esta notícia é sobre um assunto que afeta diretamente a cultura automotiva em vários aspectos. Pense por um instante em quantos vídeos você assiste no YouTube ao longo de 30 dias. Somente nosso YouTuBR, que reúne os canais independentes mais legais do Brasil, exibe ao menos 40 minutos de vídeos por semana. É pela internet também que você assiste a uma série de programas automotivos como The Grand Tour, Chris Harris Drives ou Roadkill (que agora está no Netflix).

Depois há a questão dos games e simuladores: atualizações e DLCs consomem uma quantidade considerável de dados, e cada vez mais os jogos estão deixando de ser vendidos em mídia física para ser apenas baixados pela internet. Project CARS, por exemplo, tem 25 GB em seu download básico no Steam.

Por último, da mesma forma que a medida poderá limitar seu consumo de informação e entretenimento (ou ao menos torná-lo mais caro), ela também irá afetar diretamente os produtores de conteúdo. Vídeos em HD têm, em média, 1GB por hora. Galerias de imagens, fotos em alta resolução, transferências de segmentos de vídeos em pré-produção — tudo isso será limitado (ou encarecido) caso a nova medida seja implementada como deseja o ministro.

A limitação de dados de internet é adotada em diversos países como Canadá, EUA, Austrália, Bahrein e Reino Unido, porém não são todas as operadoras que a praticam. Nos EUA, por exemplo, AT&T e Verizon têm seus limites, enquanto a Time Warner mantém apenas uma cláusula sobre uso abusivo da rede. No Brasil Vivo, Tim e NET já anunciaram a intenção de impor limites de acordo com o pacote.

Nesta sexta-feira (13), membros brasileiros do grupo hacker Anonymous declararam que irão agir contra as operadoras caso os limites sejam impostos. Em 2016 eles já haviam se posicionado contra a limitação ao sequestrar os servidores da Anatel exigindo ações contra a limitação.

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Leonardo Contesini