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Achados meio perdidos

Seis cilindros alemães: este BMW 635CSi muito original e conservadíssimo está à venda

Atualmente, o representante da BMW no segmento dos cupês grandes é o Série 8 – que foi lançado em 2017 e está prestes a ganhar sua versão M, fechando um ciclo iniciado na década de 1990. Há três ou quatro décadas, porém, esta posição ficava com o Série 6 de primeira geração, código E24. Um carro elegante e veloz, na linha esporte-fino, descendente direto do mítico 3.0 CSL, porém ainda mais requintado e luxuoso. Uma receita tão bem resolvida que durou 13 anos, de 1976 a 1989.

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Nosso Achado meio Perdido de hoje é justamente um BMW Série 6 desta época – mais precisamente, um 635CSi, a segunda versão mais potente do modelo, ficando atrás apenas do M635CSi. Mais do que isto: trata-se de um carro muito original e com quilometragem baixa para sua idade. Confira no GT40

O Série 6 nasceu como uma proposta de atualização do BMW E9, cupê que deu origem ao 3.0 CSL e tinha como principais características a silhueta baixa e alongada, com uma generosa área envidraçada; e o motor seis-em-linha M30, com deslocamento entre 2,5 e 3,2 litros. A ideia era manter a silhueta do E9, porém com linhas mais modernas e refinadas, um interior mais espaçoso e confortável e, claro, motores ainda mais potentes.

No topo da linha ficava o M635CSi, que usava o mesmo motor M88 do M5 E34 – um seis-em-linha de  3,5 litros com pedigree de competição, comando duplo no cabeçote, corpos de borboleta individuais e 290 cv. O 635CSi, porém, não ficava muito atrás: ele usava o M30B34, que deslocava 3,4 litros e entregava saudáveis 221 cv a 5.200 rpm e 31,6 kgfm de torque a 3.500 rpm. O motor era acoplado a um câmbio Getrag de cinco marchas que, obviamente, levava a força para as rodas traseiras. Era o suficiente para levar o carro de zero a 100 km/h em menos de oito segundos, com máxima de 222 km/h.

O exemplar anunciado no GT40 foi fabricado em 1984 e está aos cuidados de Bird Clemente Jr., da Vintage Garage, em Curitiba. De acordo com Bird, o carro é um exemplar europeu – o que se nota pelos para-choques menores e pela ausência de repetidores dos piscas nos para-lamas.

Bird diz que o cupê se encontra em raro estado de conservação. Segundo ele, o carro jamais foi restaurado em 35 anos de existência – pintura, revestimentos internos e todos os detalhes de acabamento são de fábrica. Isto inclui, do lado de fora, as listras pretas nas laterais, que são pintadas, as rodas, todos os emblemas e frisos, grade, faróis e lanternas.

Por dentro, volante, revestimentos de porta, bancos de couro e instrumentação do painel também são originais, e o carro possui uma boa lista de equipamentos para sua idade – incluindo travas, retrovisores e vidros elétricos, ar-condicionado , computador de bordo, teto solar, faróis com regulagem de altura e lavador e até mesmo freios ABS.

Bird ainda diz que o carro é estruturalmente íntegro e que a manutenção mecânica está em dia – embora nunca seja má ideia realizar uma boa revisão geral após a compra de um carro antigo, especialmente um que tem cerca de 54.000 km marcados no hodômetro.  Ele  também observa que há um pequeno amassado, de fácil resolução, na coluna do lado do motorista – mas garante que isto é tudo, e que no mais o carro está mesmo em excelente estado.

Estamos diante de um exemplar voltado a colecionadores, com placa preta, todos os manuais e documentos originais preservados, que rodou pouco para o ano de fabricação. É um carro para quem sabe o que está colocando na garagem.

Se você tem ciência disto e ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do vendedor.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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