Edição diária: 18/06/2019
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Zero a 300

Toyota Rav4 chega em junho por R$ 166.000, mortes de motociclistas superam mortes de pedestres, Bolsonaro quer acabar com radares móveis e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Novo Toyota RAV4 híbrido é lançado custando a partir de R$ 166.000

A Toyota anunciou ontem (23) o lançamento da quinta geração do SUV RAV4. Feito sobre a plataforma global TNGA, a mesma do novo Corolla e do Prius, o utilitário será oferecido a partir de junho em duas versões, S Hybrid e SX Hybrid, que custam R$ 165.990 e R$ 179.990, respectivamente.

Ambas usam o mesmo conjunto, formado por um quatro-cilindros de 2,5 litros a gasolina de 178 cv a 5.700 rpm e 22,5 kgfm a 3.600 rpm; mais três motores elétricos que, juntos, entregam 120 cv e 20,6 kgfm. No total, são 222 cv, moderados por uma transmissão CVT que leva a força para as quatro rodas. Segundo a Toyota, o novo RAV4 é capaz de rodar 12,8 km/l na cidade e 14,3 km/l em rodovias. O sistema híbrido usa a energia cinética das frenagens para recarregar as baterias – não é um sistema plug-in, com tomada.

Com a nova plataforma, o RAV4 agora tem 4,60 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,68 m de altura e 2,69 m de entre-eixos – este, 30 mm maior que na geração anterior. Além disso, o vão livre do solo ficou 15 mm maior.

O que diferencia as duas versões é o nível de equipamentos. O Toyota RAV4 S Hybrid é equipado com sete airbags; controles eletrônicos de estabilidade e tração; central multimídia touchscreen de sete polegadas; sistema de som com seis alto-falantes, ar-condicionado digital de duas zonas; chave presencial para acionamento do motor e abertura das portas e do porta-malas; volante revestido em couro com comandos de áudio e cruise control; painel de digital com tela de sete polegadas; faróis full-LED e rodas de 18 polegadas.

A versão SX Hybrid acrescenta teto solar panorâmico e abertura do porta-malas por sensor de movimento; carregador de celular wireless no console central; aletas para troca de marchas (simuladas, obviamente) o sistema Toyota Safety Sense (TSS), com alerta de mudança de faixa, cruise control adaptativo, sistema de pré-colisão frontal, dimmer automático para os faróis, e frenagem automática de emergência. (DH)

 

Mortes de motociclistas superam as de pedestres em São Paulo

O número de mortes de motociclistas no trânsito se São Paulo ultrapassou o número de mortes de pedestres em 2018. Até 2017, as principais vítimas do trânsito paulistano eram os pedestres, mas em 2018 este cenário se inverteu.

Segundo o Relatório Anual de Acidentes de Trânsito de 2018, elaborado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), houve 828 mortes na capital em 2018, um aumento de 6,5% em relação a 2017 — o percentual corresponde a 52 mortes a mais.

Apesar do discurso fácil sobre limites de velocidade, no mesmo período o número de mortes de pedestres, ciclistas e motoristas/ocupantes de automóveis diminuiu. A alta foi motivada principalmente pelo maior número de mortes de motociclistas. Em 2017, morreram 311 motociclistas. Em 2018 o número passou a 366 — um aumento de 55 mortes. As mortes de pedestres também aumentaram sutilmente, passando de 331 para 349 — 18 mortes a mais em 2018. A redução mais significativa nas mortes foi entre os ciclistas: em 2017 foram 37 mortes, enquanto em 2018 o número caiu para 19.

O número de mortes de motociclistas já vinha aumentando à medida em que a frota de motocicletas aumentou, porém não de forma proporcional. Em 2018 publicamos uma análise sobre as mortes dos motociclistas na qual destacamos fatores como o diferencial de velocidade — que é “infiscalizável” por não ser uma infração —, a manutenção e a falta de tecnologias de segurança nas motos brasileiras.

Em 2018, mesmo com um número menor de infrações por exceder os limites de velocidade (o que significa que os condutores estão respeitando mais os limites), o número de mortes dos motociclistas aumentou, uma evidência de que os acidentes podem não acontecer em velocidades proibidas, mas devido ao diferencial de velocidade.

Apesar de aumentos pontuais, como também já dissemos anteriormente, o número de mortes na década diminuiu quase 40%, passando de 1.382 em 2009 para 849 em 2018. (LC)

 

Bolsonaro quer acabar com os radares móveis

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar os radares nesta quinta-feira (23) durante sua passagem por Cascavel/PR. Desta vez, o alvo são os radares móveis que, segundo o presidente, são “armadilhas para pegar os motoristas”.

“Nós temos pardal escondido atrás da árvore. Então, agora, conversando com o Sergio Moro, que a PRF está com ele também, nós queremos acabar com os radares móveis também, que é uma armadilha para pegar os motoristas”, disse Bolsonaro à imprensa presente no local sem dar detalhes de como pretende fazer isso.

Atualmente o governo federal está impedido de remover radares por uma medida judicial movida por um parlamentar de oposição. Segundo a decisão judicial, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes precisa apresentar estudos que justifiquem a remoção dos radares.

Os radares móveis e portáteis, embora operados por agentes, não motivam a interceptação ou abordagem dos carros flagrados em velocidade excessiva. Isso permite que os veículos sigam viagem em velocidades de risco, sendo punidos somente quando o auto de infração for emitido. (LC)

 

Audi TT não terá sucessor no futuro elétrico da Audi

Na última reunião geral dos acionistas da Audi nessa quinta (23) foram apresentados os planos para o futuro do fabricante e o TT não faz parte desse futuro. O grupo Volkswagen está focando em veículos elétricos e pretende lançar 20 carros 100% elétricos até 2025, até lá ela quer que 40% de suas vendas sejam de carros elétricos ou híbridos.

Alexander Seitz, diretor financeiro da Audi, diz que estão “se livrando de bagagens antigas” e que carros à combustão interna estão ficando cada vez mais caros a médio prazo por causa de leis de emissões cada vez mais rigorosas. O TT é uma dessas bagagens antigas da Audi, não há planos para o esportivo derivado do Golf nesse futuro elétrico, mas há chances dele ser sucedido por um esportivo feito na plataforma MBE do VW ID.3.

O TT não é o único esportivo correndo risco na Audi, o CEO Bram Schot questionou se o Audi R8 com motor à combustão encaixa na nova visão do fabricante. Os planos da Audi para 2025 é que metade da linha seja composta por SUV, tendo versões elétricas para todos os modelos. A Audi busca aumentar suas vendas que caíram em 5,9% desde o início do ano e também quer retomar o primeiro lugar em vendas de carros de luxo na China. (ER)

 

Versão apimentada do Alpine A110 foi flagrada em Nurburgring

Foto: Carscoops

Um Alpine A110 com pintura inspirada no A110 Cup que corre em uma categoria monomarca foi flagrado em Nurburgring. Esse pode ser uma versão mais brava do A110 de rua feita para brigar com o Porsche Cayman GT4.

A previsão é que essa versão apimentada do Alpine A110 use o mesmo motor 1.8 turbo do modelo atual mas com o acerto usado no Megane R.S. Trophy-R, que produz 300 cv. Junto do motor mais forte é previsto um alivio no peso, que no modelo “comum” já de apenas 1.098 kg. (ER)

 

Brabham pretende lançar supercarro de rua como segundo modelo

Há cerca de um ano, no início de maio de 2018, a lendária equipe Brabham apresentou seu primeiro carro de rua – o BT62, track toy com um motor V8 naturalmente aspirado de 5,4 litros e 710 cv, desenvolvido totalmente in-house.

Agora, a Brabham pretende ganhar as ruas. Em entrevista ao site Motoring Research, o diretor comercial da companhia, Dan Marks, revelou parte dos planos para fabricar um modelo mais acessível. A ideia é oferecer um supercarro mais acessível, tanto em preço quanto em dinâmica – algo mais especializado que o BT62, que até possui um “street package”, mas ainda é basicamente um carro de corrida vendido ao público.

Marks não deu mais detalhes do carro, mas sugeriu que ele será “um carro de rua bem acertado para a pista”, competindo na fatia do mercado onde se encontram a Ferrari F8 Tributo e o McLaren 720S. Ele também disse que pretende manter a exclusividade do modelo. “Não vamos seguir o caminho da McLaren e construir 6.000 carros por ano – não queremos perder o foco”, declarou. “Algo entre 100 e 200 carros por ano me soa bem”.

O foco a que Marks se refere tem a ver com os planos da Brabham para o automobilismo – a equipe pretende colocar o BT62 para competir na temporada 2021/2022 do WEC, incluindo as 24 Horas de Le Mans. (DH)

 

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