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Supercharger e 300 cv em uma moto! Os vídeos da Kawasaki Ninja H2R em ação

Quando falamos em um motor de quatro cilindros, um litro, compressor mecânico e 300 cv, já pensamos em downsizing e em como ele seria uma boa opção para um carro (deixando o purismo de lado, claro). Imagine este mesmo motor em uma moto e a abordagem muda totalmente — de “eficiente” para “absurda”, para exemplificar. E é exatamente assim o motor da Kawasaki Ninja H2R, hipermoto apresentada no Salão da Colônia, ou Intermot, evento voltado a fabricantes de motocicletas que acontece na Alemanha a cada dois anos desde 1998.

Caso não tenha ficado muito claro: sim, este post é sobre uma moto com motor 1.0, compressor mecânico e 300 cv. O slogan da Ninja H2R é “built beyond belief” — e, de fato, não dá para acreditar que alguém consiga pilotar uma moto tão monstruosa. Para se ter uma ideia, os protótipos da categoria principal do MotoGP têm até 240 cv.

Quando se instala um motor de menor deslocamento em um carro, dando a ele algum tipo de indução forçada (turbo ou supercharger) para garantir à potência, o que você tem é o downsizing — como no caso do Mondeo com motor 1.0 turbo de 125 cv. E quando você aplica o mesmo princípio em uma moto? Não dá para chamar de downsizing, porque um motor de quatro cilindros em linha e 998 cm³ é bastante generoso para uma moto e, aparentemente, eficiência energética não foi o fator determinante para  que a Kawasaki decidisse instalar um compressor mecânico nele.

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Na verdade, a ideia é “oferecer o tipo de aceleração que a maioria dos motociclistas jamais experimentou”. Para tal, a Kawasaki diz ter convocado todas as suas subdivisões, da parte responsável pelas motos e componentes mecânicos aos caras que trabalham com aeronaves e equipamentos espaciais — esta última, responsável pela carenagem aerodinâmica de fibra de carbono.

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Aliás, é pelo visual da moto, com a carenagem futurista, sem retrovisores, faróis ou luzes de direção, além dos pneus slick e da enorme saída de escape, que fica óbvio: a H2R não foi feita para as ruas. Este papel ficará com a Kawasaki H2 (sem R) que será apresentada no Salão de Milão (EICMA) em novembro.

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Provavelmente a potência do motor será reduzida mas, se fôssemos dar um palpite, diríamos que a H2 terá uma cavalaria maior que a da atual moto de rua mais potente do mundo — a BMW S1000RR 2015, com seus 199 cv vindos de um quatro-cilindros de 999 cm³.

A Kawasaki não divulga dados de desempenho, mas já é sabido que a H2R é capaz de passar dos 320 km/h (200 mph). Como? Um piloto de teste postou a foto de seu capacete ensanguentado depois de bater em um pássaro “a pouco mais de 210 mph” (clique para ver). São 340 km/h, cara.

O vídeo acima também sugere uma versão exclusiva para as pistas, que poderia ser ainda mais próxima do conceito apresentado na Alemanha. Desde que a Ninja H2R foi apresentada, a Kawasaki vem a promovendo com um hotsite onde, todos os dias, é publicado um novo vídeo com detalhes sobre a concepção do conceito, do ronco do motor à suspensão.

O que nos leva a crer que, além do motor, outros princípios da H2R deverão ser preservados na versão “civil”, como o chassi do tipo treliça (feito com tubos ovais e reforços estruturais triangulares), entre-eixos curto, dispositivos aerodinâmicos e a transmissão sequencial. Contudo, só conheceremos os detalhes quando a H2 for apresentada no Salão de Milão, que acontece entre os dias 6 e 9 de novembro.

 

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