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Velozes e Furiosos em números: quantos rachas, perseguições, trocas de marcha (e muito mais) teve cada filme

“Velozes e Furiosos 8” (The Fate of the Furious) estreou no Brasil, nesta última quinta-feira (13). Ainda não fomos assistir, mas sabemos que a internet não fala em outra coisa – ao menos no que diz respeito a filmes sobre carros. Ainda que a franquia não seja mais sobre carros já há pelo menos oito anos, quando “Velozes e Furiosos 4”, primeiro fora da trilogia original, foi lançado.

Já dissemos várias vezes aqui no FlatOut que os três primeiros filmes da saga “Velozes e Furiosos” são os que mais dão destaque aos automóveis. É evidente que Dom, Brian, Sean passavam muito mais tempo pilotando carros, fosse em Los Angeles ou Tóquio, do que ajudando o FBI e a CIA a deter os criminosos mais perigosos e procurados do planeta.

A mudança de foco se tornou motivo de reclamação constante dos entusiastas. Dizer “Velozes e Furiosos era muito mais legal nos três primeiros filmes, não? Cadê os carros e as corridas? E qual é a dessas explosões?” em uma rodinha de posto de gasolina é uma boa forma de puxar assunto. Todo mundo vai concordar com você. Pode tentar da próxima vez, a gente garante que funciona.

Só que, no fim das contas, a franquia jamais deixou de ser sucesso de bilheteria. Mesmo sabendo que não há mais Brian O’Conner, que a “família” jamais voltará à vida de corridas noturnas nas ruas de Los Angeles (ou de qualquer lugar), os fãs continuam ansiosos sempre que um novo V&F é anunciado, acompanhando teasers, vasculhando informações e compartilhando e comentando os trailers.

O caso é que já faz dezesseis anos que “Velozes e Furiosos” está por aí, e nem mesmo a morte de um de seus atores principais – Paul Walker, cuja carreira foi alavancada pelo primeiro filme, de 2001 – foi capaz de acabar com a franquia. E, nestes dezesseis anos, já se acumularam diversos dados interessantes sobre os sete filmes que vieram antes.

O pessoal do Bloomberg compilou alguns destes dados e fez alguns gráficos bem legais com eles. Se você ainda não foi conferir “Velozes e Furiosos 8”, pode considerar um aquecimento!

Menos corridas…

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Este gráfico ilustra o tempo em minutos gasto em corridas de carros (linha verde) e em perseguições com carros (linha preta). Note que as perseguições do primeiro filme tomaram o dobro do tempo das corridas, e que o terceiro filme foi o que, proporcionalmente, teve mais corridas em relação a perseguições.

Ao menos as perseguições ainda traziam os mesmos carros usados nas corridas de rua

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O filme que teve menos corridas foi “Velozes e Furiosos 7” – o pega entre Dom e Letty, para que ela lembre de quem era nos filmes anteriores, toma apenas 33 segundos, ou 0,4% do tempo do filme.

 

Número de vezes que o NOS foi usado

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Os cilindros de óxido nitroso, o famoso “NOS”, foram acionados mais vezes no primeiro filme – nove vezes, contra apenas uma vez no terceiro e no sétimo filmes.

Em “Tokyo Drift”, dá para entender: os caras não disputam arrancadas, e o NOS não tem muita utilidade quando se quer dar derrapagens controladas no estacionamento de um prédio.

 

Acelerando os carros parados

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Este gráfico traz o tempo em que os pilotos ficaram acelerando o motor dos carros com o motor parado – o campeão aqui é “+ Velozes + Furiosos”, de 2003, no auge da cultura tuning.

“Velozes e Furiosos 6” podia não ter muitos carros, mas tinha uma bela seleção

 

Falando sobre carros

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No primeiro filme, os personagens passaram mais tempo falando sobre carros: 13 minutos e 13 segundos. No sétimo, os automóveis foram assunto por não mais que três minutos.

 

Mexendo nos carros

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À medida que as missões da equipe ficavam mais complicadas, menos tempo Dom e seus amigos podiam ficar em suas casas e garagens. Em “Velozes e Furiosos 5”, os caras passaram mais de meia hora mexendo nos carros em um esconderijo secreto, e menos de um minuto e meio em sua própria oficina.

Trocas de marcha

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Desmistificando as piadas, ao longo dos sete primeiros filmes são exibidas 311 trocas de marcha. “+ Velozes + Furiosos” e “Tokyo Drift” empatam, com nada menos que 66 trocas de marcha mostradas na tela. Curiosamente, o primeiro filme é o que menos traz trocas de marcha: “só” 15 delas.

Todas as trocas de marcha, de Velozes 1 a 7, em um único vídeo

 

Painéis de instrumentos e conta-giros

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“Velozes e Furiosos 2” mostra, mais uma vez, que é o filme mais exibicionista da franquia: são 24 tomadas do painel de instrumentos/conta-giros dos carros. O segundo colocado é “Velozes e Furiosos 4”, com nove tomadas.

 

Mais ação

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Na trilogia clássica, as perseguições foram mais presentes no primeiro filme, com 13 minutos e 36 segundos de tempo na tela. Ainda é menos da metade do tempo dedicado às perseguições nos últimos dois filmes, com mais de meia hora cada.

Algumas perseguições ultrapassaram o limite do absurdo, como a infame cena do tanque de guerra em “Velozes e Furiosos 6”

 

“BOOM!”

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Olha só: “+ Velozes + Furiosos” não teve uma explosão sequer, e os outros dois primeiros filmes só tiveram uma explosão cada. No quarto filme, foram sete. No quinto, seis – e uma delas sequer envolveu carros, tendência que se firmou nos filmes seguintes.

 

Armas na mão

A quantidade de vezes em que armas foram usadas ou exibidas na mão de algum personagem também cresceu exponencialmente:

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Durante quase 1/4 do tempo total de “Velozes e Furiosos 7” há uma arma sendo usada ou nas mãos de alguém. Este alguém, na maioria das vezes, é The Rock.

 

Artes marciais

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Já as brigas mano mano são bem menos frequente. Pouco mais de dois minutos de pancadaria nos dois primeiros filmes, menos de 50 segundos em “Tokyo Drift” (talvez porque os caras preferissem tirar as diferenças ao volante) e 7:17 em “Velozes e Furiosos 7”.

 

Pegando uma carona

Uma marca da franquia são as cenas com veículos em movimento com personagens fora deles. “Desafio em Tóquio” foi o único a não trazer uma cena deste tipo.

 

 

Viajando

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“Desafio em Tóquio” marcou a primeira vez em que a história se passava fora de Los Angeles, e daí a proporção das coisas só foi crescendo. “Velozes e Furiosos 5” trouxe a família de Dom para o Brasil, enquanto os filmes 6 e 7 tiveram cenas gravadas até mesmo no Oriente Médio.

 

O lado humano de “Velozes e Furiosos”

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Uma das marcas do modo como a história dos filmes da franquia é contada é o espírito de união entre Dom Toretto, sua namorada, seus amigos e parceiros nas missões. Por mais que as coisas estejam difíceis, o personagem de Vin Diesel sempre dá um jeito de reunir a “família”. Esta imagem passou a ser ainda mais valorizada nos filmes mais recentes, e foi a razão pela qual a morte de Paul Walker afetou tanto os fãs e membros do elenco.

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O gráfico acima mostra quantos abraços foram dados em cena em cada um dos filmes. O quinto filme, com a reunião da crew original (incluindo Mia, a irmã de Dom e namorada de Brian), e por isto traz a maior quantidade de abraços.

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Dito isto, é no sexto filme que se menciona mais “família” e “equipe” – 10 e 12 vezes, respectivamente, seguido de perto pelo sétimo filme.

Todas as vezes em que alguém diz “família” nos sete primeiros filmes, em ordem cronógica

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Neste gráfico estão mostradas todas as vezes em que os personagens estacionaram seus carros lado a lado, o que se tornou outra marca visual da franquia “Velozes e Furiosos”.

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Se você sempre quis saber quantos goles de Corona foram dados em cada filme, o gráfico acima traz a resposta

“Você pode tomar a cerveja que quiser, desde que seja uma Corona”. Clássico!

 

Palavrões

OH SHIT WE GOT COPS, COPS, COPS!

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O último gráfico traz todas as vezes em que foram ditos palavrões em cena. “+ Velozes + Furiosos” ganha com 42 ocasiões. À medida que os filmes começaram a fazer mais sucesso, a quantidade de palavrões diminuiu bastante, tornando “Velozes e Furiosos” mais acessível para a família inteira.