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Project Cars Project Cars #355

Um Peugeot 206 inspirado no WRC: a história do Project Cars #355

Olá! Sejam bem-vindos ao PC #355. Me chamo Leandro Ribeiro, analista de TI, casado, uma filho, 28 anos nas costas e alocado em São Paulo, zona sul. A partir deste post vou contar a história do meu Project Cars, um Peugeot 206 turbo, inspirado pelo modelo que disputou o WRC no começo da década passada.

Pode parecer estranho, mas minha admiração por carros só começou após os 18 anos, quando comecei no ”mundão de meu Deus” com as próprias pernas. Antes disso, meu contato com os carros eram: ir para a casa da avó aos sábados, San Francisco Rush e Top Gear (Fliperama). Quando a admiração aflorou, a minha jornada de casa para o estágio (Embu-Guaçu / Av. São João em 2006) se tornou o período mais prazeroso, pois podia analisar todos os tipos, modelos e gostos de automóveis e ajudou a alimentar a vontade de ter um carro, porém o estágio de R$ 350,00 por mês não me deixava almejar um automóvel, seja ele qual for.

A vontade foi postergada por três anos e, durante esses três anos, admirava muito os Peugeot 206 devido à influência do NFS Underground (vicío!). Em 2009, trabalhando em uma multinacional Israelense de rastreadores, a pesquisa oferecida à mídia, na época, mostrava um baixo índice de roubos e furtos para os modelos 206 e 207. Isso fomentou a vontade de ter um Peugeot 206, mas a lenda de peças caras era uma novela para eu decidir se abraçava um carro de R$ 19.900 (206) ou carro mais “acessível” até R$ 10.000.

Fiz uns cálculos e, vendendo o VR e o VA mais o salário dava para pagar o carro (206), colocar gasolina e ainda sobrar grana para o McDonalds (uma vez por mês). Logo que eu comprei o carro (abril de 2009), descobri no Google o Clube Peugeot (clubepeugeot.com) e depois de ler vários tópicos, as minhas ideias de colocar som com corneta, neon, aerofólio de alumínio, rodas grandes, bodykit e lambo-door foram devastadas do meu planejamento devido ao conteúdo que eu adquiri nas leituras dos tópicos e me levaram para um outro lado, a performance.

Coloquei um kit turbo “de padaria” (dosador HPI) no 206 era feliz. Encarava todos os semáforos como se fossem um pinheirinho. Todos olhavam porque não era comum um 206 turbo em 2010 nas ruas de São Paulo. Após alegrias com apenas 1 quebra (aeroquip do óleo furou), o 206 vermelho foi embora.

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Última foto do 206 vermelho montado

Pouco tempo depois veio outro Peugeot, outro 206, porém Azul Recife para um projeto mais ousado, montar uma réplica da versão GTI180.

Foto2

Após horas no ebay.uk, planilhas e um swap (D4D para TU5JP4), eis que surge o projeto 99% concluído. O 1% é o que resta para chegar aos 180cv da versão vendida lá fora.

 

Aquele 1% me tirou o sono e a ansiedade rolando solta com todas as possibilidades (swap para EW10J4S, Nitro, turbo etc), comprei algumas peças para montar (aspirado forte), mas não prossegui por conta de uma sugestão da minha esposa: – “Já que você vai gastar de R$ 8.000,00 a 10.000,00 para deixar do jeito que você, por que você não pega um segundo carro, faz o que você quiser e deixa um carro original para o dia a dia?” Gostei da ideia e aquele 1% do projeto do azul foi ficando distante a cada dia e horas de pesquisas (para atingir os 180cv) foram substituídas por horas de buscas em sites de anúncios para encontrar a nova ratoeira.

No dia 29/09/2014 às 13:41, achei o carro, um 206 prata turbo em Sorocoba na OLX. Um detalhe: sem motor. Com o preço bom, dentro do meu orçamento, chamei meu brother e mecânico, Thiago Buck, e, durante a “minha hora de almoço junto com a ida ao banco” (justificativa dada ao meu gerente) partimos em direção à Sorocaba para ver o carro. Chegamos após 48 minutos de estrada. Sem demonstrar muita alegria ao ver o carro, conversamos com o proprietário, vimos a qualidade das peças utilizadas (coletor de admissão de inox, FT350, dosador AEM, bomba aeromotive, pressurização em INOX, Turbina K16, Intercooler…) e com um elogio falei que ia pensar e que até o final da semana dava uma resposta. Bom, dia 08/10/2014 o carro estava comprado e, digamos assim, por um preço de uma FT 500.

Carro saindo de Sorocaba dia 10/10/2014

Aqui inicia-se a saga do PC #355, notaram que o carro está sem para-choque e com as laterais avariadas mais o detalhe de estar sem motor? Então, o antigo proprietário, arrebentou o carro. Pulou uma lombada e nela deu adeus ao para-choque dianteiro feito em fibra e no nervosismo arrancou as saias laterais (me lembrou quando eu perdia no vídeo game e colocava a culpa no controle). Em outra oportunidade, ele estourou o motor forjado na rodovia castelo branco. No log da FT350, ficou o registro da pressão do MAP, 3,45 bar. Deu falta e explodiu tudo. Isso resume o que estava por vir: um motor novo, para-choque dianteiro e funilaria.

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Carro na oficina 

O carro foi para a oficina para instalar o motor “novo”, um TU5JP4 flex(1.6 16v PSA) e dia 12/12/2014 o carro estava espirrando, sem acerto e alguns sensores a instalar. Um para-choque do tipo WRC foi instalado, mas isso será debatido no post #2.

Nesse intervalo, o antigo proprietário pegou o telefone com a pessoa que me vendeu o 206 prata e me chamou no WhatsApp. Se apresentou, não se conformou no preço que eu havia pago no carro e me mandou fotos de como estava o carro antes de compra-lo. Sugiro a vocês que aperte o play, veja as fotos e os vídeos do carro.

Após a sessão pipoca, deixo duas fotos e dois vídeos como um convite para o segundos post dessa saga.

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Potência: 239,9cv e 282,9Nm com 0,78 bar (sem acerto)

Por Leandro Ribeiro, Project Cars #355

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