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Volkswagen Passta, Chevrolet Cruez e Suzuki Smift: porque herrar é umano!

Já faz alguns anos que a indústria automotiva mundial está globalizando seus produtos. Veja o Ford Mustang, que perdeu a cara retrô e ganhou um motor quatro-cilindros turbo para conquistar os europeus; a chegada de hot hatches europeus ao Brasil (ainda meio tímida, porém cada vez mais frequente); e o fato de que muitos modelos lançados no ocidente são projetos orientais. No entanto, existe um mercado automotivo que parece viver à margem de tudo isto: a China.

A Volkswagen é a empresa que vende mais carros de passeio no país mais populoso do mundo — atualmente, são quase 1,4 bilhão de pessoas morando na China. Para atender à demanda, a fabricante alemã firmou parcerias com duas fabricantes locais, a FAW e a SAIC Motors, e oferece nada menos que 44 modelos diferentes. Entre eles, está o VW Passta aí em cima. Não, não é “Passat”. É “Passta” mesmo — “pasta” com um S a mais.

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A primeira coisa que você precisa saber é que a VW chinesa é uma bagunça. Quer ver só? Pelo menos duas gerações do VW Jetta são vendidas ao mesmo tempo, e só a quarta geração já deu origem a três modelos: o VW Bora (totalmente diferente do “nosso” Bora), o VW Lavida e o VW Jetta Night. O nosso atual Jetta, de sexta geração, é vendido por lá como Sagitar. Além disso, há uma versão sedã do Golf MK7 conhecida como “Lamando”.

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Que, aliás até ficou interessante

Com o Passat, a bagunça continua: a oitava e atual geração é vendida por lá como VW Variant. A sétima geração americana (de plataforma e visual mais simples) é o VW Magotan, enquanto a sétima geração europeia (a mais sofisticada e moderna) é vendida como New Passat.

E o VW Passta, onde entra nesta história? Bem, carro da foto que abre este post é um Passat Lingyu — nome que o Passat B4/B5 recebeu por lá. Ele foi reestilizado duas ou três vezes nos últimos dez anos, sendo que a última atualização data de 2009, e deixou de ser vendido há pouco tempo (até alguns meses atrás ainda dava para encontrá-lo no site da VW chinesa).

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Este outro Passta é mais moderno — trata-se do New Passat de sétima geração. Mas e este nome? Seria um Passat para o mercado italiano? Nada disso: de acordo com o site chinês CarNewsChina, trata-se de um erro na hora de colocar as letras. Segundo eles, o emblema não é uma peça só e os trabalhadores chineses não manjam muito do alfabeto latino — o que explica os typos.

E isto não é exclusividade da VW: o mesmo CarNewsChina já flagrou um Chevrolet “Cruez”…

chevrolet-cruez-china-1

… e um Suzuki “Smift”.

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No primeiro caso, outra vez as letras foram trocadas. No segundo, porém, o funcionário simplesmente colocou a letra W de cabeça para baixo. Ao menos, no caso da Chevrolet e da Suzuki, fica mais fácil compreender o erro. Com a Volkswagen chinesa, são tantos nomes que a gente não duvida que, um dia, os caras realmente resolvam fazer um “VW Passta” quando a criatividade acabar…

Há quem seja menos incisivo e acredite que estes “typos” provavelmente aconteceram depois que os carros voltaram de algum serviço de pintura. Seria um pouco menos grave, mas não deixaria de ser engraçado. Prova disso é o carro abaixo…

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… um “Porshce” 911. De acordo com o site Motrolix, o erro imperdoável aconteceu em uma oficina de Dubai. A foto repercutiu no Twitter e levou a própria Porsche a se pronunciar, dizendo que o dono contatou a concessionária e teve o letreiro consertado.

Falando em Porsche, que tal comprar um “Boxter”? O erro, que é muito comum entre entusiastas inexperientes, foi flagrado em 2012 por um leitor do Jalopnik em Londres. De acordo com ele, todos os outdoors da Porsche na cidade continham o typo.

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Aliás, precisamos fazer uma menção honrosa (ou, no caso, desonrosa), flagrada em 2014. Não é o emblema do carro, mas sim o que está escrito nele:

polce

Conseguiu pegar? Pois é: é um carro de “Polce”, e não “Police”. O carro é um Vauxhall Astra e, de acordo com as autoridades britânicas, os carros já vêm direto da fábrica com a pintura — ou seja, o erro foi da fabricante, e não da polcia, quer dizer, polícia.

Este post foi publicado no Jalopnik Brasil em 2013 e completamente reeditado.

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