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Russos malucos fizeram um Nissan “Juke-R” de 850 cv – e ficou demais

A essa altura a ideia de colocar o motor V6 biturbo de 3,8 litros do Nissan GT-R no crossover Juke não causa mais tanta estranheza — só um pouco, afinal lá se vão três anos desde que a Nissan teve esta ideia deliciosamente contraditória. Só que o conceito continua impressionante — tanto que, no fim de 2012, uma companhia de tuning russa resolveu criar seu próprio Juke-R.

A razão é fácil de entender: a equipe responsável pelo Juke-R trabalhou na surdina — longe dos ouvidos dos executivos —, mas no fim das contas a ideia de um Nissan Juke com um motor V6 biturbo de 552 cv atraiu gente o bastante para que a marca decidisse construir uma série limitada de cerca de 20 unidades do super-crossover, que foram vendidas a US$ 660 mil cada (cerca de R$ 1,48 milhão).

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Contudo, a companhia russa Shpilli Villi Engineering (também conhecida como SV Tuning), de São Petersburgo, achava que era possível realizar este feito por conta própria. E era mesmo.

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Esta é a versão russa do Nissan Juke-R. Ele também se chama Juke-R (e é surpreendente que a Nissan não tenha se incomodado com isto até agora) e segue a mesma receita — carroceria de Juke, motor e transmissão de GT-R —, porém com algumas melhorias: o V6 recebeu dois turbocompressores HKS e um sistema de óxido nitroso.

O resultado? Um salto de potência para 700 cv — usando gasolina comum. Com combustível de alta octanagem, a potência vai para 850 cv. E é claro que ele anda MUITO.

Para se ter uma ideia, ele quase superou um Bugatti Veyron em uma disputa de arrancada no ano passado. É impressionante:

Em entrevista ao Jalopnik US, Misha Charoudin — um dos criadores do Juke-R russo — disse que uma das maiores dificuldades na execução do projeto foi lidar com a “geometria” do carro. Veja bem: o Juke-R da Nissan foi construído sobre a plataforma encurtada de um GT-R, e extensas modificações na estrutura do carro foram realizadas para que o V6 longitudinal e o sistema de tração integral funcionassem plenamente na nova carroceria.

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Misha contou que tudo isto foi levado em consideração — e até mesmo o painel de instrumentos do GT-R foi implantado no painel do Juke, assim como no carro feito pela Nissan. E ele garante: fica mais barato:

O cliente pode mandar seu próprio Juke (ou GT-R) para uma conversão ou encomendar um Juke-R completo. Ambas as opções custam só uma fração do que a Nissan pede.”

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E eles foram a Nürburgring algumas vezes para testar o carro. A última vez aconteceu há alguns dias — na chuva!

Se você se interessou, tudo o que tem que fazer é entrar em contato com a Shpilli Villi Engineering pelo site Juke-R.com — você só precisa de um Nissan Juke e um GT-R. Ah, e provavelmente uma bela quantia em dinheiro — ainda que a SV diga que ele cust menos do que os US$ 660 mil que a Nissan pedia pelo Juke-R “oficial”, realizar todas as transformações necessárias para transformar um crossover esquisito em um supercarro não deve ser barato.

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