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Achados meio perdidos Zero a 300

À venda: um raro Mini Cooper S 2.0 turbo com câmbio manual – e algumas melhorias

Os entusiastas mais puristas costumam reclamar do fato de o Mini moderno ser um carro bem maior do que o original mas, sejamos francos: ele é um carro pequeno para os padrões atuais. E mais: nas três gerações que teve desde o revival em 2001, o Mini não deixou de ser um carro divertido para quem gosta de dirigir – especialmente nas versões mais apimentadas. Como o Mini Cooper S atual, que tem um motor 2.0 turbo de 192 cv e é capaz de chegar aos 100 km/h em 6,7 segundos. O nosso Achado meio Perdido de hoje, anunciado no GT40, é um deles, e mais: é um raro e cobiçado exemplar com câmbio manual.

O Mini Hatch começou a ser importado de forma oficial para o Brasil em 2009, na sua segunda geração. Naquela época a versão Cooper S usava o brilhante motor 1.6 turbo THP (também conhecido como Prince) de 184 cv, desenvolvido pela BMW (dona da Mini desde 2000, para quem esqueceu) em parceria com a PSA Peugeot Citroën e compartilhado com diversos modelos franceses, como o também divertidíssimo Citroën DS3.

Mas em 2013, quando foi lançada a atual geração, o Mini Cooper adotou um novo motor. Contrariando a tendência mundial do downsizing, o hatch retrô adotou um motor de deslocamento mais alto – um quatro-cilindros turbo de dois litros desenvolvido inteiramente pela BMW, com bloco e cabeçote de alumínio, 192 cv entre 4.700 e 6.000 rpm e 30,6 mkgf de torque entre 1.250 e 4.500 rpm.

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A maioria esmagadora dos Mini Cooper S de terceira geração vendida no Brasil é equipada com câmbio automático de seis marchas. No entanto, no fim de 2014 foram importados entre 100 e 200 exemplares com câmbio manual, também de seis marchas. Este aqui, como já dissemos, é um deles.

O carro pertence a Massot, que mora no Rio de Janeiro/RJ, e é o único dono do carro, que foi comprado em setembro de 2015. Com 40.000 km rodados, o Mini é pouco rodado e está em excelente estado de conservação. Destaque para o esquema de pintura – vermelho como o teto branco, combinação histórica pois foi com um carro desta cor que a Mini venceu o Rali Monte Carlo em 1964, deixando para trás rivais muito maiores e mais potentes.

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Nas mãos de Massot o carro recebeu algumas modificações leves: downpipe, filtro esportivo K&N, molas esportivas H&R e, talvez a mais importante: um diferencial de deslizamento limitado Quaife. O Mini já é um carro bem acertado para um tração dianteira, e diferencial Quaife libera o bloqueio nas entradas de curva, o que ajuda a reduzir o sub-esterço. Em outras palavras: o carro sai menos de frente, o que é bastante desejável no circuito, obviamente.

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Massot diz também que o carro roda com Unichip (um piggyback, dispositivo que permite fazer alterações na programação eletrônica do motor sem modificar a ECU), acertado para gasolina Podium, e que o mesmo pode ser negociado à parte caso o comprador queira mantê-lo. Se não for o caso, a remoção é fácil e o carro não tem sua originalidade afetada. Por fim, acrescenta que o carro será entregue ao novo dono com as rodas originais.

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Não há previsão por parte da Mini de trazer mais exemplares do Cooper S com câmbio manual, o que torna este exemplar um verdadeiro achado e uma boa oportunidade. Um exemplar zero-quilômetro custa US$ 26.000, o que dá cerca de R$ 96.000 em conversão direta – caso você quisesse trazer um deles de forma independente, é certo que as taxas de importação praticamente dobrariam este valor.

Se você ficou interessado, já sabe o que fazer: clique aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do proprietário.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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