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Achados meio perdidos

Um Jaguar XJ6 Coupe raro e muito bem cuidado está à venda no Brasil

A britânica Jaguar tem alguns modelos muito marcantes em sua história – o esportivo E-Type, um dos carros mais bonitos do mundo; o incrível XJ220, que já foi o carro mais veloz do planeta mas acabou superado pelo McLaren F1, e o F-Type, o bonito sucessor espiritual do E-Type que tem um dos roncos mais matadores da atualidade. Mas talvez o carro que melhor represente o que é um Jaguar seja o XJ6.

Com uma identidade visual forte, que se manteve por mais de quatro décadas, o primeiro XJ foi lançado em 1968 para unificar a linha de sedãs da Jaguar, que até o fim da década de 1960 trazia quatro modelos diferentes com características semelhantes, e isto acabava por criar concorrência interna.

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O XJ sempre foi o topo-de-linha da marca, com porte imponente, interior espaçoso, confortável e luxuoso e sempre usou motores de seis e doze cilindros. A carroceria larga e baixa, com três volumes muito bem definidos e quatro faróis circulares, sempre foi sua marca, e só saiu de cena em favor de um visual mais moderno em 2009, quando foi lançada a atual geração.

Nosso Achado meio Perdido de hoje é um XJ6 das antigas e, melhor ainda: é um raro XJ Coupe, modelo que só existiu na Série II do XJ de primeira geração, fabricado entre 1975 e 1978. Foram fabricados 9.738 exemplares, e este aqui está à venda no Brasil.

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O XJ Coupe foi apresentado em outubro 1973, durante o Salão do Automóvel de Londres. A ideia era aproveitar o sucesso do XJ e conquistar clientes que gostariam de uma versão com visual mais esportivo. Além disso, cupês do tipo hardtop, sem coluna central, andavam fazendo sucesso naqueles tempos.

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Também conhecido como XJ-C, o cupê foi desenvolvido para substituir o modelo de entre-eixos mais curto, que saiu de linha para o ano de 1974 – o XJ de entre-eixos longo, que tinha 10 cm a mais, totalizando 2,86, passou a ser o único oferecido.

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No entanto, o carro apresentado no Salão de Londres ainda era um protótipo – o cupê estava ainda em desenvolvimento, e faltava bastante para que a versão de produção ficasse pronta. O resultado estético do entre-eixos reduzido (2,76 m, o mesmo do sedã mais curto) e da ausência da coluna central agradava.

A crise do petróleo que se desenrolava nos Estados Unidos, um dos grandes mercados de exportação da Jaguar, acabou atrasando ainda mais o lançamento do XJ-C, pois a fabricante sabia que os carros, que tinham motores grandes e não exatamente econômicos, acabariam encalhando nas concessionárias. Por isso, só em 1975 o carro começou a ser fabricado.

O ponto de partida era o modelo sedã, que tinham as portas alongadas (dá para ver as emendas no metal olhando as portas por dentro). A coluna C removida e diversos reforços estruturais eram feitos na carroceria, a fim de assegurar a rigidez do carro. Todo XJ Coupe vinha com teto de vinil – segundo consta, porque o teto flexionava com o carro em movimento e a pintura ficava rachada –, mas é comum encontrar exemplares modificados, sem vinil no teto.

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Os motores disponíveis eram dois: no XJ6 Coupe, um seis-em-linha de 4,2 litros com dois carburadores SU e 177 cv a 4.500 rpm, além de 31,9 mkgf de torque a 3.000 rpm; no XJ12 Coupe, um V12 de 5,3 litros com quatro carburadores Stromberg capaz de entregar 260 cv a 6.000 rpm e 41,6 mkgf de torque a 3.500 rpm. Em ambos os casos, o comando era duplo nos cabeçotes, mas só o seis-em-linha podia, opcionalmente, vir acoplado a uma caixa manual de quatro marchas – em ambos os casos, um câmbio automático BorgWarner de três marchas era padrão.

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O carro que trazemos hoje é um XJ6 Coupe automático fabricado em 1977. O carro pertence a uma coleção que fica em Curitiba, no Paraná. Falando com Fernando Paveloski, o responsável pela coleção, soubemos que o carro veio dos EUA há dez anos (sua origem fica evidente pelos para-choques maiores, exigidos pela legislação americana da época), e há quatro foi comprado pelo atual proprietário.

O XJ-C já estava bem conservado e original, tanto em pintura quanto no interior, e com a mecânica e a elétrica (que era feita pela Lucas e, por isso, merece bastante atenção na hora da compra) em ordem. Fernando diz que a coleção possui uma oficina completa de restauração e mecânica, e que todos os carros são mantidos em dia para rodar a qualquer momento. E que, caso seja vendido, o carro será entregue completamente revisado, higienizado, lavado e polido.

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Dizem que o XJ-C teve uma vida curta porque a conversão do sedã para o cupê era cara e trabalhosa, e porque mesmo com a demora em seu desenvolvimento, havia problemas de infiltração e ruído do vento no interior. Além disso, a fama dos carros britânicos daquela época não é das melhores em termos de qualidade de construção.

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Dito isto, quem realmente quer um Jaguar de luxo clássico não se importa com estes pequenos contratempos. Se você está neste grupo e se interessou, pode entrar em contato com Fernando pelo telefone (46) 9921 7950.

[ Mercado Livre ]


 

“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial, tampouco de uma reportagem aprofundada. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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