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TechArt GTStreet RS: 770 cv, carbono forjado e 0 a 100 km/h de Bugatti Chiron

O Porsche 911 992 já está por aí há alguns meses, mas isto não significa que o 991 ficou obsoleto de repente. Pelo contrário: a preparadora alemã TechArt, especializada no nine-eleven, acaba de apresentar seu mais novo modelo feito com base no esportivo alemão – o TechArt GTStreet RS. Que tal lhe parece um Porsche 911 Turbo S com a cara do GT3 RS e uma versão de quase 800 cv do motor flat-six biturbo?

Originalmente, o Porsche 911 Turbo S 991.2 é movido por um boxer de seis cilindros e 3,8 litros (exatamente 3.800 cm³) com dois turbocompressores, capaz de entregar 580 cv a 6.750 rpm e 71,4 mkgf de torque entre 2.100 e 4.250 rpm – chegando a 76,5 mkgf de torque no modo overboost. Com câmbio PDK de dupla embreagem e sete marchas, é o suficiente para que o Turbo S vá de zero a 100 km/h em 2,9 segundos, atingindo a velocidade máxima de 330 km/h

Mas talvez você queira algo ainda mais potente – mais potente do que qualquer Porsche 911 original de fábrica. Nesse caso, o GTStreet RS pode ser uma excelente opção, uma vez que você se acostuma com o visual nada discreto pelo qual a TechArt já é conhecida.

Vamos ao motor logo de cara. Graças a um par de turbos maiores (que, como no 911 Turbo S, têm geometria variável), um novo sistema de escape e reprogramação na ECU, o flat-six de 3,8 litros ganhou nada menos que 190 cv extras, chegando aos 770 cv. O aumento no torque é ainda mais impressionante – são 93,8 mkgf. Com isto, TechArt GTStreet RS é capaz de ir de zero a 100 km/h em 2,5 segundos e de zero a 200 km/h em 8,1 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 340 km/h. Sem o limitador, e usando pneus opcionais (provavelmente os Michelin Pilot Sport Cup 2 que aparecem nas fotos – o Turbo S vem com um jogo de Pirelli P Zero Corsa), o carro pode chegar aos 360 km/h.

Assim como o 911 Turbo S, o GTStreet RS só está disponível com o câmbio de dupla embreagem e sete marchas da Porsche – assim como o sistema de tração integral permanente do Turbo S. O que, na prática, significa que quem comprar um desses estará levando para casa um carro com o visual radical do GT3 RS, porém muito mais versátil, capaz de roubar a cena em eventos de arrancada e track days, e também devorar o asfalto impecável das Autobahnen alemãs. Uma combinação de deixar babando.

Visualmente, o carro tem um body kit inspirado pelo Porsche 911 GT3 RS – isto é, com entradas de ar maiores na dianteira, saídas de escoamento aerodinâmico sobre os para-lamas dianteiros, um novo splitter frontal com slats nas laterais do para-choque e uma grande asa traseira ajustável em 15°, além de molduras nos para-lamas.

Um detalhe interessante é o aspecto flocado dos componentes em fibra de carbono. Isto se dá porque a TechArt optou por usar o chamado compósito forjado – que, na indústria, foi visto pela primeira vez no Lamborghini Sesto Elemento, em 2010, e anos mais tarde foi empregado no Lamborghini Huracán Performante.

Trata-se de um material que usa lascas de carbono dispostas aleatoriamente, ligadas pelo mesmo tipo de resina usado na fibra de carbono tradicional e moldado sob pressão e temperatura altíssimas. Embora não seja tão rígido quanto a fibra de carbono em trama, mais comumente utilizada, o compósito forjado ainda é muito resistente – sendo mais forte que o titânio, mesmo com 1/3 de sua densidade. Repare que, no TechArt GTStreet RS, o material só é utilizado em componentes não estruturais, como os já citados aparatos aerodinâmicos e molduras dos para-lamas.

Além do visual interessante, que lembra granito escurecido, o compósito forjado tem como principal vantagem a velocidade de fabricação – dependendo do formato da peça, o processo pode ser até 50 vezes mais rápido do que o de um componente idêntico em fibra de carbono tradicional, e o custo também é reduzido.

O carro também recebeu apliques de compósito forjado nas rodas – que são de liga leve e possuem cubo rápido, como no GT3 RS. Os freios são de carbono-cerâmica.

Por dentro o GTStreet RS também passou por algumas modificações: gaiola de proteção parcial, bancos do tipo concha de fibra de carbono, revestimento parcial em Alcantara e  lã, e instrumentos personalizados, com a face do conta-giros laranja e o logo do modelo. As maçanetas internas foram substituídas por tiras de tecido (também na cor laranja) e os revestimentos das portas trazem o nome do carro em letras bordadas.

No geral, o TechArt GTStreet RS não é exatamente nossa praia em termos de customização estética mas, nesse caso, preferimos nos concentrar na função, e não na forma. Afinal, é um 911 Turbo S com quase 800 cv… não tem como ser ruim. A estreia está marcada para o Salão de Genebra – quem sabe se até lá a TechArt não resolve mostrá-lo em movimento?

 

 

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