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Achados meio perdidos Zero a 300

Um V10 de 8,4 litros e 610 cv na sua garagem: este Dodge Viper 2009 está à venda no Brasil

Hoje em dia, para impressionar, um carro precisa ser realmente rápido. Aplicar com precisão cirúrgica potência, aerodinâmica e acerto de suspensão para superar os rivais em alguns segundos em Nürburgring, ou tirar alguns décimos na aceleração de zero a 100 km/h, na velocidade máxima. Até uns dez anos atrás as coisas eram mais simples.

Evidência disto é o Dodge Viper, cuja quarta geração – a penúltima, fabricada de 2008 a 2010, foi a última totalmente livre de babás eletrônicas. Depois disto, por questões de homologação, o último Viper recebeu controles eletrônicos de estabilidade e tração. Se você curte mais as coisas à moda antiga, sem interferências de computadores, vai gostar do nosso Achado meio Perdido de hoje: um Viper SRT-10 2009, anunciado no GT40.

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A primeira versão do motor V10 do Dodge Viper deslocava oito litros e entregava 405 cv. Não parece muita coisa usando os parâmetros atuais, mas imagine um carro lançado em 1992 com um motor V10 de 405 cv, tração traseira, câmbio manual e zero assistência ao motorista. Era o bastante para levar o monstro de 1.490 kg de zero a 100 km/h em 4,6 segundos, com velocidade máxima de 266 km/h. Há 26 anos isto era absurdo, especialmente vindo de um esportivo norte-americano.

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A receita era tão boa que não mudou ao longo dos anos, apenas foi aperfeiçoada: o motor cresceu em deslocamento e potência; a carroceria ganhou formas mais angulares e vincos mais marcados, mas manteve a mesma identidade visual; o acabamento melhorou consideravelmente e, como já dissemos, os assistentes eletrônicos só deram as caras em 2012. Na segunda geração, fabricada entre 1995 e 2002, a potência passou a 456 cv. Na terceira, que durou até 2008, o motor V10 passou a deslocar 8,3 litros e a potência chegou a 517 cv.

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Na quarta geração, à qual pertence a unidade em questão, mais um aumento no deslocamento: 8,4 litros. Além disso, o motor recebeu algumas melhorias desenvolvidas com a ajuda da McLaren Automotive – comando de válvulas com perfil mais agressivo, novas molas para as válvulas, uma nova ECU com poder de processamento 10 vezes maior que a anterior e um aumento de 300 rpm no limite de rotações. Com isso, o V10 passou a entregar 610 cv a 6.000 rpm, além de 77,4 mkgf de torque a 4.600 rpm. Acoplado a uma caixa Tremec TR6060, manual de seis marchas, o motor era capaz de levar o Viper de quarta geração de zero a 100 km/h em 3,8 segundos, com velocidade máxima de 325 km/h.

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O exemplar anunciado no GT40 é justamente um Viper de quarta geração, fabricado em 2009. O carro, à venda na Direct Imports, em São Paulo/SP, é pouquíssimo rodado, com menos de 10.500 km marcados no hodômetro. O carro é totalmente original mecanicamente – até porque 8,4 litros e mais de 610 cv são, tecnicamente, mais que suficiente para garantir a diversão de qualquer um que goste de carros.

A pintura branca com faixas azuis é original, e recebeu alguns detalhes em vermelho incluindo a bandeira norte-americana nos para-lamas dianteiros e os letreiros “SRT” nas laterais traseiras. A inspiração foi o SRT Viper GT3-R, versão de corrida da última geração apresentado em 2013, com uma versão de 689 cv do motor V10 de 8,4 litros.

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Em outros aspectos o carro também é original – rodas, interior, mecânica. De acordo com o anunciante o carro está “impecável e completamente em ordem”, e foi comprado por seu proprietário do jeito que está. O valor pedido é interessante – podemos adiantar que é pouco mais da metade do preço de um Viper de última geração zero-quilômetro (sim: eles ainda existem no estoque).

Se você ficou interessado, basta clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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