Edição diária: 17/06/2019
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Top Xuning, parte 2: os piores acessórios e modificações que alguém pode instalar em seu carro

O mundo do xuning é tão variado, tão complexo e cheio de tendências meio incompreensíveis que, claramente, apenas uma lista não é suficiente para mostrar tudo o que você pode fazer no seu carro se quiser — afinal, ele é seu —, mas que deveria, digamos… reconsiderar. Sendo assim, o FlatOut orgulhosamente apresenta (com a ajuda dos nossos valiosos leitores) a segunda parte com mais alguns atentados ao bom gosto automotivo. Bora conferir?

 

Lanternas e faróis de outros carros

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OK, para sermos totalmente honestos, esta é uma prática antiga e pode trazer alguns resultados estéticos interessantes — se você não sabia, as lanternas do primeiro Shelby Mustang GT500 vinham direto do Mercury Cougar, e o visual virou clássico — até porque são carros da mesma época, com um certo grau de parentesco entre si. Dependendo da execução, até algumas trocas mais polêmicas ficam legais — como lanternas de Camaro no Maverick, modificação surpreendentemente comum.

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Estamos para ver encaixes tão bem feitos quanto estes

Agora, o que não é muito agradável esteticamente é ver, por exemplo, faróis de Fiat Palio em um Chevrolet Omega. Ou faróis de Ford Ka e lanternas de Chevrolet Celta em Fuscas. Nesses casos, você mistura épocas diferentes, padrões de qualidade diferentes e identidades visuais diferentes — além de, às vezes, ter que realizar adaptações que dão trabalho. Para quê?

 

Emblemas de outras marcas

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Misturar marcas e versões em uma salada de emblemas no carro também é uma prática bastante popular. Quem nunca viu um VW com emblemas Audi, por exemplo, ou um carro qualquer com emblemas “Turbo” (muitas vezes, dois ou três diferentes), “GTi”, “Way”, “Adventure”, de vez em quando todos ao mesmo tempo? Nada contra esta crise de identidade, mas talvez seja bacana ter orgulho do que o seu carro realmente é.

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Por exemplo: o Fiat Coupé já é um carro bem legal por si só — você não precisa de um emblema Ferrari para deixá-lo mais bacana, mesmo que o lado de dentro dele também tenha sido projetado pela Pininfarina.

 

Sticker bomb

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Há uns dois anos era virtualmente impossível sair para a rua sem ver um carro com um dos para-lamas adesivado. Alguns iam mais longe, e aplicavam adesivos no capô, ou no teto, ou até mesmo no interior. Era o sticker bomb, que acredita-se ter surgido nas pistas, especialmente em campeonatos de drift: depois de um acidente, para economizar tempo e dinheiro os pilotos acabavam “consertando” componentes amassados ou quebrados com vários adesivos, muitas vezes com as marcas de seus patrocinadores.

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Era uma ideia bacana que virou exagero em pouco tempo — a ponto de empresas lançarem no mercado sticker bombs impressos, para serem aplicados de uma vez.

 

Body kits genéricos

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Em uma derivação da asa traseira, alguns donos acabam instalando também saias laterais e spoilers frontais e traseiros genéricos, daqueles bem baratos. Além de ficar com o visual forçado e nada funcional, algumas peças tem um acabamento bem ruim e acabam deixando o visual carregado. Sem falar que, se não forem projetados pensando na aerodinâmica, podem piorar o desempenho e aumentar o consumo de combustível.

Pior que isso são aqueles kits feitos de fibra de vidro que tem a cara de 2001: enormes, exagerados e, muitas vezes, com um acabamento bem… insatisfatório. Muitas vezes eles até arrastam no chão, dando ao carro um aspecto “caído” e, claro, estragando por causa do contato com o solo.

 

Capas para lanternas, faróis, maçanetas, etc.

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Designers automotivos também  são pagos para criar peças que sejam bonitas e funcionais, e quase sempre eles conseguem. Pense nisso antes de colocar uma daquelas capas plásticas sobre as lanternas e faróis — elas podem atrapalhar a iluminação e a visibilidade ou, no mínimo, ficar ridículas.

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Já as capas para maçanetas, tampas do bocal de combustível e congêneres costumam ser cromadas — geralmente acompanhadas por frisos combinando, instalados em todos os lugares possíveis. A maioria dos carros modernos (e mesmo os mais velhinhos) não combina com isso.

 

Spinners

Este é mais um item que dificilmente vemos por aí, de tão datados que são: rodas e calotas com peças móveis que continuam girando um tempo depois que o carro está parado. OK, eles podem até ser inofensivos do ponto de vista prático, mas há uma razão para eles terem desaparecido quase completamente, não acha?

 

Saídas falsas de escape

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Saídas de escape duplas, triplas ou quádruplas, quando funcionais, ajudam no fluxo dos gases e melhoram o ronco do motor — e ainda dão um visual bacana. Mas há quem só queira o visual bacana — e para isso existem as ponteiras de escape falsas. Dá até para entender o desejo por simetria — por exemplo, quando um carro tem ponteira(s) só de um lado, e o dono acaba pendurando outra do outro lado. Também serve para simular o sistema de escape de carros com motores de seis e oito cilindros.

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Algumas são até incorporadas ao design do carro pelos próprios fabricantes, em uma tendência estilística que não é o fim do mundo, mas é bem frustrante. Um exemplo recente? O Fiat Stilo, que tinha um aplique plástico na base do para-choque que simulava uma ponteira em cada extremidade. Mas também há carros de alto desempenho que o fazem, como o Lexus IS-F, rival do BMW M3 e dotado de uma saída falsa bem sem-vergonha (acima).

 

Entradas e saídas de ar falsas nos para-lamas

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Ainda no “xuning de fábrica”, não há como não citar nesta lista as entradas e saídas de ar falsas, normalmente instaladas nos para-lamas. Quando funcionais, podem servir para otimizar o fluxo aerodinâmico ou ajudar na refrigeração dos freios, mas existem peças falsas, que andam “na moda” entre as fabricantes de automóveis. Outra vez, não comprometem a funcionalidade de um carro, mas acabam sendo um desperdício.

 

Simuladores de disco de freio e capas para pinças

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Há quem defenda que todo carro deveria ter freios a disco nas quatro rodas por questão de segurança. Faz sentido, mas enquanto isto não acontece, há quem se contente em fingir que seu carro tem discos de freio nas quatro rodas (também é comum em motos com freios a tambor). É uma capa plástica, cromada ou metalizada, instalada entre o cubo e a roda, que não tem função nenhuma a não ser imitar um disco de freio, mesmo que não sejam nada convincentes.

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Mas quem tem freios a disco também pode aderir à moda, instalando nas pinças capas que imitam freios aftermarket famosos — os favoritos. Pelo menos não são freios falsificados, o que seria muito pior, e realmente perigoso.

 

Cílios para faróis

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Sem comentários.

 

Confira a primeira parte deste post clicando neste link!

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