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Automobilismo Notícias

A Verdadeira História da Equipe Fittipaldi: assista ao trailer do documentário

Em 1974, depois de realizar o sonho de chegar à Fórmula 1, os irmãos Fittipaldi deram o passo mais ousado de suas carreiras em busca de um sonho ainda maior: criar sua própria equipe de Fórmula 1.

Agora, 34 anos depois do fim da Scuderia Fittipaldi (ou Copersucar Fittipaldi ou Fittipaldi Automotive) os irmãos e todos os envolvidos ganharam a chance de contar a história da equipe sob seu ponto de vista no filme “As Asas de Ícaro: A Verdadeira História da Equipe Fittipaldi”, produzido pela Itoby Filmes, que teve seu trailer lançado nesta semana.

O documentário terá depoimentos de Wilson e Emerson, Ricardo Divila, dos pilotos Ingo Hoffman, Alex Dias Ribeiro e Chico Serra, Ozires Silva (ex-presidente da Embraer que colaborou com a equipe) entre outros.

A equipe dos irmãos Fittipaldi começou com o patrocínio de uma cooperativa de açúcar e álcool chamada Copersucar e o apoio da Embraer. Emerson e Wilson chamaram o amigo Ricardo Divila, que já havia projetado seus Fórmula Vee nos anos 1960, e na primeira corrida da temporada de 1975 Wilson alinhou no GP da Argentina com seu primeiro carro, o FD01.

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Foto: Claudio Larangeira

Como praticamente toda equipe estreante que não se chama Brawn GP, os resultados no primeiro ano não foram muito bons, mas ao menos a equipe conseguiu se classificar em 11 de 14 corridas em um tempo com mais carros que lugares no grid.

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Foto: Claudio Larangeira

No ano seguinte Emerson tomou uma decisão ainda mais ousada: deixou a McLaren na condição de bicampeão mundial para se tornar o piloto número 1 da equipe, liberando o irmão para gerenciar o time. Com um novo carro a equipe evoluiu, classificando-se para 14 de 16 corridas e pontuando nos EUA, em Mônaco e na Inglaterra com três sextos lugares.

Em 1977 os resultados foram ainda melhores, com quatro corridas na zona de pontuação (três quartos e um quinto de Emerson) que renderam à equipe o nono lugar no campeonato de construtores. Em 1978 veio o primeiro pódio, um segundo lugar de Emerson no Brasil, e o melhor resultado no campeonato de construtores: um sétimo lugar que colocou a equipe à frente da McLaren e da Renault.

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Tudo isso seria motivo de orgulho para qualquer torcedor de Fórmula 1… exceto para os brasileiros e para a imprensa brasileira da época.

Emerson, Wilson e sua equipe sofreram a mesma pressão que os pilotos pós-Senna sofreram: o público leigo — aqui estimulado por uma imprensa igualmente leiga no assunto — começou a cobrar resultados impossíveis em curto prazo, como se construir o melhor carro de corridas do mundo fosse algo simples como regular uma carburação de Fórmula Vee.

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Junto com a pressão vieram as gozações, o pessimismo, a falta de apoio, com a imagem manchada por um público sem noção, os patrocinadores já hesitavam e, mesmo terminando o campeonato de 1980 à frente da Ferrari, da Alfa Romeo e da McLaren, e empatada com a Arrows, a Fittipaldi foi para suas duas últimas temporada praticamente falida e sem condições de desenvolver seus carros. No final de 1982 a equipe fechou as portas, encerrando de forma melancólica um dos capítulos mais importantes do Brasil na Fórmula 1.

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