Semi-slicks, novas rodas e suspensão: o Toyota Celica GT volta às pistas

Junior Gaboardi 30 setembro, 2017 0
Semi-slicks, novas rodas e suspensão: o Toyota Celica GT volta às pistas

Fala, galera FlatOuter! Depois de cinco meses do último post, estou de volta com a nona parte do PC e mais uma participação no Time Attack Paraguai. Para começar, o primeiro upgrade depois do último post, e que infelizmente acabou não dando certo, foi a suspensão ajustável.

Procurando em paginas e grupos de venda achei uma Tein Street basic usada em outra cidade. Não perdi muito tempo e fui buscar. A suspensão estava em muito bom estado. “Aparentemente”, não tinha nenhuma perda, tudo estava em seu lugar, e o vendedor falou que tirou do Celica dele, que estava funcionando. Sem pensar muito, comprei.

Depois de instaladas saí para testar o carro e a traseira balançava. Em velocidades mais altas sentia que ia perder o controle do carro a qualquer momento de tanto que a traseira balançava. Tentamos aumentar a altura de rodagem, diminuir, mas nada funcionava. A traseira seguia instável.

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Os amortecedores traseiros não estavam funcionando bem e não teve jeito: tive que retirá-los e instalar de volta aa suspensão original com molas esportivas. Uma pena, já que é meio complicado achar por suspensão ajustavel pro Celica por aqui e para importar acaba saindo bem mais caro.

Algum tempo depois disso encontrei no facebook umas rodas usadas que semprei gostei, as Work Emotion CR Kai. Liguei pro vendedor e perguntei se ele aceitava trocar pelas minhas Advan e mais um pouco de grana. Ele aceitou na hora.

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Ao instalar as rodas, por causa do offset diferente, tive que colocar uns espaçadores de 1 cm pra não ficar raspando ao girar o volante.

Troquei a bomba de combustível original por uma Walbro de 255 lph, que já vem adaptada pela Monkey Wrench Racing para ser plug n play no Celica.

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Tambem fiz uma modificação na admissão, trocando o tubo de aluminio que eu tinha, pelo tubo de plástico que vem na caixa do filtro original, e colocando a parte inferior da caixa para que sirva de escudo de calor, uma modificação que encontrei nos forums, porque a ventoinha jogava ar quente e acabava dando umas engasgadas no motor, às vezes em ponto morto, mesmo com o escudo de alumínio da Injen que tinha melhorado um pouco mas não 100%.

Isso acontecia bastante em días muito quentes quando parava no semáforo, por exemplo. Não é que o motor chegava a parar, nem perto disso, mas de repente dava umas baixadas nas rotações, e ao acelerar, parecia que o motor demorava mais em reacionar em baixa. Depois dessa modificação o problema acabou por completo.

O tubo da admissão de alumínio e o escudo Injen que tirei do carro, acabei trocando com um amigo por um banco fixo da Sparco que ele tinha jogado na casa dele fazia uns anos. O banco tinha vindo com Celica dele do Japão, mas como é muito ruim um banco assim para daily driver ele acabou conseguindo o banco original e esse ficou jogado e apodrecendo.

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Levei o banco pra tapeçaria e trocaram toda a espuma que estava podre, o revestimento, e também fizeram o bordado da Sparco como o original.

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Outro upgrade que fiz e que tem bastante opiniões contrárias na internet é o volante motor aliviado. Depois de ler bastante notei que geralmente quem tinha ou teve falava bem, e quem não tinha, geralmente era por que tinha um “amigo” ou um “primo” que teve e que dizia que era ruim. Então acabei me convencendo e comprando um.

Tinha dúvida entre o Fidanza, que é feito de aluminio forjado, e o fabricado pela Monkey Wrench Racing, que é de aço. Acabei optando pela segunda opção.

A diferença de peso é de 3,1 kg, já que o original pesa 7,45 kg e o aliviado pesa 4,3 kg. A diferença no uso é enorme, a partida é feita com mais facilidade, já que tem menos peso para o motor de arranque girar, o rpm sobe bem mais rápido, e as reduções parecem mais suaves, parece que ficou tudo mais linear e previsivel

Tambem comprei pneus semi-slick Federal 595 RS-R 225/45 r17, que aqui no Paraguai custam um pouquinho mais só que os Bridgestone Potenza de rua que tenho, mas com um desempenho anos-luz a frente em pista e custam menos da metade de um Toyo R888, tendo um otimo custo beneficio.

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Antes do time attack como de costume levei o carro para uma troca de óleo e também para uma revisão geral. Na revisão meu mecânico encontrou algumas coisas que não estavam funcionando 100% que era o sensor MAF, a válvula VVT e o sensor de posição do comando de válvulas.

Tudo foi trocado, o que fez o motor ficar bem mais estável e diminuiu pela metade a vibração em ponto morto.

 

Time Attack Paraguay 2017 – Segunda Etapa

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No post anterior eu tinha comentado que a segunda etapa seria no dia 28 de maio, mas ela foi cancelada por causa do clima, que estava muito ruim naquela semana. Como não conseguiram remarcar numa data próxima ela acabou sendo cancelada definitivamente. Com isso só teremos três etapas este ano em vez de quatro como era a ideia inicial.

A segunda etapa foi dia 27 de agosto e como de costume no dia anterior o autódromo é liberado para os treinos livres. Nos treinos saí à pista duas vezes e nas duas vezes fiz quatrovoltas tentando entender o comportamento dos semi-slicks que eu nunca tinha usado.

Como eu já imaginava a primeira volta é como o pneu de rua ou até pior, na segunda o grip melhora, mas a coisa fica boa mesmo a partir da terceira volta, onde se nota uma diferença enorme no grip e o carro gruda nas curvas, nem parece o mesmo carro.

Notei também que estava reacelerando muito melhor na saida da última curva, que é feita em segunda, e chegando a 150km/h no final da reta, 10km/h a mais que antes. Acredito eu que seja o resultado do peso a menos no volante motor.

Já no treino baixei 1,5 segundo da minha melhor volta na primeira etapa, e sentia que dava para baixar muito mais. No domingo já na primeira entrada na pista fiz 1:01,844 baixando 2 segundos o meu melhor tempo na etapa anterior.

Na segunda entrada na pista levei meu pai para dar umas voltas e com o peso adicional acabei não melhorando o meu tempo, a melhor nessa segunda entrada foi 1:01.955.

Na terceira e última entrada na pista o ceu ja estava bem nublado e já começava a cair umas gotas, mas mesmo assim consegui fazer a minha melhor volta do dia 1:01.254, baixando 2,6 segundos do meu melhor tempo na etapa anterior.

Depois disso começou a chover e deram por encerrado o time attack perto das 16:00, já que ninguem mais conseguiría baixar os tempos com a chuva, e acabei terminando outra vez na terceira colocação.

Video OnBoard da volta mais rápida:

 

Pódio de todas as categorías:

Livre:

  1. Miguel Larreinegabe (Mitsubishi Lancer Evolution VIII) 54.164
  2. Nestor Acosta (Subaru Impreza STI) 56.661
  3. Horacio Arcondo (Subaru Impreza WRX) 57.691

Super Sport:

  1. Isac Yang (Porsche 911 Turbo S) 53.803
  2. Wilsom Kim (Porsche 911 GT3 RS) 54.263
  3. Pedro Lee (Porsche 911 S) 55.497

AWD:

  1. Antonela Saez (Mitsubishi Lancer Evolution X) 59.707
  2. Leonardo Duarte (Subaru Impreza STI) 59.769
  3. Alejandro Gonzalez (Nissan Skyline GTR R34) 59.901

TS-B:

  1. Christian Sist (BMW Z3 M) 59.661
  2. Eduardo Del Puerto (Toyota Celica TRD Sports M Supercharger) 1:00.405
  3. Ariel Agüero (Nissan 350z) 1:01.226

TS-A:

  1. Mauricio Barreto (Subaru BRZ) 57.791
  2. Kevin Aguilera (Honda Integra Type R DC5) 1:00.310
  3. Airton Gaboardi Jr (Toyota Celica GT) 1:01.254

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Video Oficial do Evento:

Até o próximo post, pessoal!

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Por Junior Gaboardi, Project Cars #114

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