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Salon RétroMobile 2018: veja como foi a edição deste ano do maior salão de carros clássicos da Europa

Estamos em fevereiro, mas para qualquer amante de carros antigos, pode-se dizer que dos dias 07 a 11 o Natal chegou novamente trazendo uma variedade fantástica de marcas e modelos, que nos levam dos antigos aos conceitos mais futuristas.

Nem neve e a chuva de Paris afastaram os aproximadamente 120.000 visitantes do 43º Salão. E não é por menos que todos os olhos automobilísticos do mundo se voltam para capital da França nesses cinco dias.

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Peugeot Exalt

Nos dois pavilhões foi possível reviver praticamente tudo que a indústria automobilística trouxe ao mundo desde sua existência — desde os modelos mais mundanos do final do século 19, até os carros mais radicais já construídos para o automobilismo. Como este Porsche 917 abaixo, que revelou até mesmo suas entranhas mecânicas:

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De um lado  o estande com os principais carros da Mclaren, como o mítica MP4/4 e o M23. Do outro, carros antigos a venda por cerca de €20.000. A diversidade dos modelos expostos é surpreendente. A imersão não estaria completa sem os inúmeros estandes de vendas de peças, restauradoras de veículos, roupas de época, memorabilia e obras de arte.

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Sim: a perua Peugeot 404 Break que servia como carro de apoio à Scuderia nos anos 1960 e 1970

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Abaixo destes pavilhões foi possível dar uma “espiada” no que estaria por vir no leilão que acontecia junto com o evento:

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Quantos carros você consegue identificar?

Uma das principais atrações, se não a principal, foi o “relançamento” do Jaguar D-Type:

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Três vitórias consecutivas nas 24 Horas de Le Mans (1955, 1956 e 1957) é só o começo da conversa sobre o D-Type. Na cola do XKSS, a Jaguar irá fabricar apenas 25 unidades que serão construídas a mão na cidade de Warwickshire, Inglaterra. Seguindo especificações originais da década de 50.

Originalmente a Jaguar tinha planejado 100 exemplares, mas somente 75 foram fabricados. Os outros 25 serão feitos agora. Seria apenas mais um caso de storytelling? Quem se importa? O carro virou uma obra de arte. Com o avanço tecnológico dos anos 50 até os dias de hoje, não poderíamos esperar menos da Jaguar. Perfeito em cada detalhe.

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Outro fato interessante é que não vamos ver ele rodando nas ruas: ele irá rodar apenas nas pistas, que é para onde foi projetado. De qualquer forma considero um dos carros mais bonitos já construídos.

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Acompanhe o vídeo de lançamento do D-Type aqui:

Confiram agora algumas das máquinas que estiveram por lá!

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No estande da Porsche, um 356 1952 acompanhado de seu herdeiro tecnológico, o 959.

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Abaixo, um Bentley 1934 Drophead Coupé 3,5 Litros…

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… e um Bentley 1929 Gurney Nutting Speed Six Coupé.

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O estande da Renault estava recheado por seus protótipos do Grupo C…

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… e por uma das variações do Renault 10CV do início do século 20.

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E aqui um Mercedes-Benz 300SL “Gullwing” que rodou zero quilômetro depois de restaurado:

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Já identificou o carro não é? Quem mais usaria este logotipo se não as Ferrari Berlineta Boxer? Aqui, o representante é a BB LM, a versão de endurance que correu nos anos 1970 e 1980.

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Fique com os 12 cilindros opostos do propulsor da Berlinetta Boxer LM. Para tirar o fôlego de qualquer um!

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Este Aston abaixo é o resultado de uma restauração de 4.500 horas: um Aston Martin DB6 vestindo uma de suas cores mais exóticas, da qual gosto bastante: “Bahama Yellow”.

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Foi restaurado rigorosamente seguindo as especificações da época. Um trabalho magnífico e perfeito que pode ser seu por £695.000.

Agora um modesto Lancia Stratos com a lendária pintura da Alitalia e seu V6 Ferrari:

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Um, dos aproximadamente 1.000 exemplares do Alfa Romeo SZ “Sprint Zagato” 1989 equipado com um V6 de três litros que produz 210 cv a 6.200 rpm. Tudo para as rodas traseiras, claro.

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Em seguida um Mercedes-Benz SLR McLaren Stirling Moss. Uma das 75 unidades produzidas, e uma das quatro na cor branca. Toda sua carroceria é feita em fibra de carbono e remete ao lendário 300 SLR com o qual Stirling Moss venceu a Mille Miglia de 1955. Um detalhe curioso é que a Mercedes só vendia essa unidade aos proprietários do Mercedes SLR McLaren cupê ou roadster.

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Para os fãs de Rally, assim como eu, um carro que te deixa hipnotizado pelo que representou: o Lancia Delta S4 de 1985. O primeiro modelo de tração integral da Lancia.

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Seu motor 1.8 ganhou turbo e supercharger para eliminar o lag do turbo e produzir 550 cv. O “Frankenstein” da engenharia italiana, faz de 0 a 100 em apenas 2,5 segundos — no cascalho!

Quer se arrepiar um pouco mais e descobrir como foi o teste do protótipo?  Confira o vídeo no parque La Mandria, Itália, em 1984:

Abaixo um Alfa Romeo T33/2 Daytona, uma variação do T33 desenvolvida para correr na clássica prova americana. Eles não superaram o Porsche 907 com motor 2.2, mas o V8 de dois litros e 270 cv a 9.600 rpm foi suficiente para garantir a vitória em sua classe (até 2 litros) nas 24 Horas de Daytona de 1968.

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Facel Vega 1957 FV4. Foram feitas apenas 36 unidades, todas equipadas com o motor V8 Chrysler Hemi de 5,8 litros e 325 cv. Esta foi a tentativa francesa de ter um GT esportivo de alto desempenho.  Ao seu lado, você já deve ter percebido, está um Lamborghini LM002.

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Abaixo temos o carro do Noel Gallagher um Fiat 8V “Supersonic” 1953. Era equipado com um motor V8 de dois litros e 125 cv. Foram produzidas apenas 114 unidades produzidas entre 1952 a 1954, mas sendo um Supersonic, este é um dos únicos 15 modelos com carroceria feita pela Ghia, inspirada no design “espacial” típico dos anos 1950.

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Abaixo o BMW M1 Procar, com seu lendário M88/1 de 3,5 litros preparado pelo próprio Paul Rosche para produzir 470 cv a 9.000:

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Uma carroceria do Countach LP400 1976 restaurada pelo Polo Storico da Lamborghini:

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E um dos meus carros favoritos, que já tive o prazer de dirigir: Lamborghini Miura P400 1967, também restaurado pelo Lamborghini Polo Storico:

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Já que estamos na França, aqui está o lendário “record car” de 1927 da Avions Voisin. Este carro quebrou 17 recordes de velocidade ao longo de 24 horas no oval inclinado de Linas-Montlhéry, há 91 anos.

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A seguir, um Fiat Abarth 500 GT Coupé Zagato 1958. Tinha o mesmo motor traseiro de dois cilindros do Fiat 500 original. Tinha só 26 cv, mas também pesava apenas 465 kg.

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Se você quiser algo mais corpulento, aqui vai:

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Este é o V12 de 120º do Abarth T 140 Le Mans 1967. O que você está vendo são mesmo quatro carburadores Weber 40 de corpo triplo. O carro tem duas válvulas por cilindro, taxa de compressão na ordem dos 10,5:1, ignição dupla (duas velas por cilindro) e produzia 610 cv a 6.700rpm.

Abaixo o Brabham BT49 usado por Riccardo Patrese em 1982:

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O McLaren M23 Cosworth de Emerson Fittipaldi:

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Mclaren M14A que levou Denny Hulme a quatro pódios e à quarta colocação no Mundial em 1970:

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E agora o Mclaren MP4/4 de 1988 de Ayrton Senna:

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Mais um F1 “brasileiro”: o Lotus 100T usado por Nelson Piquet em 1988:

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E agora o Peugeot 208 Pikes Peak de Sébastien Loeb

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E para finalizar este post, a Ferrari F1 642 da temporada de 1991, pilotada por Alain Prost:

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Espero que tenham gostado do breve passeio pelo evento.

Abraços e até a próxima!

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